Arquitetura
Edifício Cracker / NOMAL | ArchDaily Brasil

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- Área:
247 m²
Ano:
2025

Contexto – Este edifício, concluído em 1966 no distrito de Sinchon, em Seul, foi erguido em um período de intensa urbanização. Fotografias aéreas de Kim Han-Yong, datadas do mesmo ano, revelam que a área do Rio Han permanecia em grande parte não desenvolvida, enquanto a cidade, impulsionada por um ritmo acelerado de construção, começava a transformar sua paisagem de maneira sem precedentes. A trajetória do edifício ao longo das últimas cinco décadas é pouco documentada, mas sua condição atual apresenta um alto grau de deterioração. Quatro de seus oito pilares ultrapassavam os limites originais do terreno, e o que hoje é uma estrutura de quatro pavimentos teve início como um modesto edifício de dois andares sobre fundações independentes. Posteriormente, foram acrescentados um terceiro pavimento em alvenaria e um quarto em estrutura metálica leve, resultando em uma construção empilhada de forma precária — quase como uma torre de Jenga.

Restrições e Abordagem – Embora uma nova construção pudesse ter sido a solução mais eficiente do ponto de vista estrutural e técnico, os códigos de edificação vigentes tornaram essa alternativa inviável. Limitações na taxa de ocupação e no coeficiente de aproveitamento do terreno, além de restrições de uso e exigências de vagas de estacionamento, fizeram da grande reforma a única opção possível. As principais tarefas arquitetônicas consistiram em reforçar as fundações existentes, remover os quatro pilares que ultrapassavam a linha da propriedade e reconstruí-los dentro dos limites do lote, além de desmontar e refazer o terceiro e quarto pavimento, estruturalmente frágeis, garantindo a segurança em todas as etapas do processo construtivo. Paralelamente, o objetivo não se limitava à melhoria física do edifício, mas também à sua reinterpretação como um espaço capaz de refletir a história e o contexto cultural de Sinchon.

Transformação de Sinchon – Dos anos 1970 até a década de 1990, Sinchon foi um importante centro de intercâmbio cultural, onde a vida universitária, os artistas e os movimentos sociais se encontravam para moldar novas ideias e sensibilidades criativas. Em 1991, contudo, quando os cafés de rock foram rotulados como uma “cultura decadente” e submetidos a repressões, a vitalidade cultural do distrito começou a enfraquecer. Na década de 2000, o processo de gentrificação se intensificou, trazendo grandes franquias e complexos comerciais. Pequenas lojas independentes e espaços culturais desapareceram gradualmente, e a outrora marcante identidade cultural de Sinchon tornou-se difusa. Com o aumento das vagas e dos aluguéis, muitos artistas e criadores migraram para Hongdae, enquanto Sinchon se transformou em uma área dominada por franquias e negócios voltados à vida noturna. Em resposta a esse esvaziamento, comerciantes e moradores locais têm promovido diferentes iniciativas para reviver o espírito cultural do bairro, e este projeto integra tal esforço coletivo de reativação urbana e simbólica.

O cliente, que manteve suas atividades comerciais em Sinchon por muitos anos, vivenciou de perto essa transformação. O objetivo do projeto não era apenas reformar um edifício antigo, mas contribuir para o renascimento cultural do bairro, criando um espaço com potencial para inspirar e despertar novos interesses. Embora um único edifício não seja capaz, por si só, de impulsionar uma revitalização urbana em grande escala, a intenção era que se tornasse um ponto simbólico e concreto de mudança dentro do distrito.


Metodologia de Projeto – Para otimizar o uso da estrutura existente, duas das três seções do edifício foram convertidas em espaços internos, enquanto a seção remanescente foi destinada à circulação vertical, abrigando o elevador e as escadas. O desenho da fachada também se baseou no caráter material do edifício original, mantendo o tijolo como elemento definidor da composição e da identidade visual.


No terceiro e quarto pavimento, destinados a acomodações, o principal desafio foi equilibrar duas necessidades aparentemente opostas: reduzir a intrusão visual sobre os edifícios vizinhos e, ao mesmo tempo, garantir iluminação natural adequada. A solução adotada consistiu em uma fachada de tijolos vazados, que permite a passagem filtrada da luz durante o dia e faz o edifício irradiar suavemente à noite, estabelecendo uma interação dinâmica entre interior e exterior.



Para as gerações anteriores, a música permanece como uma memória cultural fundamental de Sinchon, enquanto para as mais jovens essa lembrança se dissipou em grande parte. O projeto buscou explorar maneiras de traduzir uma sensibilidade musical por meio dos elementos arquitetônicos. Refletindo a ênfase contemporânea na experiência visual, o padrão dos tijolos vazados foi inspirado em visualizadores de música digital. A intenção era deixar um traço visual da identidade cultural de Sinchon, preservando sua memória através da forma.


Este projeto não se limitou a restaurar um edifício antigo, mas buscou reinterpretar o patrimônio cultural de Sinchon de forma contemporânea, criando um ponto de conexão com as novas gerações. Embora preserve parte do caráter comercial vibrante do distrito, a fachada ordenada e a clareza espacial do edifício pretendem restabelecer Sinchon como um lugar de encontro e intercâmbio cultural. Este projeto aspira ser um ponto de partida para a mudança — uma contribuição modesta, porém significativa, para a formação de uma nova identidade cultural urbana.

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Uma casa na árvore localizada em Mairiporã, no interior de São Paulo, atrai a atenção por contar com teto de vidro e sauna finlandesa em cedro. Localizada a 7 metros de altura, em meio a Mata Atlântica, a cabana fica no Parque Estadual da Cantareira, na última rua de um condomínio fechado, de frente para área de reserva.
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Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18

A imperatriz austríaca Maria Theresa (1717-1780), uma das monarcas mais amadas e com o reinado mais longo da Europa, foi homenageada com um navio de cruzeiro de luxo. Com decoração inspirada no século 18, a embarcação foi nomeada como “Melhor Novo Navio Fluvial” pelos editores do Cruise Critic em sua temporada inaugural. Os preços para viagens de uma semana variam de 2.080 a 13.849 euros (R$ 13 mil a R$ 86 mil, em valores convertidos na cotação atual), variando de acordo com o tipo de acomodação.
O SS Maria Theresa, com trajeto pelos rios Danúbio e Meno, tem a configuração de suas acomodações alterada a cada ano. A capacidade é de 150 hóspedes e 55 tripulantes. Para 2026, a embarcação conta com uma Grand Suite, 10 suítes e 64 cabines, todas com camas Savoir da Inglaterra feitas sob encomenda, lençóis de cetim de algodão personalizados e edredons europeus. Além disso, os viajantes contam com um menu de opções de travesseiros e banheiros revestidos de mármore.
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
A Grand Suite tem 38 m², conta com quarto, sala de estar espaçosa separada, banheiro com chuveiro de efeito chuva e banheira, além de área privativa para vaso sanitário e bidê. Entre as comodidades, há o serviço de mordomo, café da manhã no quarto, frigobar completo, além engraxate e serviço de lavanderia gratuito.
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
As suítes convencionais tem 28,3m², vista para o rio e varanda privativa com janelas do chão ao teto. Banheiro em mármore, aquecedor de toalhas, serviço de mordomo na suíte, café da manhã no quarto, engraxate e serviço de lavanderia gratuito estão entre as comodidades. Já as cabines clássicas têm 15 m² e janelas localizadas na linha d’água.
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
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Uniworld/Divulgação
Fonte: Casa Vogue
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