Arquitetura
Centro de Visitantes do Jardim Literário Hakka Miaoli / Guu Architects & Associates

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Este Centro de Visitantes está localizado dentro do Jardim Literário Hakka em Gongguan, Taiwan, um local moldado pelos assentamentos Hakka e pela herança mineradora. Aninhado no vale do rio Houlong, o centro oferece vistas amplas, com uma trilha cênica de flores de cerejeira levando às montanhas e uma vista direta para a histórica mina do outro lado do rio. O projeto busca conectar ambientes naturais e culturais.



A arquitetura minimiza a massa espacial e enfatiza o contexto ao redor, servindo como um meio para observar a paisagem enquanto integra os visitantes às atividades locais. Em vez de seguir interpretações convencionais da cultura Hakka, o projeto analisa o local em uma escala mais ampla, guiado por dois eixos principais orientados em direção à paisagem e ao tecido cultural. Um eixo corre paralelo às montanhas e ao vale, se estendendo até a Vila Fude, oferecendo aos visitantes vistas panorâmicas, enquanto os orienta sutilmente em direção à vila. O segundo eixo segue o caminho do sol no solstício de verão, ligando o local histórico da mina ao futuro museu literário a noroeste, servindo como o principal guia para a circulação no nível do solo.



O volume é composto por uma grande cobertura e vários volumes geométricos menores, reforçando as conexões axiais tanto nas linhas de visão quanto na circulação, ao mesmo tempo em que atende às necessidades programáticas. Sua forma responde ao vasto contexto natural e histórico, utilizando as qualidades direcionais da estrutura para revelar modestamente a beleza de Miaoli.


Os eixos são articulados por caminhos cênicos, corredores semi-externos que se conectam a espaços internos, e passagens de transição que se estendem de volta para o exterior, permitindo que a luz, o vento e a vegetação existente fluam livremente. No centro do volume , uma praça semi-externa de grande vão sob a cobertura cria um espaço aberto para eventos públicos e atividades espontâneas. O sistema de treliça triangular que cobre essa praça não apenas reflete as relações geométricas dos eixos, mas também supera o desafio estrutural do longo vão.



A materialidade oferece uma leitura sutil da cultura Hakka. O concreto moldado com tábuas recorda a solidez das paredes de pedra empilhadas, enquanto uma tela de tijolos suspensa evoca a memória tátil das casas comunais Hakka tradicionais. Suas perfurações filtram a luz solar que muda ao longo dos eixos, enfatizando o papel da natureza e revelando uma beleza que emerge da própria cultura, paisagem e atividades cotidianas do local.
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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