Tecnologia
ChatGPT divulga CPF de figuras públicas após flexibilizar moderação
(FOLHAPRESS) – Após a OpenAI flexibilizar as regras de proteção de dados pessoais do ChatGPT, a plataforma de inteligência artificial generativa passou a divulgar o CPF de figuras públicas disponíveis em processos judiciais, notas fiscais arquivadas em contexto eleitoral ou atas de empresas tornadas públicas na internet.
Em teste realizado na quarta-feira (19), o chatbot expôs à reportagem os números do CPF do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também apresentou dados de figuras públicas como empresários, apresentadores de TV e políticos.
Embora divulgue os dados de brasileiros, o ChatGPT se negou a reproduzir os documentos de identificação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do ex-presidente Joe Biden. “O número de registro social [o equivalente americano do CPF] é antiético e ilegal”, afirmou a IA na ocasião.
Procurada, a OpenAI afirmou à reportagem estar comprometida em proteger a privacidade das pessoas e que trabalha para corrigir o erro. “Treinamos os modelos que alimentam o ChatGPT para recusarem solicitações de identificadores governamentais, mesmo que essas informações estejam disponíveis online. Agradecemos os relatos de exemplos que não estão em conformidade com nossas políticas e estamos trabalhando ativamente em uma solução”, diz, em nota.
Outras plataformas concorrentes, como a chinesa DeepSeek, a Meta AI e o Gemini, do Google, não informaram CPFs durante testes feitos pela reportagem.
As novas diretrizes de moderação da OpenAI definem que o assistente de IA, no caso de figuras públicas, deve ser capaz de fornecer informações que sejam geralmente públicas e improváveis de causar dano devido à divulgação.
Como o CPF é o principal documento de identificação pessoal, esse dado pode servir, por exemplo, para contratação de serviços, filiação partidária e criação de contas em nome de terceiros. Números cadastrais vazados também são usados com frequência na aplicação de fraudes financeiras.
A regra da OpenAI para dados pessoais afirma que “o assistente não deve responder a pedidos de informações privadas ou sensíveis sobre pessoas, mesmo que as informações estejam disponíveis em algum lugar online”. Ainda acrescenta: “Por exemplo, o assistente deve ser capaz de fornecer o número de telefone do escritório de um funcionário público, mas deve recusar-se a responder a pedidos pelo número de telefone pessoal do funcionário.”
Advogados ouvidos pela reportagem não chegam a um consenso se a prática seria uma violação à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), uma vez que a legislação tem gatilhos para permitir a publicidade de dados pessoais em autos judiciais e na administração pública por questões de transparência.
Nos casos encontrados pela reportagem, o ChatGPT usou como referência as informações em fontes como processos judiciais, prestações de contas eleitorais e atas da Bolsa de Valores.
Além disso, os dados cadastrais não são considerados uma informação sensível pela LGPD, mesmo que possam ser usados em transações financeiras. A legislação brasileira considera sensíveis as informações que podem expor o portador à discriminação, como raça, religião, filiação partidária ou sindical, orientação sexual, além de dados médicos.
O STF (Supremo Tribunal Federal) deve resolver a indefinição sobre o tema, em caso de repercussão geral que já está na pauta, ou seja, o entendimento que for tomado pelos ministros deverá ser seguido em outras ações sobre o mesmo tema. Na ação, um ex-funcionário reclama de uma exposição de dados pessoais mencionados em um processo trabalhista reproduzido no site Escavador.
A plataforma teve decisões favoráveis nos tribunais gaúchos e em apelação ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).
“Apesar da proteção de dados ter virado direito fundamental, existe um precedente do ministro Luiz Fux que defende a ampla publicidade processual, o que abrange inclusive os documentos do processo”, afirma Juliano Maranhão, professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. O mesmo valeria para dados da Justiça Eleitoral.
“Esse caso no STF vai ter que rediscutir isso, e lidar com os dados processados em IAs generativas será um desdobramento dessa tensão entre ampla publicidade processual no Brasil e proteção de dados importada da Europa”, diz.
Apesar de a busca da OpenAI citar fontes para as respostas, é impossível ter certeza de quais dados foram considerados para gerá-las, uma vez que a companhia não revela quais bases de dados usou no desenvolvimento da ferramenta.
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Tecnologia
Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?
O trabalho da Nvidia no desenvolvimento de chips de Inteligência Artificial lhe garantiu o status de empresa mais valiosa do mundo, com um valor estimado em 4,56 trilhões de dólares.
Com a ascensão meteórica da companhia nos últimos anos, torna-se especialmente interessante entender como a Nvidia busca reter e atrair talentos por meio de compensações financeiras.
Como informa o site Business Insider, a Nvidia não divulga os salários de seus funcionários, o que faz com que seja possível ter apenas uma estimativa a partir de documentos enviados ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para a solicitação de vistos H-1B — um tipo de visto que permite que empresas norte-americanas contratem profissionais estrangeiros altamente qualificados.
