Arquitetura
Escola Elisabeth and Robert Badinter / Ferron & Monnereau Architects + Atelier Besson Bolze

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Descrição enviada pela equipe de projeto. As escolas públicas são uma ferramenta essencial para abordar as questões sociais e ambientais atuais. Promover o bem-estar das crianças, aumentar sua consciência cívica, ecológica e social, e reduzir desigualdades de classe e gênero são os objetivos que as escolas públicas devem estabelecer para si mesmas. Para alcançar essas ambições, o Grupo Escolar Élisabeth & Robert Badinter está inovando e propondo repensar as instalações da educação pública, criando uma nova simbiose entre escola e natureza. Inspirada pelo movimento francês da “escola ao ar livre” do século XX, este novo espaço oferece uma alternativa ao ensino tradicional. Aqui, as aulas são ministradas de forma diferente, em contato com a natureza.


Esta nova escola é construída com respeito pela vida existente e pela biodiversidade. Construído em torno de um bosque pré-existente, um verdadeiro patrimônio vivo preservado, o volume em forma de “U” cria um casulo protetor onde a natureza e os espaços de aprendizado estão entrelaçados. Os telhados verdes no térreo formam um corredor verde para a biodiversidade entre a mata educacional no lado sul do terreno e a floresta de pinheiros no lado norte.

As salas de aula são orientadas para o exterior através de grandes janelas que se abrem para revelar a biodiversidade ao redor. Os terraços entre as salas de aula e salas de aula ao ar livre cercadas pela natureza permitem que as aulas se estendam para fora. Esta escola, portanto, oferece continuidade entre o interior e o exterior, proporcionando uma alternativa espacial aos espaços educacionais convencionais.

Parquinhos, salas de aula internas/externas, terraços/salas de aula ao ar livre, hortas compartilhadas, matas educacionais… Nesta instalação a natureza se torna um auxílio ao ensino.


Com madeira local das florestas de Audenge e das Landes de Gascogne, terra crua também local, ladrilhos de conchas de ostras, isolamento térmico em paredes de estrutura de madeira preenchidas com palha de resíduos agrícolas locais, reutilização de sedimentos dragados da “Bassin d’Arcachon”, esta escola faz parte de seu território e se tornou uma vitrine para materiais de base biológica provenientes de indústrias locais.


Este projeto propõe uma escola primária inovadora, projetada com uma abordagem interna/externa que é ao mesmo tempo frugal e resiliente. Um projeto enraizado em seu território, estreitamente conectado à natureza. É um lugar inclusivo, que apoia novos métodos de ensino, promovendo o compartilhamento e a convivência, e estimulando a consciência e curiosidade das crianças para melhor educá-las sobre as questões ambientais e cívicas do hoje e do amanhã.

Esta edificação bioclimática, que é segura e exemplar em termos ambientais, é projetada utilizando materiais de base biológica, locais, sustentáveis ou reutilizados. É projetado em uma escala amigável para as crianças e atua como um elo entre patrimônio, natureza e educação para todos.

Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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