Tecnologia
Cidade subterrânea é a opção mais factível para colonizar Marte, diz bióloga americana
SAMUEL FERNANDES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A cidade em Marte que a bióloga americana Kelly Weinersmith imaginava é bastante diferente dos modelos que ela estudou quando, junto com o cartunista Zach Weinersmith, escreveu o livro “Uma Cidade em Marte: Podemos Colonizar o Espaço, Devemos Colonizar o Espaço e realmente pensamos nisso?” (ainda sem tradução para português).
“Eu tinha imaginado [uma cidade em Marte em que] você acorda e tem uma incrível cúpula geodésica de vidro e se vê o nascer do Sol no horizonte”, conta Weinersmith, que é professora associada do Departamento de Biociências da Universidade Rice, nos Estados Unidos.
Na vida real, se humanos realmente colonizarem o planeta vermelho, provavelmente veremos só luzes artificiais quando acordarmos em cidades subterrâneas. Weinersmith aponta que essa opção de assentamento é a mais factível por causa da proteção que o regolito marciano pode proporcionar. O regolito é a camada externa que encobre Marte e, ao construir uma cidade subterrânea, esse material pode proteger os humanos da radiação.
Esse é um dos principais problemas que humanos poderão enfrentar fora da terra. Justin Hollander, autor de “A Primeira Cidade em Marte: Um Guia do Planejador Urbano para Colonizar o Planeta Vermelho” (ainda sem tradução para português), diz que a radiação excessiva em Marte pode levar a graves problemas de saúde. Buscar maneiras de evitar a exposição a essa radiação, como no caso de assentamentos subterrâneos, é essencial para colonizar o planeta vermelho.
Mas esse é só um dos desafios que Marte representa para os humanos. A gravidade é cerca de 40% da encontrada na Terra, dificultando a vida humana. O ar é venenoso para nossos pulmões. Não existem evidências da presença de água líquida e potável. A grande distância do planeta em relação ao Sol também é um impeditivo: a possibilidade de gerar energia solar é muito menor, e os invernos em determinadas regiões marcianas são muito rigorosos.
Todos esses problemas -e alguns outros ainda desconhecidos pela ciência- precisam ser considerados para planejar cidades e assentamentos marcianos. Além da opção subterrânea, Hollander, que também é professor de política e planejamento urbano e ambiental na Universidade Tufts, nos EUA, afirma acreditar que a construção de um domo pode ser uma realidade da vida humana fora da Terra.
No seu livro, o professor reconhece os benefícios dos assentamentos subterrâneos para a proteção contra o ambiente hostil de Marte, mas também hipotetiza que a construção de domos seja factível no futuro. “Talvez eles tenham algumas transparências para que seja possível receber a luz do Sol, como uma maneira de atenuar a vida no subsolo”, afirma Hollander.
O difícil é identificar um material que seja transparente e, ao mesmo tempo, que proporcione segurança aos humanos. Weinersmith é um tanto cética sobre isso. Ela diz que, por enquanto, não se conhece um material com essas características e afirma acreditar haver questões mais importantes para serem investigadas sobre a colonização do planeta vermelho.
Uma delas é entender como os organismos humanos se adaptariam ao local. “Sabemos pouco sobre como os corpos humanos respondem ao espaço fora da órbita terrestre”, afirma Weinersmith.
Esse é o caso da reprodução humana fora da Terra. Ainda não se sabe se humanos seriam capazes de reproduzir a espécie de modo saudável no espaço. Para obter respostas, a Lua pode ser uma solução. O satélite tem uma radiação tão agressiva ao corpo humano quanto a vista em Marte. A gravidade na Lua chega até a ser mais desafiadora para humanos do que a observada no planeta vermelho.
“Se a reprodução funcionar bem na Lua, então você pode ter certeza de que estará tudo bem quando chegar a Marte”, diz.
