Arquitetura
Casa Verde / Shin Aoki and Partners

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada numa via verde para pedestres em Nerima, Tóquio, a casa se conecta diretamente à paisagem cotidiana do bairro, onde os moradores cultivam flores e árvores frutíferas e utilizam o caminho como parte de suas caminhadas diárias. Em vez de simplesmente se voltar para esse ambiente linear, o projeto insere nele uma nova cena espacial — uma presença que convida à interação e gradualmente se integra à ecologia local.

Em contraste com a sequência contínua de casas construídas rente à rua, o volume foi intencionalmente recuado, criando uma varanda e um pequeno jardim frontal. A varanda foi pensada para usos informais de bricolagem, enquanto o jardim tem dimensões que permitem o cultivo diário de plantas pelos moradores. Com o tempo, esses espaços externos devem funcionar como uma extensão da via verde, contribuindo para a paisagem coletiva da vizinhança. Na entrada, um vaso de flores de bambu fixado com pregos tradicionais japoneses permite expor flores sazonais — um gesto simbólico de saudação à rua.

A fachada dialoga com as formas curvas e verticais das árvores ao redor, combinando superfícies planas e curvas com materiais que se transformam com o tempo — cobre e cipreste japonês (hinoki). As placas de cobre foram instaladas no padrão tradicional ichimonji-buki, enquanto o hinoki aparece em painéis verticais com diferentes orientações. Uma cobertura curva de aço inoxidável unifica o conjunto. A intenção não foi impor uma expressão dominante nem compor uma colagem visual, mas criar uma aparência aberta — que sugere imaginação, ambiguidade e mudança.



Embora o terreno tenha apenas 49 metros quadrados, a largura legal da rua (12 metros) permitiu desenvolver um volume vertical generoso. O interior foi concebido como um espaço único em altura, formado por lajes sobrepostas e nichos interligados, criando um ambiente de convivência tridimensional e contínuo.


No primeiro andar, a fachada escultórica se expressa internamente por meio de uma coluna de madeira arredondada, em torno da qual foi construída uma mesa sob medida. Essa área de jantar é iluminada por uma janela alta voltada para o norte, que se abre para a via verde e cria um ambiente calmo e acolhedor, banhado por luz natural difusa.



As áreas privadas, como banheiro e lavabo, estão concentradas no segundo pavimento. O plano foi organizado em um fluxo circular em torno do lavabo, permitindo ocupações flexíveis e adaptações futuras. A luz natural é cuidadosamente introduzida para permitir diferentes usos — como escritório ou galeria —, sem que o espaço seja definido por uma única função.

Um vazio vertical semelhante a uma torre, posicionado no lado sul, distribui luz natural por todos os níveis da casa através de pisos parcialmente vazados. A iluminação entra por aberturas em diferentes alturas e direções, refletindo-se em superfícies brancas e criando um brilho suave e atmosférico. Essa qualidade mutável da luz — que varia conforme a estação, a hora do dia e o clima — dá vida ao interior, produzindo um ambiente que é ao mesmo tempo íntimo e expansivo.

Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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