Arquitetura
Clube Comunitário Backyard / DeRoche Projects

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Em Acra, onde o investimento público em espaços recreativos é limitado e as áreas verdes se tornam cada vez mais escassas, o Clube Comunitário Backyard propõe um novo modelo de convivência cívica: um equipamento esportivo comunitário centrado em uma quadra de tênis, demonstrando como o design pode criar ambientes inclusivos, sustentáveis e socialmente transformadores. Projetado pelo DeRoche Projects, ele é o primeiro projeto de Gana a utilizar um sistema de taipa pré-moldada — um método inovador desenvolvido pelo estúdio que reinventa um material ancestral para um uso contemporâneo e escalável. Simultaneamente marco local e protótipo replicável, o Backyard exemplifica como o design pode responder a questões urgentes de qualidade cívica, responsabilidade ambiental e identidade cultural.

Uma estrutura para a comunidade — Inserido em um lote compacto no denso bairro de Osu, o projeto é mais do que um equipamento esportivo. Ele estabelece um espaço comunitário para jovens, onde treinamento, cultivo, encontro e aprendizado acontecem lado a lado. Ao conectar esporte e práticas ecológicas, o Clube Comunitário Backyard apresenta um modelo de espaço público que apoia a troca social, a responsabilidade ambiental e o uso sustentável de recursos. Construída com padrões internacionais, a quadra de tênis de saibro foi projetada para jogos profissionais de duplas, oferecendo aos atletas menores de 18 anos um ambiente de treinamento de alta qualidade, ao mesmo tempo em que promove o acesso ao esporte por meio de aulas gratuitas para crianças da comunidade.

Um banco flutuante sombreado permite que jogadores e espectadores observem, descansem ou revisem exercícios. Espaços auxiliares — como vestiários, áreas sombreadas, bancadas externas e um espaço para churrasco — são discretamente integrados ao terreno. Os chuveiros têm iluminação natural, detalhes simples e um nicho plantado que traz a paisagem para momentos de pausa e rotina. Envolvendo a quadra, um ritmo de painéis pré-moldados de taipa de 4 metros de altura cria um recinto ao mesmo tempo protetor e permeável. Produzido localmente, esse invólucro garante privacidade sem isolamento, oferecendo porosidade e conectividade visual. Seu ritmo sutil e forma escultural reduzem os ventos cruzados e projetam sombras móveis pelo sítio, conferindo presença e elegância ao conjunto.

“Backyard é mais do que só tênis; é sobre criar uma plataforma para a juventude, para mentoria e para a comunidade. Desenvolvemos um sistema pré-moldado personalizado que funciona como estrutura e expressão, elevando o processo construtivo à altura da ambição de um espaço comunitário. A arquitetura é propositalmente aberta, borrando as linhas entre esporte, encontro, aprendizado e descanso. É na quadra, nos caminhos sombreados e na vegetação exuberante que a vida emerge, moldada não por um programa fixo, mas pelos usos que as pessoas criam.” — Glenn DeRoche, Diretor Criativo

Ao redor da quadra, um jardim produtivo de 230 m² reúne mais de 20 espécies de plantas alimentícias e medicinais, cultivadas não por estética, mas por desempenho. Goiaba, banana, capim-limão, hortelã, graviola, coco e flor-de-ervilha-azul foram selecionados por suas propriedades de recuperação e saúde, nutrindo os jovens atletas que treinam no local. O jardim vai além da ornamentação: jovens aprendem a cuidar da terra enquanto treinam nela, colhendo ingredientes para sucos naturais, lanches pós-treino e refeições comunitárias. O cultivo integra-se ao ritmo do jogo, incorporando valores de autossuficiência, responsabilidade e consciência ecológica às rotinas diárias. Fora do horário de treino, a quadra serve à comunidade como espaço para exercícios, jardinagem, trocas de alimentos e encontros noturnos. Também se adapta para projeções ao ar livre, oferecendo acesso a torneios profissionais e conteúdos educativos de esporte que, de outra forma, seriam limitados por infraestrutura. O Clube Comunitário Backyard oferece uma alternativa aos modelos convencionais de equipamentos esportivos, propondo uma arquitetura enraizada na honestidade material, no conhecimento local e no propósito social. Desde o início, a equipe priorizou um profundo engajamento com construtores, atletas e educadores locais — dos Mestres de Roma a consultores técnicos de taipa — para definir um processo projetual inclusivo e exemplar.

