Arquitetura
Do BIM à IA, o salto para a construção verdadeiramente inteligente
O setor de Arquitetura, Engenharia, Construção e Operação (AECO) vem atravessando, nas últimas décadas, um processo de transformação digital sem precedentes. Desde os tempos em que os projetos eram representados exclusivamente em papel, uma realidade que perdurou até o início dos anos 1980, a área já passou por marcos importantes com a adoção do CAD (Desenho Assistido por Computador) e, mais recentemente, do BIM (Modelagem da Informação da Construção). Agora, uma nova transição se impõe, e promete ser ainda mais profunda. A Inteligência Artificial (IA), que até pouco tempo parecia restrita a laboratórios ou conceitos futuristas, começa a ocupar um lugar prático e estratégico na forma como projetamos, construímos e gerenciamos nossos edifícios e cidades.
O que diferencia essa nova etapa das anteriores vai além da digitalização, mas engloba a inteligência incorporada aos processos. Segundo o arquiteto e pesquisador Ítalo Guedes, diretor do novo Master em Inteligência Artificial para Arquitetura e Construção da ZIGURAT Institute of Technology, a IA representa uma mudança de paradigma. “Se o BIM nos ensinou a projetar com mais informação, a IA potencializa os profissionais a projetar com maior nível de automação e precisão para compreensão, avaliação, simulação e geração”, explica, em referência às quatro capacidades centrais da IA descritas por Bernstein P. (2022).
Essas quatro capacidades já têm aplicações concretas ao longo de todo o ciclo de vida da construção. Na concepção, ferramentas baseadas em machine learning apoiam as ideias e a avaliação simultânea de propostas, organizando grandes volumes de dados, detectando padrões ocultos em modelos BIM e auxiliando na verificação de normas ou no estudo de desempenho. Em seguida, a simulação vem ganhando espaço na previsão de consumo energético, conforto ambiental, manutenção e operação, enquanto sistemas generativos propõem alternativas de projeto com base em parâmetros definidos, reduzindo o tempo de concepção e ampliando as possibilidades criativas. Na execução, algoritmos contribuem para o planejamento inteligente, análise de custos e detecção de desvios ou não conformidades em tempo real. Já na operação e manutenção, a IA é aplicada em estratégias de manutenção preditiva e otimização dos sistemas, estendendo-se também a intervenções de retrofit, onde identifica padrões de uso e orienta decisões mais eficientes, como aponta Hong et al. (2020).
Ainda assim, a adoção da IA no setor AECO não está isenta de entraves. “Um dos desafios a ser superado é o cultural”, afirma Ítalo. “Muitos profissionais ainda veem a IA com desconfiança, como se fosse uma ameaça ao papel do arquiteto e urbanista ou do engenheiro. Mas o que ela faz, ao meu ver, é potencializar nossa capacidade de análise e tomada de decisão.” Outro desafio fundamental é a formação técnica. A maioria dos profissionais atuais não foram preparados para dispor de competências técnicas (soft skills) e comportamentais (hard skills) para trabalharem com fluxos baseados em grande volume de dados com auxílio de programação e sistemas inteligentes baseados em IA.
É justamente nesse ponto que as instituições de ensino precisam se reinventar. Em resposta à necessidade atual de formar profissionais preparados para esse novo cenário, a ZIGURAT Institute of Technology lançou, em 2025, o primeiro Master internacional dedicado exclusivamente à Inteligência Artificial aplicada à Arquitetura e Construção. Com uma abordagem interdisciplinar, o programa combina conteúdos técnicos e estratégicos e foca no uso prático da IA em ferramentas de projeto, gestão, operação e inovação no setor AECO.
“A aplicação da IA à arquitetura e à construção potencializa o processo de projeto ao longo do ciclo de vida. No Master em Inteligência Artificial aplicada à Arquitetura e Construção da ZIGURAT Institute of Technology garantimos que os profissionais sejam capacitados em cada uma dessas áreas”, explica. O programa, oferecido no formato live online, tem duração de um ano acadêmico e é ministrado em três idiomas (espanhol, inglês e português). Está dividido em quatro módulos, que abrangem desde os fundamentos de IA e programação até sua aplicação em BIM, design generativo, gestão de projetos e cidades inteligentes. Além disso, aprofunda-se em áreas de conhecimento da IA, tais como: machine learning, visão computacional, processamento de linguagem natural (PLN), Agentes de IA, séries temporais, dentre outras áreas aplicadas aos processos de projeto.
Se há um ano a inteligência artificial parecia uma fronteira distante, hoje já faz parte do dia a dia de empresas e escritórios que decidiram liderar essa transformação. O desafio agora não é apenas tecnológico, mas também comportamental: quem souber integrar o pensamento computacional à prática projetual estará um passo à frente. Se o BIM digitalizou a construção, a IA promete torná-la verdadeiramente inteligente, e o futuro do setor dependerá de profissionais com competências alinhadas a essa nova realidade.
Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Vazia / estudio veintidós

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada em uma pequena vila nas Montanhas Riaza, em Segóvia, a habitação se insere nos vestígios de um antigo estábulo construído em pedra bruta e terra batida, cujos telhados e divisórias internas encontravam-se em severo estado de ruína. Após o esvaziamento do volume edificado, o projeto adota a envoltória preexistente como fundação e limite, abrindo mão da ocupação total original para, em seu lugar, liberar um espaço central destinado a articular a nova vida doméstica.

Arquitetura
No Japão, este estádio de futebol será totalmente sustentável e construído com ajuda da comunidade
Assinado pelo escritório japonês VUILD, o projeto pretende se tornar um modelo internacional de design sustentável e circular. Em contraste com os estádios monumentais que dominam friamente as grandes cidades, este equipamento esportivo em escala humana se inspira na tipologia de uma casa de dois andares. Construído com a participação de moradores e torcedores, o estádio será montado pela própria comunidade local, em um espírito que remete ao trabalho coletivo tradicional. Adaptado às condições climáticas da região de Fukushima, o projeto incorpora soluções de energia passiva, que vão da captação da água da chuva à ventilação natural.
Arquitetura
Casa Terra / Tomohiro Hata Architect and Associates

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Descrição enviada pela equipe de projeto. O projeto teve início com a seguinte pergunta do cliente ao arquiteto:
“A sociedade ao nosso redor parece muito madura; no entanto, muitos edifícios estão sendo demolidos um após o outro, mesmo quando ainda têm vida útil suficiente. Isso não acontece justamente por causa da perda de algo essencial?”

Fonte: Archdaily
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