Alimentação, energia e outros recursos naturais também precisam ser melhor planejados porque, em Marte, precisará existir um sistema bem elaborado de reaproveitamento. A própria cidade subterrânea também é algo a ser melhor pensado. Um protótipo desse tipo de assentamento poderia ser desenvolvido na própria Terra antes de enviar humanos definitivamente para Marte.
Hollander concorda que o planejamento prévio é essencial. “Você não pode simplesmente deixar algumas pessoas em Marte. Você precisa ser capaz de pensar com antecedência sobre quais serão as necessidades básicas delas para atendê-las”, afirma.
E esse tipo de planejamento precisa melhorar. Weinersmith afirma que a Nasa se recusa a financiar pesquisas sobre reprodução humana no espaço. A pesquisadora também desconhece um projeto extenso e consolidado para criar um protótipo do que seria a cidade subterrânea marciana. Existem iniciativas isoladas, mas não um protótipo que simula todo o ecossistema necessário para a vida humana em Marte.
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Windows: Confira 5 dicas para tornar o seu computador mais rápido
Ninguém gosta de trabalhar em um computador com Windows lento, mas, infelizmente, a passagem do tempo faz com que o uso contínuo resulte em um desempenho cada vez pior. No entanto, isso não precisa ser necessariamente assim.
A boa notícia é que existem algumas medidas que você pode adotar para cuidar do seu computador e deixá-lo um pouco mais rápido. Para isso, vale assumir uma postura proativa e seguir determinadas práticas que ajudam a acelerar o funcionamento da sua máquina de trabalho.
O site TechTudo reuniu cinco dicas simples que podem ser colocadas em prática imediatamente para melhorar o desempenho do computador. Algumas delas, inclusive, podem ter efeito imediato logo ao iniciar o dispositivo.
Como melhorar o desempenho do computador:
- Desative os programas que iniciam junto com o Windows;
- Ative o modo “Melhor desempenho”;
- Reduza a quantidade de efeitos visuais do sistema;
- Libere espaço de armazenamento e exclua arquivos temporários;
- Verifique quais programas estão sendo executados em segundo plano.
Fontes: Notícias ao Minuto
Tecnologia
O que é a Lua de Neve, fenômeno que iluminará o céu neste domingo
Neste domingo, 1º, a noite ficará ainda mais bela e iluminada com a chamada Lua de Neve, cujo ápice ocorre às 19h09. Para os interessados, o fenômeno será visível em todo o território nacional, dependendo, evidentemente, da boa vontade das condições meteorológicas.
Embora o nome seja bastante sugestivo, a Lua de Neve não entregará nenhum efeito visual digno de uma produção da Disney. Trata-se da Lua Cheia de fevereiro, revestida de um simbolismo que atravessa séculos.
O apelido tem origem nos povos indígenas da América do Norte, que tinham o hábito de batizar as luas conforme o clima local. Como fevereiro é o auge do inverno no Hemisfério Norte, o nome é autoexplicativo.
Registros históricos mostram que o satélite também já foi chamado de Lua da Fome, uma referência menos poética e bem mais realista à escassez de alimentos no fim do rigoroso inverno. Por razões óbvias de relações públicas, o termo \”Neve\” acabou prevalecendo no imaginário popular.
A Lua de Neve é uma superlua?
Não. Apesar do nome chamativo, a Lua de Neve não é, necessariamente, uma superlua. O termo superlua é usado quando a Lua Cheia coincide com o perigeu, ponto de sua órbita em que ela está mais próxima da Terra. Nesses casos, o satélite parece ligeiramente maior e mais brilhante no céu.
Neste domingo, a Lua estará cheia, mas a uma distância média, sem o aumento perceptível de tamanho ou brilho que caracterizam uma superlua. Ainda assim, as condições de observação continuam excelentes, especialmente em locais com pouca poluição luminosa.
