Arquitetura
Centro Sudeste de Arte Contemporânea (SECCA) – Galeria Regional de Bega Valley / Sibling Architecture

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Descrição enviada pela equipe de projeto. A Costa Safira da Austrália — que se estende de Bermagui, em New South Wales, até a fronteira com Victoria — tem o objetivo de aumentar o turismo e expandir suas ofertas culturais para as comunidades criativas locais. Como parte dessa plano, a Galeria Regional de Bega Valley passou por uma ampliação, consolidando seu papel como centro cultural e espaço de atividade comunitária, ao reunir 500 metros quadrados de áreas de exposição, arquivo, armazenamento e oficinas, além de uma nova fachada.


Um novo telhado, pontuado por claraboias voltadas para o sul, aumentou significativamente o volume interno da galeria, permitindo a entrada de luz natural suave e reduzindo a necessidade de iluminação artificial. Essa melhoria, combinada à criação de um arquivo dedicado e a sistemas de controle climático, possibilita à galeria sediar exposições nacionais e internacionais itinerantes.

Trabalhando com diferentes grupos culturais e artísticos, o briefing para abrir a instituição existente e fortalecer as conexões com a comunidade foi um dos principais direcionadores do projeto. Sessões com stakeholders e grupos de usuários-chave garantiram que os requisitos do programa e os usos específicos do espaço fossem atendidos. A Sibling colaborou com organizações artísticas regionais, grupos indígenas e representantes da biblioteca e dos escritórios administrativos adjacentes.


A renovação do edifício existente, incluindo a nova fachada e as adições espaciais, buscou mediar as atividades culturais internas da galeria e a vida pública no centro de Bega. Os novos espaços de oficinas se abrem para a recepção e os escritórios, enquanto grandes janelas enquadradas na fachada texturizada de aço, habitáveis a partir do exterior, permitem que as exposições se estendam além do interior da galeria para o espaço cívico adjacente.


As novas janelas da galeria orientam-se para a paisagem significativa ao redor: os visitantes podem, entre uma obra e outra, contemplar Biamanga (Montanha Mumbulla) no horizonte ou observar a vida pública acontecendo no jardim urbano em frente.

Além da galeria, houve a requalificação da praça pública adjacente. Este espaço cívico estratégico foi aprimorado para uso comunitário, com nova cobertura de sombra, paisagismo suave e mobiliário urbano. Planejada em paralelo com a galeria, a intervenção integra paisagismo e arquitetura, proporcionando maior conforto ao espaço. Os gramados existentes foram complementados com espécies nativas, também plantadas em novos canteiros ao longo da borda do edifício e da praça, oferecendo um alívio natural no ambiente urbano.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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