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Política

Defesa de Cid se diz traída por PGR e nega mudança de versões em delação da trama golpista

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A defesa do tenente-coronel Mauro Cid afirmou nesta terça-feira (29) ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o militar foi o responsável por revelações da trama golpista e negou que tenha havido omissão em sua colaboração premiada. Por essas razões, pede o perdão judicial ao tenente-coronel.

Os advogados dizem ter se sentido traídos pela PGR (Procuradoria-Geral da República), que acusou o militar por supostos vínculos com os ataques de 8 de Janeiro mesmo após meses de colaboração de Cid com a Polícia Federal.

“O que se viu foi uma deturpação das informações fornecidas, em ilações convertidas em insumo para atribuir-lhe crimes que jamais cometeu ou poderia cometer. Sente-se, sim, traído pelo órgão acusador que se valeu da sua boa-fé para construir uma acusação desconectada da realidade fática, da materialidade típica e do seu próprio relato para ao final mandá-lo para o fuzilamento”, disse a defesa.

As afirmações foram feitas na alegações finais apresentadas pelos advogados de Cid ao Supremo.

A defesa do militar afirma que não é razoável que a PGR faça uso das informações repassadas por Cid e, depois, apresente posição contrária aos principais benefícios do acordo de colaboração premiada.

“A concessão dos benefícios que foram ajustados no acordo de colaboração está vinculada, essencialmente, ao proveito das informações trazidas à investigação, fato que é incontroverso e ressaltado pela Polícia Federal e a própria acusação em certos trechos”, diz a defesa.

Os advogados de Cid pedem que o acordo de delação seja mantido integralmente pelo STF, inclusive com a proposta de perdão judicial. Em caso de “incrédula condenação”, a defesa do militar quer o benefício previsto de pena inferior a dois anos de prisão.

Sobre o mérito da acusação, a defesa diz que o tenente-coronel deve ser absolvido das acusações por não haver provas de sua participação na tentativa de golpe de Estado.

Todos os réus do núcleo principal da trama golpista são acusados de cometer os crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, dano ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

A delação de Mauro Cid foi uma das partes do processo mais atacadas pelas defesas dos demais réus. O vaivém do militar na sede da PF em Brasília e o fato de Cid revelar novas informações quando os benefícios do acordo estavam sob risco geraram dúvidas até em ministros do STF sobre a validade da colaboração.

Nas alegações finais, a defesa do tenente-coronel reforçou que ele fechou a delação de forma espontânea. “O acordo […] preencheu todos os requisitos de validade, eficácia e efetividade, e como tal, foi homologado e ratificado pelo colaborador e essa Corte”, disse.

“Seria desarrazoado, para não dizer despropositado, que pudesse a Procuradoria-Geral da República -que não é contratante-, utilizar-se da colaboração como base acusatória e ao mesmo tempo, punir o colaborador por efetivamente ter colaborado”, acrescentam os advogados.

A defesa afirmou que Cid adotou postura “incomum e corajosa” ao decidir colaborar com a investigação, “mesmo ciente de que sua postura enfrentaria forte resistência, represálias e de certa forma, coação por parte de seus antigos aliados”.

Os advogados disseram que Mauro Cid não relatou alguns fatos suspeitos em seus primeiros depoimentos por “absoluto desconhecimento das eventuais ações planejadas”. Nesse ponto, a estratégia é negar que tenha havido mudança de versões, mas acréscimos nos depoimentos após novas informações reveladas pela PF.

A primeira parte do processo a apresentar as alegações finais foi a Procuradoria-Geral. O procurador-geral Paulo Gonet pediu a condenação de Cid e redução de apenas um terço da pena.

Em seu acordo de colaboração premiada, Cid pediu que não fosse condenado a pena superior a dois anos de prisão. Era uma estratégia para tentar sua permanência no Exército e evitar o retorno à cadeia.

Gonet defendeu um meio-termo. Ele argumentou que, mesmo que tenha colaborado com a investigação, o militar omitiu informações importantes, se contradisse em trechos dos depoimentos e apresentou resistência ao cumprimento do acordo.

“Diante do comportamento contraditório, marcado por omissões e resistência ao cumprimento integral das obrigações pactuadas, entende-se que a redução da pena deva ser fixada em patamar mínimo”, disse o procurador-geral da República.

O processo contra o núcleo principal da trama golpista está em sua reta final. Com a manifestação de Mauro Cid protocolada nesta terça, inicia-se o prazo para as defesas dos demais réus apresentarem suas alegações finais.

Os advogados terão 15 dias para produzir o material e enviar ao Supremo. O prazo se encerra em 13 de agosto.

Terminada essa fase do processo, caberá ao ministro Alexandre de Moraes pedir uma data para o julgamento dos réus. A expectativa é que o caso seja levado à Primeira Turma no fim de agosto ou início de setembro.



Fonte: Notícias ao Minuto

Política

Mario Frias direcionou verba pública a produtora de filme sobre Jair Bolsonaro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A produtora do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro (PL), recebeu R$ 2 milhões em recursos públicos por meio de três CNPJs na área de tecnologia e esportes, além de ter firmado um contrato no valor de R$ 108 milhões para instalação de pontos de wi-fi com a Prefeitura de São Paulo.

As informações foram divulgadas primeiro pelo portal The Intercept Brasil e confirmadas pela reportagem.