Do ponto de vista astronômico, a Lua de Neve é uma Lua Cheia comum, visível durante toda a noite, nascendo ao pôr do sol e se pondo ao amanhecer. Seu brilho intenso pode ofuscar estrelas mais fracas, mas favorece observações a olho nu e fotografias de paisagens noturnas.
E sob o olhar da astrologia?
Na astrologia, a Lua Cheia é tradicionalmente associada a culminações, revelações e encerramentos de ciclos. A Lua de Neve, em especial, costuma ser interpretada como um momento de resiliência, introspecção e preparação para mudanças.
Astrólogos também a associam a processos internos. Desse modo, focam em revisão de metas, limpeza emocional e fortalecimento de estruturas pessoais; em sintonia com a ideia de atravessar o \”inverno\” para chegar à renovação.
A Lua cheia deste domingo ocorre em Leão, um signo que não aceita o papel de coadjuvante. Além disso, o ápice ocorre com Ascendente também em Leão, com o foco sobre a imagem que projetamos.
Em um mundo saturado pelos ruídos das redes sociais, o céu sugere que o verdadeiro prestígio não está nos algoritmos. É o momento de revisar sua \”marca pessoal\” sob uma ótica de autenticidade, não de engajamento.
Vale a pena observar a Lua de Neve?
Mesmo sem ser uma superlua, o fenômeno é um convite honesto para pausar o scrolling infinito e olhar para cima. Em um mundo de distrações digitais, reconectar-se com os ritmos naturais é um luxo analógico.
Basta um céu limpo e alguns minutos de descompressão. O espetáculo é garantido, gratuito e, felizmente, livre de anúncios.
Quais são as próximas luas cheias de 2026
A maioria dos anos têm 12 luas cheias, mas 2026 terá 13. Confira abaixo as datas, de acordo com o Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP). Os nomes seguem os padrões dos nativos americanos, segundo o The Old Farmers Almanac.
1º de fevereiro – Lua de Neve
3 de março – Lua da Minhoca
1º de abril – Lua Rosa
1º de maio – Lua das Flores
31 de maio – Lua Azul
29 de junho – Lua de Morango
29 de julho – Lua dos Cervos
28 de agosto – Lua de Esturjão
26 de setembro – Lua do Milho (Lua da Colheita)
26 de outubro – Lua do Caçador
24 de novembro – Lua do Castor
23 de dezembro – Lua Fria
Tecnologia
Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?
O trabalho da Nvidia no desenvolvimento de chips de Inteligência Artificial lhe garantiu o status de empresa mais valiosa do mundo, com um valor estimado em 4,56 trilhões de dólares.
Com a ascensão meteórica da companhia nos últimos anos, torna-se especialmente interessante entender como a Nvidia busca reter e atrair talentos por meio de compensações financeiras.
Como informa o site Business Insider, a Nvidia não divulga os salários de seus funcionários, o que faz com que seja possível ter apenas uma estimativa a partir de documentos enviados ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para a solicitação de vistos H-1B — um tipo de visto que permite que empresas norte-americanas contratem profissionais estrangeiros altamente qualificados.
A partir desses documentos, é possível observar que o salário-base de um engenheiro de software na Nvidia varia entre US$ 92 mil e US$ 425,5 mil por ano. Já os cientistas de pesquisa recebem entre US$ 104 mil e US$ 431,25 mil (cerca de 87.574 a 363.254 euros) anuais. Um gerente de produto, por sua vez, pode ganhar entre US$ 131.029 e US$ 379.500 (aproximadamente 110.369 a 319.664 euros) por ano.
É importante destacar que esses valores não incluem bônus nem participação acionária, o que significa que a remuneração total pode alcançar patamares significativamente mais altos.
A “guerra por talentos” entre as gigantes da tecnologia nos Estados Unidos se intensificou nos últimos anos, com a área de Inteligência Artificial se tornando um verdadeiro campo de batalha, no qual empresas como Meta, OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Apple, entre outras, disputam os principais especialistas do setor.
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