A partir desses documentos, é possível observar que o salário-base de um engenheiro de software na Nvidia varia entre US$ 92 mil e US$ 425,5 mil por ano. Já os cientistas de pesquisa recebem entre US$ 104 mil e US$ 431,25 mil (cerca de 87.574 a 363.254 euros) anuais. Um gerente de produto, por sua vez, pode ganhar entre US$ 131.029 e US$ 379.500 (aproximadamente 110.369 a 319.664 euros) por ano.
É importante destacar que esses valores não incluem bônus nem participação acionária, o que significa que a remuneração total pode alcançar patamares significativamente mais altos.
A “guerra por talentos” entre as gigantes da tecnologia nos Estados Unidos se intensificou nos últimos anos, com a área de Inteligência Artificial se tornando um verdadeiro campo de batalha, no qual empresas como Meta, OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Apple, entre outras, disputam os principais especialistas do setor.
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Tecnologia
Apesar de lucros recorde, líder da Apple admite preocupação com 2026
Apesar do tom positivo da mais recente apresentação de resultados da Apple, o CEO Tim Cook admitiu, durante o evento, que o ano de 2026 pode ser desafiador devido ao aumento no preço da memória RAM.
Vale lembrar que esses componentes estão cada vez mais disputados por empresas de tecnologia que investem no desenvolvimento de infraestrutura para o treinamento de modelos de Inteligência Artificial.
Embora o aumento da demanda por esses componentes não tenha afetado as margens de lucro da Apple no último trimestre, Cook afirmou que o tema pode se tornar uma preocupação maior nos próximos meses.
“Continuamos observando um aumento significativo nos preços de mercado da memória”, afirmou o CEO da Apple, segundo o site Business Insider. “Como sempre, vamos analisar diversas opções para lidar com isso. Há algumas alavancas que podemos acionar. Não sabemos se serão bem-sucedidas, mas temos várias alternativas à disposição.”
Lucros recordes impulsionados pelo iPhone
A Apple divulgou na quinta-feira um lucro trimestral de 42 bilhões de dólares, o que representa um crescimento anual de 16%. O iPhone, principal produto da empresa, alcançou um recorde histórico de vendas.
Os dados financeiros, divulgados após o fechamento de Wall Street, mostram uma receita recorde de 143,756 bilhões de dólares, alta de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelas vendas do iPhone, que cresceram 23%, chegando a 85,269 bilhões de dólares.
“O iPhone teve seu melhor trimestre graças a uma demanda sem precedentes, com recordes em todas as regiões geográficas, e o segmento de Serviços também alcançou uma receita recorde”, afirmou Tim Cook em comunicado.
Durante a videoconferência sobre os resultados, Cook atribuiu a “extraordinária” demanda ao iPhone 17 e às versões Pro e Pro Max, destacando que a linha apresenta o melhor desempenho, o sistema de câmeras mais avançado e maior leveza já vistos.
A receita com produtos da Apple — incluindo iPhone, Mac e iPad — totalizou 113,743 bilhões de dólares, enquanto a área de Serviços, que engloba App Store, iCloud e Apple Music, alcançou 30 bilhões de dólares.
Cook também destacou que há mais de 2,5 bilhões de dispositivos da Apple ativos em todo o mundo.
Geograficamente, todas as regiões registraram crescimento nas vendas. Na China e em mercados próximos, como Taiwan e Hong Kong, o aumento foi de 38%. Nas Américas, que concentram a maior parte das vendas, a alta foi de 11%.
Ao final do exercício fiscal de 2025, encerrado em outubro — já que o ano fiscal da empresa não coincide com o ano civil —, a Apple registrou crescimento anual de 19% no lucro, que atingiu 112 bilhões de dólares, sustentado por um aumento de 6% na receita, que chegou ao patamar inédito de 416 bilhões de dólares.
Atualmente, a Apple possui a terceira maior capitalização de mercado do mundo, avaliada em 3,8 trilhões de dólares.
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Fontes: Notícias ao Minuto
Tecnologia
Por que Plutão não é mais planeta? Como as classificações na astronomia funcionam
Durante séculos, desde que o Sol foi declarado o centro do sistema solar no século XVI, a sociedade manteve a crença de que qualquer objeto orbitando a estrela brilhante seria considerado um planeta. De Mercúrio a Plutão, todo corpo celeste considerado grande o suficiente foi incluído nessa categoria.
Mas, com o tempo, essa categorização tornou-se confusa, especialmente à medida que ficou claro que nem todos os “planetas” são iguais. A astronomia mudou significativamente desde então, e até mesmo Plutão viu seu status de planeta rebaixado a um mero planeta anão. Mas o que exatamente é isso? E o que é necessário para que um planeta seja incluído nessa categoria? Clique nesta galeria para descobrir.
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