Arquitetura
Estúdio PHKA / STA | ArchDaily Brasil

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- Área:
450 m²
Ano:
2024
Fabricantes: Fenix

Descrição enviada pela equipe de projeto. O terreno está localizado na Rua Nak Niwat, em Bangkok, uma área comercial repleta de antigos galpões e lojas construídos bem próximos à via. O projeto é, em essência, uma “arquitetura dentro da arquitetura”: inserimos uma nova construção dentro de um galpão pré-existente, posicionado em uma das extremidades da propriedade. O restante do espaço já abrigava o escritório atual do designer, além de oficina, depósito e área de carga. Um dos pedidos do cliente era repensar a fachada voltada para a rua — o que trouxe um desafio extra: conciliar a escala urbana da fachada externa com a escala mais íntima da nova fachada interna, criada pela intervenção.



Na fachada voltada para a rua, optamos por trabalhar com um material industrial comum — chapas metálicas onduladas — mas aplicando‑o de maneira mais cuidadosa e elaborada. Isso é visível especialmente na base, onde o metal se transforma em banco ou mesa, e no topo da edificação, onde se curva suavemente para suavizar a sombra projetada. A composição da fachada integra três partes distintas: à esquerda, o novo edifício com fachada transparente em formato de vitrine; ao centro, a entrada principal, ampla o suficiente para permitir o acesso de caminhões; e à direita, o trecho metálico que cobre as funções já existentes. Para criar unidade entre esses elementos, utilizamos peças horizontais longas e sobrepostas, como a grande porta de correr, que atravessam visualmente todo o conjunto.

Voltada para o interior do lote, a segunda fachada tem um caráter mais leve e lúdico. Criamos uma elevação bastante aberta, com grandes panos de vidro e superfícies contínuas, coberta por cortinas translúcidas externas. Essa solução permite alternar entre privacidade para o trabalho e um pano de fundo neutro ideal para as frequentes sessões de fotos realizadas no estúdio. Atrás das cortinas, organizamos uma composição de painéis opacos e janelas distribuídas em dois planos: algumas recuadas, outras alinhadas com a cortina, criando camadas variadas de transparência. Em certo ponto, ao longo de seu comprimento, a fachada é “quebrada” e inclinada nos dois pavimentos, o que resulta em uma perspectiva mais rica e profunda.



O espaço interno é dividido entre duas funções principais: no térreo, a oficina e área de reuniões; no pavimento superior, os escritórios. Os dois níveis se conectam por meio de uma plataforma elevada que funciona como pequeno “anfiteatro” para encontros e também como vitrine para instalações florais. O restante do térreo é um espaço multifuncional voltado à montagem de arranjos, demonstrações e socialização. Ali, dispomos uma série de elementos abstratos flutuantes: uma mesa oval de grandes dimensões, cuba de inox, parede com pedra e espelho, e um par de colunas reflexivas. Salas menores ao fundo, fechadas com cortinas, abrigam uma sala de reuniões e áreas de apoio.



Uma escada metálica curva conecta a plataforma e o térreo ao espaço de escritório no mezanino. Ao lado dela, preservamos a antiga claraboia, que garante iluminação natural abundante. Esse é o ponto mais alto do interior — no restante do volume, instalamos um forro baixo que oculta infraestrutura técnica e isolamentos. Todas as mesas, luminárias e até o grande armário amarelo-ácido que esconde a sala da diretoria foram desenhados sob medida. Ao longo de todo o projeto, a escolha de materiais é simples — MDF, compensado, drywall, metal pintado à mão e tecido — mas os detalhes e as geometrias dinâmicas dão profundidade e sofisticação ao espaço.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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Política9 meses atrásEUA desmente Eduardo Bolsonaro sobre sanções a Alexandre de Moraes


