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Como economizar em uma reforma após comprar sua casa: arquitetos dão dicas de planejamento

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É uma verdade universalmente conhecida que a compra de um imóvel mais barato costuma vir acompanhada de uma reforma, muitas vezes, bastante cara. No entanto, essa crença também está sujeita a vários equívocos que podem distorcer nossa visão do resultado ideal. Conversamos com Álvaro Toledo, do Plan C, e com os profissionais do Fos Studio sobre os diversos truques e estratégias para economizar em uma reforma sem abrir mão do estilo e do design.
O Plano C de Álvaro Toledo: só boas ideias para economizar em uma reforma
Projeto de Emiliano Domínguez, do Bardo
Germán Saiz
O perfil Plan C se transformou em uma espécie de Bíblia do estilo e do design desde que Álvaro Toledo decidiu compartilhar a reforma de sua casa. E, claro, não havia autoridade melhor a quem perguntar sobre estratégias para economizar em uma reforma. “Para mim, uma das providências fundamentais para economizar em uma reforma é fazer as coisas você mesmo. Há partes que certamente precisamos deixar para um profissional, porque podem envolver riscos, como instalações elétricas ou de encanamento, mas há muitas outras que, com um pouco de prática, podemos fazer por conta própria”, conta Álvaro Toledo à AD Espanha. “Sei que não é algo para todo mundo, mas também acredito que muitas vezes vemos tarefas como pintar, colocar azulejos ou trocar um piso como algo impossível, quando muitas vezes são mais simples do que pensamos e podem, além disso, ser muito satisfatórias.”
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Como exemplo, Álvaro sugere que, para uma reforma de baixo custo de um banheiro, contar com ajuda profissional na parte de encanamento para trocar a torneira, o vaso sanitário e outros itens é essencial, mas também levar em conta outras tarefas, como trocar o piso ou até mesmo azulejar. “Para os mais corajosos, isso pode ser algo para fazer como um DIY, ainda mais hoje em dia, quando podemos aprender a fazer até com um vídeo de 1 minuto no TikTok.”
“Outra dica fundamental seria identificar quais coisas precisamos substituir na casa e quais podemos simplesmente transformar. Por exemplo, cozinhas costumam ser muito caras para reformar, pois muitas vezes têm móveis planejados e uma grande quantidade de peças. Dependendo do estado dos móveis, uma boa opção é envernizá-los ou pintá-los para dar-lhes uma nova vida, ou simplesmente deixá-los como estão e mudar outros aspectos da cozinha, como a bancada ou as paredes, que representam uma mudança estética significativa. Às vezes, com uma única (mas grande) mudança, podemos ver uma grande diferença em um espaço”, acrescenta.
Outra opção de baixo custo é mudar a cor das paredes: “Acho que é possível fazer maravilhas apenas com tinta e transformar completamente um espaço. Por exemplo, uma opção de que gosto muito é pintar um cômodo inteiro da mesma cor — paredes, teto e rodapés —, isso cria um impacto enorme; o espaço parece totalmente renovado, e você só usou uma lata de tinta”. Outra opção é pintar apenas o teto com uma cor mais escura, pois traz uma sensação de acolhimento, como uma caverna, e, sobretudo, mudará sua percepção do espaço.
“E, por último, se a marcenaria da casa, como portas internas e armários, estiver um pouco ultrapassada, uma boa opção é laquear ou pintar todas essas portas. Por exemplo, na minha casa tínhamos portas de madeira laranjas, típicas dos anos 1990 ou 2000, em ótimo estado, então as pintei com uma tinta especial para portas e ficaram como novas. Muitas vezes, o mais importante é enxergar o potencial das coisas que você já tem”, finaliza Álvaro.
Como economizar em uma reforma, segundo os profissionais do Fos Studio
Reformar com um orçamento apertado não significa abrir mão do design ou da qualidade. “Em nosso estúdio, sabemos que um planejamento rigoroso e uma visão profissional são fundamentais para otimizar cada recurso, evitar erros caros e alcançar um resultado funcional, estético e duradouro”, afirmam Víctor Forés e María Fos, do Fos Studio.