Uma das pessoas envolvidas na produção é o deputado Mario Frias (PL-SP), ex-secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro. A reportagem teve acesso ao roteiro do filme, que contém a informação de que ele é baseado “em uma história real escrita por Mario Frias intitulada ‘Capitão do Povo'”.

Frias foi responsável pela aprovação de duas verbas de emenda parlamentar ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG de Karina Ferreira da Gama, que também é dona da GoUP Entertainment, que produz “Dark Horse”.

Procurados, Mario Frias e o Instituto Conhecer Brasil não se manifestaram até a publicação deste texto.

Os repasses de emenda parlamentar foram de R$ 2 milhões ao todo. No ano passado, o Instituto Conhecer Brasil recebeu R$ 1 milhão via Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação numa ação de letramento digital. Via Ministério dos Esportes, o ICB foi contratado por R$ 1 milhão para implantar o Projeto Lutando Pela Vida, de artes marciais.

No passado, a instituição foi autorizada a captar recursos para executar projetos ligados ao mundo evangélico, como “A Turma do Smilinguido no Teatro” e um festival itinerante da Marcha para Jesus, mas não conseguiu levantar fundos em ambos os casos.

Mas o contrato de valores mais expressivos foi com a gestão de Ricardo Nunes (MDB) na prefeitura da capital paulista. A instituição foi contratada pela prefeitura para instalação de 5.000 pontos de wi-fi no valor de R$ 108 milhões.


Procurada, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia afirma que a contratação do Instituto Conhecer Brasil foi realizada “por meio de chamamento público transparente e sem contestações”.

Segundo a prefeitura, “a organização social cumpriu todas as exigências previstas no edital, e a prestação do serviço está em andamento com 3.200 pontos de wi-fi implementados e 1.800 pontos previstos para 2026”.

O valor total da parceria é de R$ 108 milhões, mas os repasses realizados até o momento são de, aproximadamente, R$86 milhões, que correspondem aos serviços já executados.

O filme “Azarão”, ou “Dark Horse” no título original, narra os momentos do ex-presidente após ser vítima de esfaqueamento em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 2018. A primeira locação de filmagem foi no Hospital Indianópolis, na zona sul da capital paulista.

O filme é dirigido por Cyrus Nowrasteh, cineasta americano de origem iraniana. Ele tem em seu currículo filmes como “Infidel”, “O Jovem Messias” e “O Apedrejamento de Soraya M.”, segundo o Internet Movie Database. Jair Bolsonaro será vivido por Jim Caviezel, que viveu Jesus no filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, e também estrelou “Som da Liberdade”, sucesso entre o público conversador em 2023.

PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

Operação que atinge aliados de Bolsonaro investiga recursos públicos de cotas parlamentares; Jordy chama ação policial de ‘covarde’; Sóstenes é líder do PL na Câmara dos Deputados

Folhapress | 08:20 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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PF apreende R$ 430 mil em dinheiro vivo na casa de líder do PL Sóstenes Cavalcante

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A Polícia Federal (PF) apreendeu um total de R$ 430 mil em dinheiro vivo na residência do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) em uma operação realizada nesta sexta-feira, 19, para apurar desvios na cota parlamentar.

A investigação suspeita que o deputado, que é líder do PL na Câmara, fez repasses para uma locadora de veículos com o objetivo de desviar recursos da Casa. Ele ainda não se manifestou sobre o caso.

No endereço onde o parlamentar vive em Brasília, em um flat, os investigadores encontraram no armário uma sacola preta cheia de notas de R$ 100, que foram contabilizadas e apreendidas sob suspeita de serem provenientes do desvio de recursos públicos.

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo de busca e apreensão, mas não foi encontrado dinheiro vivo em seu endereço. Jordy afirmou em uma rede social que fez pagamentos à empresa suspeita de desvios com o objetivo de aluguel de carros desde o início do seu mandato e classificou a ação de “pesca probatória”.

PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

Operação que atinge aliados de Bolsonaro investiga recursos públicos de cotas parlamentares; Jordy chama ação policial de ‘covarde’; Sóstenes é líder do PL na Câmara dos Deputados

Folhapress | 08:20 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (19) mandados de busca e apreensão contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo pessoas com conhecimento da ação, a operação da PF não ocorre nos gabinetes parlamentares de Sóstenes e Jordy. Os sete mandados, autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), são cumpridos no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

O objetivo da operação é aprofundar investigações sobre desvios de recursos públicos de cotas parlamentares, de acordo com a corporação.

“De acordo com as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública”, disse a PF.

Jordy publicou um vídeo nas redes sociais e chamou a ação de “covarde”. Segundo ele, a justificativa da busca e apreensão é a de que ele teria desviado recursos da cota parlamentar para uma empresa de fechada para aluguel de carrros.

“Sendo que é a mesma empresa que eu alugo carros desde o início do meu primeiro mandato. A mesma empresa que o deputado Sóstenes, que eu acredito que também esteja sendo alvo de busca e apreensão, aluga veículos dessa mesma empresa desde o início do primeiro mandato dele. A alegação deles é tosca, eles dizem que chama muito a atenção o número de veículos desta empresa”, disse.

Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

A medida foi oficializada durante a tarde em edição do Diário Oficial da Casa

Folhapress | 05:30 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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