Arquitetura
Concurso Nacional de Projetos de Mobiliário Urbano para São Paulo

A Prefeitura de São Paulo, por meio da SP Urbanismo e da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), lançou em agosto o Concurso Nacional de Projetos para Elementos de Mobiliário Urbano da Cidade de São Paulo. Destinado a profissionais de Arquitetura, Engenharia e Design de todo o país, podendo compor equipe com outros profissionais, o concurso busca propostas inovadoras, sustentáveis e inclusivas para valorizar os espaços públicos da cidade. Os três melhores projetos serão premiados, com um total de R$ 500 mil. A etapa de inscrição se inicia no dia 8 de setembro e se encerra no dia 15 de setembro, devendo ser feita através da plataforma oficial.
As propostas selecionadas vão ajudar a renovar e ampliar o conjunto de opções de mobiliário urbano disponíveis para a Prefeitura de São Paulo, oferecendo soluções que poderão ser usadas por diferentes secretarias em projetos e obras em toda a cidade. Elementos como bancos, floreiras, lixeiras, totens e sanitários deverão tornar os espaços públicos mais agradáveis, acessíveis e acolhedores. A ideia é buscar soluções criativas e sustentáveis, que melhorem o conforto de quem circula pelas ruas e praças, respeitem o meio ambiente, acompanhem as novas tecnologias e valorizem a identidade da cidade.
O concurso será realizado em duas fases. Na primeira, serão escolhidas três propostas em nível de estudo preliminar, sem definição de colocação. Na segunda fase, os selecionados receberão um adiantamento da premiação no valor de R$ 65 mil e deverão produzir protótipos de seis elementos — banco coletivo com encosto, papeleira (lixeira), paraciclo, balizador, floreira e vaso — e desenvolver projetos em nível básico. Após avaliação final, os trabalhos selecionados serão classificados em 1º, 2º e 3º lugar.
As propostas deverão contemplar três grupos de elementos de mobiliários urbanos: o primeiro, voltado à utilidade pública com infraestrutura integrada, como abastecimento de água, energia ou coleta de esgoto (sanitários e quiosques, por exemplo); o segundo, com mobiliário tradicional que não exige ligação à infraestrutura urbana (bancos e balizadores, por exemplo); e o terceiro, com elementos que contribuam para a paisagem e adaptação climática (floreiras, vasos e estruturas de sombreamento, por exemplo).
Poderão participar do concurso profissionais brasileiros, pessoas físicas ou jurídicas, legalmente habilitados e registrados no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) ou Conselho de Engenharia e Agronomia (CREA). As inscrições poderão ser individuais ou em equipe, podendo ser composta por profissionais de diferentes áreas de conhecimento, sendo obrigatória a indicação de um responsável técnico regularmente registrado no CAU ou CREA.
Todo o processo ocorrerá por meio da plataforma digital ( onde estarão disponíveis o edital e termo de referência, e por onde deverão será feita a inscrição, o envio da documentação e propostas, além de além de canal para dúvidas e acompanhamento do concurso.
A seleção das propostas ficará a cargo de uma Comissão Julgadora formada por sete membros titulares e dois suplentes. O grupo contará com representantes técnicos da Prefeitura (SP Urbanismo, Secretaria Municipal das Subprefeituras – SMSUB e Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente – SVMA), de indicados por órgãos municipais (Comissão Permanente de Acessibilidade – CPA e Comissão de Proteção à Paisagem Urbana – CPPU), e de entidades como a Associação Comercial de São Paulo – ACSP e a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura – AsBEA.
A edição anterior do concurso, realizada em 2016, contou com 221 participantes de nove estados e do Distrito Federal. Agora, a SP Urbanismo — empresa pública com mais de 15 anos de atuação no planejamento urbano da cidade — espera mobilizar ainda mais profissionais na construção de uma São Paulo mais inclusiva, sustentável e acolhedora.
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Título
Concurso Nacional de Projetos de Mobiliário Urbano para São Paulo
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Tipo
Divulgação de concursos (projetos e masterplans construídos)
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Website
https://concursomoburb.prefeitura.sp.gov.br -
Organizadores
Prefeitura de São Paulo
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Prazo de inscrição
15 de Setembro de 2025 11:59 PM
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Prazo para envio
17 de Outubro de 2025 11:59 PM
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Onde
São Paulo
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Preço
Grátis
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Restrições geográficas (restrições por país)
Brasil
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Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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