Embora ainda persista a crença de que contratar um arquiteto ou designer de interiores encarece o processo, a realidade costuma ser o oposto: um bom profissional ajuda a prevenir decisões equivocadas, a gerir melhor os prazos e a extrair o máximo do orçamento por meio de soluções criativas e eficientes. Definir o projeto desde o início, com plantas, medições e um orçamento detalhado, permite antecipar problemas, reduzir improvisações e tomar decisões com critério. Reformar sem um planejamento claro costuma sair muito mais caro a longo prazo.
Saber priorizar e apostar em materiais com boa relação custo-benefício
Projeto do escritório Pro.a Arquitetos
Gisele Rampazzo
Identificar quais intervenções são imprescindíveis e quais podem esperar permite dividir o projeto em fases. Essa estratégia facilita uma execução ordenada e evita retrabalho ou duplicação desnecessária de custos.
Design nem sempre se resume a preço. Há materiais econômicos com excelente desempenho e estética atraente: porcelanatos que simulam pedra natural, vinílicos resistentes para áreas úmidas, ou marcenarias em laminados, ou MDF laqueado, que oferecem acabamentos elegantes sem custo adicional elevado. O segredo está em saber onde convém investir mais e onde é possível ajustar.
Pensar em eficiência energética desde o início (e não economizar nas instalações)
Investir em isolamento térmico, portas e janelas de qualidade, ou sistemas de iluminação LED pode representar um desembolso inicial maior, mas se traduz em uma economia energética significativa a médio e longo prazo. Reformar também é uma oportunidade para melhorar a sustentabilidade do lar. Elementos como pisos hidráulicos originais, marcenarias antigas, tetos altos ou estruturas aparentes agregam valor estético e personalidade ao projeto. Sempre que possível, preservar e restaurar é mais econômico — e mais interessante — do que substituir.
Mover paredes ou realocar cozinhas e banheiros pode fazer o orçamento disparar. Sempre que viável, é preferível respeitar a planta original e apostar em transformações mais sutis por meio do mobiliário, iluminação ou acabamentos. Reduzir custos em eletricidade, encanamento ou climatização costuma sair caro a longo prazo. O melhor é investir em uma base sólida e moderna que não exija intervenções posteriores.
Apostar na iluminação
Projeto dos arquitetos Filipe Camargo Estúdio e Cyro Arquitetura
André Mortatti
A iluminação é uma forma econômica e eficaz de transformar um espaço, valorizando materiais e criando ambientes sem necessidade de obras. Um bom planejamento luminotécnico pode realçar materiais, ampliar visualmente ambientes, gerar atmosferas acolhedoras ou funcionais e até corrigir proporções arquitetônicas sem a necessidade de fazer obras.
Em vez de realizar reformas estruturais, uma estratégia inteligente consiste em redesenhar a iluminação, combinando diferentes tipos de luminárias e utilizando LED de baixo consumo, o que melhora tanto a estética quanto a funcionalidade, além de reduzir o gasto energético em até 80%. Assim, obtém-se um duplo benefício: um ambiente mais sofisticado e acolhedor e uma conta de energia mais baixa.
Comparar orçamentos de forma objetiva (e sem prolongar o processo)
Solicitar vários orçamentos é útil, mas apenas se forem comparadas propostas claras e equivalentes. O ideal é recorrer a profissionais recomendados ou com experiência comprovada, para evitar diferenças de preços enganosas. Isso evita perder tempo avaliando opções pouco viáveis ou mal formuladas e reduz o risco de diferenças de preço que, na realidade, refletem qualidades ou escopos muito diferentes. Às vezes, o barato sai caro… ou a opção mais cara se justifica. Não se trata de escolher o mais barato, mas o mais adequado em termos de qualidade, prazos e garantias. E, sobretudo, sem atrasar desnecessariamente o início da obra.
*Matéria originalmente publicada na Architectural Digest Espanha.
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Fonte: Casa Vogue

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