Sustentabilidade — O Clube Comunitário Backyard integra diversas estratégias sustentáveis. O projeto prioriza materiais e sistemas locais e de baixo carbono, utilizando taipa para envolver a quadra. Como quadras de saibro exigem grande volume de água para manter seu desempenho, um poço artesiano e o redirecionamento de águas pluviais garantem irrigação para a quadra e áreas ajardinadas, reduzindo a dependência do abastecimento municipal e apoiando um paisagismo resiliente e tolerante à seca. Um acabamento à base de lama substitui revestimentos cimentícios, oferecendo uma alternativa respirável, de baixo impacto e com menor carbono incorporado. As estruturas auxiliares dispensam ar-condicionado ou extração mecânica, operando com ventilação passiva por efeito chaminé e abundante luz natural, reduzindo o consumo energético e a dependência da rede.

Pioneirismo no primeiro sistema de taipa pré-moldada de Gana — Derivado de uma ampla investigação sobre práticas construtivas sustentáveis, o projeto rompe com métodos convencionais de construção no país. Aplicando pela primeira vez os painéis pré-moldados de taipa, integrados a um sistema modular adaptado ao transporte e à mão de obra local, o projeto estabelece um modelo escalável e sustentável. A taipa tradicional é lenta, trabalhosa e dependente do clima, o que historicamente limitou seu uso em projetos comerciais ou comunitários.

O sistema desenvolvido evita esses limites com a fabricação fora do canteiro, permitindo maior controle de qualidade, tolerâncias estruturais mais rígidas e fluxos de trabalho paralelos entre preparação do terreno e produção dos painéis. O resultado é um sistema modular, responsivo ao clima e replicável, adaptado às realidades africanas de transporte, mão de obra e ambiente. É entregue mais rapidamente, com menos resíduos e com uma fração do carbono incorporado de estruturas de concreto. Mais que um método construtivo, trata-se de um novo modelo de construir a partir da própria terra. Ao aplicar módulos pré-moldados de taipa nesta escala, o projeto inaugura uma referência para desenvolvimentos futuros, demonstrando como inovação material pode impulsionar uma vida urbana sustentável enquanto preserva identidade cultural e valores ambientais.

“Queríamos que a arquitetura carregasse a mesma força de propósito da programação — enraizada, expressiva e inovadora.” — Glenn DeRoche, Diretor Criativo

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Terra / Tomohiro Hata Architect and Associates

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Descrição enviada pela equipe de projeto. O projeto teve início com a seguinte pergunta do cliente ao arquiteto:
“A sociedade ao nosso redor parece muito madura; no entanto, muitos edifícios estão sendo demolidos um após o outro, mesmo quando ainda têm vida útil suficiente. Isso não acontece justamente por causa da perda de algo essencial?”

Fonte: Archdaily
Arquitetura
5ª edição da ABERTO ocupa Casa Bola, obra icônica de Eduardo Longo
Paralelamente, a ABERTO estreia a ABERTO Rua, iniciativa que leva mais de 15 obras comissionadas para o espaço público da Avenida Faria Lima, expandindo a mostra para o tecido urbano. “Na rua, a arte encontra quem não foi convidado”, afirma Filipe Assis, sintetizando o gesto de abrir a experiência artística ao acaso, ao trânsito e à diversidade da cidade.
Arquitetura
Bairro em Paris – Biblioteca Multimídia e Edifícios Residenciais / La Architectures + Atelier Régis Roudil Architectes + Nicolas Hugoo Architecture

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Nicolas Hugoo Architecture concluiu 36 unidades de habitação social; a LA Architectures, uma biblioteca pública e 75 apartamentos familiares; e o atelier Régis Roudil, uma moradia estudantil com 75 apartamentos no bairro Paul Bourget, no 13º arrondissement de Paris. A operação de revitalização do bairro Paul-Bourget teve início em 2014, com o objetivo de romper o isolamento da área e assegurar a melhoria duradoura do panorama urbano para seus habitantes. Liderado pela Elogie Siemp e pela Semapa, e projetado pela Urban Act, este ambicioso projeto de renovação urbana possibilitou a criação de uma nova geração de habitações nesse terreno de 4 hectares, além de restaurar a presença de áreas verdes e da biodiversidade.

Fonte: Archdaily
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