Arquitetura
Espaço Comunitário na CTM Culhuacán / AMASA Estudio, Andrea López + Agustín Pereyra

![]()
![]()
![]()
![]()


Descrição enviada pela equipe de projeto. De todas as unidades habitacionais construídas pelo Infonavit na Cidade do México durante a segunda metade do século XX, a maior é Culhuacán, localizada no sudeste da cidade, dentro de Coyoacán. Esta unidade conta com aproximadamente 15 mil moradias. Seu nome completo —Confederação de Trabalhadores do México (CTM) Culhuacán— incorpora, por um lado, a referência a Culhuacán, uma das comunidades originárias da região, e por outro, uma alusão direta ao projeto do Estado benfeitor, que naquela época se expressava por meio do impulso à classe trabalhadora. A construção da CTM Culhuacán começou em 1974, com o objetivo de prover habitação para mais de cem mil pessoas, pertencentes em sua maioria às classes média e trabalhadora em expansão.


Atualmente, a estrutura apresenta um problema comum a muitas unidades habitacionais da Cidade do México: a falta de manutenção, especialmente nas áreas comuns. Essa situação decorre da ambiguidade jurídica e administrativa relacionada à jurisdição dos espaços compartilhados e às instâncias responsáveis por sua conservação. A organização comunitária, essencial para o cuidado coletivo, costuma ser de difícil articulação, o que dificulta a tomada de decisões em prol do bem comum.

Nesse emaranhado de administrações e responsabilidades compartilhadas entre a Procuradoria Social (PROSOC) e a prefeitura correspondente, a indefinição sobre “quem cuida do quê” afeta diretamente tanto o funcionamento quanto a aparência dos espaços comunitários. Essa indefinição deu origem a múltiplos fenômenos: desde a apropriação irregular de áreas comuns até seu abandono e deterioração, manifestações visíveis de uma fratura no tecido comunitário.

Um desses pontos críticos estava nas proximidades da décima e última seção da CTM Culhuacán: uma explanada em franco deterioro. Em 22 de junho de 2023, o Instituto do Fundo Nacional de Habitação para os Trabalhadores (Infonavit) publicou as bases de uma licitação para contratar, sob o esquema “chave na mão”, o projeto, gestão e execução de quatro projetos de intervenção em unidades habitacionais da Cidade do México: Iztacalco, Culhuacán, Santa Fé e Ignacio Chávez.

Foi nesse contexto que Andrea López e Agustín Pereyra, do escritório AMASA Estudio, desenvolveram uma proposta conceitual para reabilitar esse espaço, tornando-se vencedores da licitação.

Até antes da intervenção, a explanada abrigava quadras desgastadas, uma área de equipamentos para exercício, brinquedos infantis deteriorados e áreas remanescentes sem uso definido. O local está confinado entre os muros perimetrais da escola primária “Pablo Martínez del Río” e o jardim de infância “Heróis de 1810”. Essa condição gerava espaços residuais e recantos propícios para a apropriação informal, o acúmulo de lixo e o desenvolvimento de comportamentos antissociais, como o consumo de álcool ou outras substâncias.

Hoje, com o projeto concluído, o lugar foi transformado em um novo núcleo social. Na hora da saída, meninas e meninos se reúnem em torno do elemento central da intervenção: uma estrutura cromática em duas águas, que traz escala, contenção e caráter ao que antes eram quadras cinzas expostas ao sol. A decisão de localizar essa estrutura no coração do espaço responde a uma estratégia clara: evitar futuras apropriações irregulares, preservando as bordas desobstruídas e garantindo visibilidade contínua e vigilância natural.

Em torno dessa estrutura —coluna vertebral de um espaço agora democratizado— se organizam os distintos componentes do programa, definidos no processo de licitação e afinados por meio de sessões participativas com vizinhas e vizinhos: duas quadras de basquete, uma área de calistenia, um fórum coberto, brinquedos infantis e uma pista de 600 metros, integrada de forma criativa às circulações pedonais para otimizar o espaço disponível, o orçamento e cumprir com os requisitos técnicos.

Esse feito foi possível graças à colaboração estreita com a Desarrolladora de Ideas y Espacios (Alberto Cejudo), com quem se trabalhou desde a proposta conceitual para alcançar uma solução integral que não comprometesse a qualidade do resultado diante dos ajustes orçamentários propostos pela licitação. Foi essencial, além disso, compreender as características comuns entre os quatro projetos adjudicados, o que permitiu maximizar a eficiência de recursos por meio do uso compartilhado de materiais e soluções construtivas entre intervenções de espaço público e outras de maior complexidade arquitetônica.

