Arquitetura
Edifício Estação / Sónia Cruz – Arquitectura

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- Área:
2843 m²
Ano:
2024
Fabricantes: Margres, STACBOND, Sanindusa, Sosoares, Sotecnisol

Descrição enviada pela equipe de projeto. A proposta refere-se à pretensão da construção de um edifício de habitação multi-familiar com comércio/serviços em prédio localizado no centro da cidade de Aveiro, nas imediações da estação de caminho de ferro, mais concretamente na rua Comandante Rocha e Cunha nº142A e B, gaveto com a rua Dr. Arlindo Vicente.


Originalmente o conjunto era constituído por dois armazéns industriais desactivados e um logradouro lateral. Tratando-se de dois armazéns industriais do início do século XX, com desenho de alçado idênticos. O alçado principal das construções (alçado rua Dr. Arlindo Vicente) possui uma linguagem arquitectónica característica dos edifícios industriais da época, ritmado por janela – porta (com soleira elevada) – janela e janela circular a eixo da porta. Considerando-se que a preservação e integração das fachadas existentes valorizou a nova construção preservando uma memória distante do antigo carácter da zona.


A intervenção urbanística pretendeu a integração da proposta na circunstância, seguindo os alinhamentos das construções adjacentes e previsão de desenvolvimento do quarteirão, considerando a manutenção das fachadas dos armazéns existentes, exemplares da arquitectura industrial que caracterizaram as imediações da estação ferroviária no início do século passado.

O edifício é constituído por quatro (4) fracções de comércio/serviços no piso térreo, quinze (15) fracções habitacionais nos pisos superiores e área comum de estacionamento automóvel no piso em cave. O piso em cave ocupa toda a área da parcela. Nos pisos superiores, a construção forma um logradouro tardoz afastando-se do miolo do quarteirão e encostando-se apenas às empenas das construções adjacentes voltadas para os respectivos arruamentos.

A formalização do edifício pretendeu a simbiose entre a nova edificação e a preexistência, e a sua relação com a envolvente próxima. A manutenção das fachadas preexistentes, pela sua dimensão e pela sua opacidade, condicionou o desenvolvimento e o uso da edificação, tendo-se optado por ocupar o piso térreo com fracções destinadas a comércio/serviços que por ser um programa mais versátil , também mais facilmente de adequou aos vãos e pé-direito induzidos pelas fachadas pré-existentes.

A nova construção relaciona-se com a preexistência, e surge no alinhamento recuado dos pisos superiores da construção adjacente na rua dr. Arlindo Vicente. Este volume prolonga-se até ao limite da parcela do lado da rua Comandante Rocha e Cunha, soltando os últimos dois pisos e projectando-se sobre a fachada preexistente, reforçando o alinhamento altimétrico do respectivo arruamento. Se na rua dr. Arlindo Vicente a estratégia foi de recuar o novo volume para este se descolar claramente da preexistência, no outro lado existe a intenção de usar o vazio/negativo como elemento de transição entre os dois positivos distintos. O vazio/negativo faz a transição e simultaneamente é espaço de terraço exterior para as fracções habitacionais do primeiro piso, aproveitando a platibanda da preexistência como guarda-corpos.

A linguagem arquitectónica do novo volume é clara e assumidamente distinta da linguagem da preexistência. Sendo a preexistência um volume opaco, sólido com características construtivas tradicionais e pesadas, o novo volume surge como um elemento mais leve, orgânico, transparente e inevitavelmente contemporâneo. A consideração de todas estas estratégias de relação e a procura de um diálogo quase de antítese entre estes dois dispositivos resultou num conjunto impactante, claro e enriquecedor para o lugar e sua memória intrínseca.

O acesso às fracções habitacionais e acesso automóvel ao piso em cave, fazem-se junto à estrema do lado Poente em plano recuado relativamente à fachada que segue o alinhamento da construção vizinha anulando a empena que existia no local. A entrada comum das fracções habitacionais tem acesso directo ao logradouro comum onde se localizam as comunicações verticais. O acesso às fracções de comercio/serviços é feito directamente pelo passeio público. A vontade de manter os vãos de soleira alta característicos da preexistência e a necessidade de constituir abertura para vitrinas/montras, levou à abertura de novos vãos na fachada existente do lado da rua Comandante Rocha e Cunha replicando a forma dos originais da rua Arlindo Vicente.

No que diz respeito à concretização material da proposta, na preexistência optou-se pela manutenção da materialidade original das fachadas, o reboco pintado a cor tom ocre e os alisares e contornos com um tom mais carregado. No volume novo optou-se por uma abordagem mais ligeira, conferindo ao volume uma leveza contrastante com a preexistência. Para isso constitui-se uma fachada cortina com elementos verticais em alumínio anodizado que protegem a fachada maioritariamente de vidro, planos opacos serão revestidos com vidro escurecido.

O piso de cobertura constitui um espaço comum, que integra uma área técnica ( para painéis solares) e uma área de lazer e fruição da sua excepcional situação paisagística e vista sobre a cidade. A linguagem arquitectónica formalizada no projecto através da sua materialização e do seu desenho de alçado objectiva um desenho afirmativamente contemporâneo com uma escala apropriada ao arruamento e proporção do edifício projectado. Esta opção garante uma integração paisagística urbana e em simultâneo a marcação de dois momentos distintos na construção da cidade.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Estúdio em Gushichan / Studio Cochi Architects

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Este edifício é a nova sede do nosso escritório de arquitetura e da nossa oficina de carpintaria. Por que nós, um escritório de arquitetura, decidimos criar uma oficina de marcenaria? Em Okinawa, tornou-se comum que muitos edifícios comerciais utilizem estruturas de concreto armado combinadas com caixilhos de alumínio. No entanto, em grande parte de nossos projetos, optamos por projetar e instalar caixilhos de madeira nas aberturas — elementos com os quais as pessoas entram em contato direto no cotidiano e que influenciam significativamente a qualidade do espaço.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Norman Foster assina o ambicioso projeto do Museu Nacional Zayed, nos Emirados Árabes
A textura exterior evoca a topografia da montanha Jebel Hafeet, que se estende pela fronteira entre os Emirados Árabes Unidos e Omã. No interior, mais de 300.000 anos de história se desdobram em seis galerias, onde descobertas extraordinárias do Paleolítico, Neolítico, Idade do Bronze e Idade do Ferro lançam luz sobre a vida e os costumes das primeiras comunidades da região. “Começamos a trabalhar na coleção há 12 anos”, diz Moaza Matar, diretora interina do Departamento de Conservação e Gestão de Coleções do museu. “Do bivalve rudista, um molusco fossilizado com mais de 70 milhões de anos, a um passaporte usado durante a Expo 2020 Dubai, cada peça representa um fragmento da rica e fascinante história do país.”
Arquitetura
Casa 720° / Fernanda Canales

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Descrição enviada pela equipe de projeto. O projeto tem origem em um pátio central e nas formas pelas quais os mundos interior e exterior podem interagir entre si. Concebida como um relógio solar que registra a passagem do tempo, essa casa autônoma é muitas casas em uma só: durante o dia, emoldura uma montanha e um vulcão, abrindo-se para vistas variadas ao longo do perímetro externo do círculo; à noite, volta-se para o interior, organizando-se em torno de um pátio circular.

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