Arquitetura
Edifício Residencial Foners / gon architects

![]()
![]()
![]()
![]()


Descrição enviada pela equipe de projeto. Situado junto ao centro histórico de Palma, na ilha de Mallorca, o bairro de Foners está atualmente passando por um processo de transformação urbana após anos de degradação social e arquitetônica. Nesse contexto, um novo edifício residencial se ergue como uma peça chave na renovação do tecido urbano.

O edifício, localizado em um terreno de geometria complexa e dimensões reduzidas (201 m2), se levanta em um chanfro bem marcado dentro de uma quadra densa e irregular. Ele consiste em um andar térreo mais quatro andares e abriga dez apartamentos, duas áreas de estacionamento (uma no térreo e outra subterrânea) e um espaço comercial ainda a ser desenvolvido.



O projeto se desenvolveu ao longo de seis anos, em um cenário condicionado pela pandemia de 2020 e pela posterior crise de materiais. Apesar dessas dificuldades, conseguiu-se completar a obra com um custo baixo, inferior a 1.200 €/m2 construído, sem comprometer a qualidade arquitetônica.



A estratégia do projeto parte de uma ideia clara: construir cidade a partir da contenção. Para isso, o edifício se fragmenta volumetricamente, reduzindo sua escala e gerando uma relação mais próxima e doméstica com o entorno. O sistema de organização interior se baseia em uma lógica compacta, articulada por meio de paredes paralelas às fachadas, com distâncias variáveis conforme a orientação e o uso. As áreas de serviço se concentram em faixas centrais, configurando o coração técnico de cada andar.


As dez residências resultantes são diferentes entre si, mas compartilham critérios comuns: superfícies entre 45 e 110 m2, espaços externos integrados e uma distribuição que prioriza a qualidade espacial. A fachada, porosa e dinâmica, reflete essa diversidade interna por meio de leves recuos e deslocamentos, gerando um volume mutável conforme a perspectiva e a incidência da luz.

O projeto propõe novas maneiras de habitar, repensando a casa como organismo vivo e mutável. A cozinha surge como núcleo vital de convivência; a flexibilidade, como estratégia projetual essencial; o banheiro, fragmentado em módulos independentes; e o “quarto sem nome” — espaço aberto a usos futuros — amplia e desafia a noção tradicional de moradia.

No coração do edifício, um pátio vertical aberto conecta os cinco andares. Este vazio não apenas garante ventilação e regulação térmica passiva, mas funciona como um espaço de encontro, evocando materiais e texturas locais que remetem à Serra de Tramuntana ou aos campos de cultivo mallorquinos.

Visível e estrategicamente localizado, este edifício se torna um referencial urbano dentro de Foners: uma intervenção precisa e sensível que busca, através da arquitetura, acompanhar o processo de transformação de um bairro.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
8 exposições internacionais de design esperadas para o início de 2026
Esta grande retrospectiva é dedicada à obra do casal Lella e Massimo Vignelli e revisita suas contribuições decisivas para a evolução do design internacional e da cultura gráfica. A partir de uma curadoria única de objetos, móveis, interiores, desenhos, maquetes, esboços, fotografias, manuais, marcas, livros e revistas, a exposição reconstrói a trajetória intelectual da dupla, moldada por comunidades criativas internacionais e pelo diálogo entre Milão — marcada pelo renascimento cultural do pós-guerra — e Nova York, onde os Vignelli se estabeleceram em 1965. Desenvolvida em colaboração com o Vignelli Center for Design Studies, do Rochester Institute of Technology, e com a família Vignelli.
Arquitetura
Testarossa une herança italiana e jeitinho brasileiro em drinques nada óbvios e ambiente para se admirar
Com atmosfera despojada e acolhedora, o bar busca abraçar diferentes públicos — desde os que gostam de acompanhar o preparo dos drinques de perto, no balcão, aos que preferem um cantinho mais intimista, onde uma rica memorabilia, formada por prêmios, objetos e referências, contam a história por trás da criação da casa. “Recebemos as pessoas como se fosse na nossa casa, e o balcão é o coração do bar. É onde a técnica aparece, o cliente vê o processo e entende o que está sendo feito”, completa.
Arquitetura
Geração aluguel? Estudos mostram como a geração Z encara o morar
O desejo pela casa própria permanece forte porque a propriedade ainda simboliza segurança, estabilidade e proteção frente a incertezas econômicas. Além disso, nossa pesquisa mostra que a flexibilidade valorizada no presente não elimina aspirações de longo prazo, mas convive com elas. Em geral, a casa própria aparece mais como um projeto futuro do que imediato: algo a ser conquistado quando houver maior estabilidade financeira e profissional. Assim, o aluguel e a mobilidade funcionam como estratégias temporárias. Mas há uma contradição: esses jovens estão preferindo gastar com experiências efêmeras no presente, especialmente viagens, podendo, assim, não estar consolidando poupança suficiente para adquirir a moradia própria no futuro, perpetuando um ciclo vicioso que dificulta a compra”, analisa o professor.
-
Arquitetura8 meses atrásCasa Crua / Order Matter
-
Arquitetura8 meses atrásCasa EJ / Leo Romano
-
Arquitetura8 meses atrásCasa AL / Taguá Arquitetura
-
Arquitetura9 meses atrásTerreiro do Trigo / Posto 9
-
Arquitetura8 meses atrásCasa São Pedro / FGMF
-
Arquitetura8 meses atrásCasa ON / Guillem Carrera
-
Arquitetura1 mês atrásCasa Tupin / BLOCO Arquitetos
-
Política9 meses atrásEUA desmente Eduardo Bolsonaro sobre sanções a Alexandre de Moraes