A intervenção incluiu um projeto de melhoria da paisagem, com áreas de infiltração pluvial e um design que prioriza a acessibilidade universal, considerando os fluxos pedonais existentes: antes, trajetórias de passagem; hoje, rotas de encontro. Elementos como a cor, a modulação de guias, a paginação dos pisos e as mudanças de textura articulam os distintos componentes em uma composição coerente, legível e harmônica.

A quase cinco décadas da construção da maior unidade habitacional da Cidade do México, essa intervenção representa uma colaboração exemplar entre vizinhas e vizinhos de Culhuacán, o Infonavit e a equipe de projeto do AMASA Estudio que, a partir de uma série de elementos arquitetônicos aparentemente simples —perfis de aço estrutural, concreto pigmentado, chapas corrugadas—, conseguiram restituir o valor social do espaço público. Um lugar antes esquecido pelas instituições se transforma hoje em um pátio compartilhado, cuidado com orgulho por sua comunidade.

Arquitetura
Casa na árvore atrai atenção por sauna e teto de vidro; fotos
Uma casa na árvore localizada em Mairiporã, no interior de São Paulo, atrai a atenção por contar com teto de vidro e sauna finlandesa em cedro. Localizada a 7 metros de altura, em meio a Mata Atlântica, a cabana fica no Parque Estadual da Cantareira, na última rua de um condomínio fechado, de frente para área de reserva.
Arquitetura
Sabrina Sato escolhe mansão carioca para festejar 45 anos; curiosidades e fotos do imóvel histórico
A apresentadora, que completa 45 anos no dia 4 de fevereiro, marcou a data da festa para o dia 8 de fevereiro na Mansão Alvite, construída na década de 1940. O imóvel é conhecido pela localização estratégica, com vista para famosos pontos turísticos como o Pão de Açúcar, a Baía de Copacabana e o Cristo Redentor.
Arquitetura
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18

A imperatriz austríaca Maria Theresa (1717-1780), uma das monarcas mais amadas e com o reinado mais longo da Europa, foi homenageada com um navio de cruzeiro de luxo. Com decoração inspirada no século 18, a embarcação foi nomeada como “Melhor Novo Navio Fluvial” pelos editores do Cruise Critic em sua temporada inaugural. Os preços para viagens de uma semana variam de 2.080 a 13.849 euros (R$ 13 mil a R$ 86 mil, em valores convertidos na cotação atual), variando de acordo com o tipo de acomodação.
O SS Maria Theresa, com trajeto pelos rios Danúbio e Meno, tem a configuração de suas acomodações alterada a cada ano. A capacidade é de 150 hóspedes e 55 tripulantes. Para 2026, a embarcação conta com uma Grand Suite, 10 suítes e 64 cabines, todas com camas Savoir da Inglaterra feitas sob encomenda, lençóis de cetim de algodão personalizados e edredons europeus. Além disso, os viajantes contam com um menu de opções de travesseiros e banheiros revestidos de mármore.
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
A Grand Suite tem 38 m², conta com quarto, sala de estar espaçosa separada, banheiro com chuveiro de efeito chuva e banheira, além de área privativa para vaso sanitário e bidê. Entre as comodidades, há o serviço de mordomo, café da manhã no quarto, frigobar completo, além engraxate e serviço de lavanderia gratuito.
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
As suítes convencionais tem 28,3m², vista para o rio e varanda privativa com janelas do chão ao teto. Banheiro em mármore, aquecedor de toalhas, serviço de mordomo na suíte, café da manhã no quarto, engraxate e serviço de lavanderia gratuito estão entre as comodidades. Já as cabines clássicas têm 15 m² e janelas localizadas na linha d’água.
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
Fonte: Casa Vogue
-
Arquitetura8 meses atrásCasa EJ / Leo Romano
-
Arquitetura8 meses atrásCasa Crua / Order Matter
-
Arquitetura8 meses atrásCasa AL / Taguá Arquitetura
-
Arquitetura9 meses atrásTerreiro do Trigo / Posto 9
-
Arquitetura8 meses atrásCasa São Pedro / FGMF
-
Arquitetura8 meses atrásCasa ON / Guillem Carrera
-
Arquitetura1 mês atrásCasa Tupin / BLOCO Arquitetos
-
Política9 meses atrásEUA desmente Eduardo Bolsonaro sobre sanções a Alexandre de Moraes


