Barreiras internas
O que são Barreiras Internas?
Barreiras internas referem-se a obstáculos que uma organização enfrenta internamente, que podem dificultar a implementação de estratégias eficazes e a realização de objetivos. Esses impedimentos podem surgir de fatores culturais, estruturais ou comportamentais, impactando diretamente a eficiência e a produtividade da equipe. É essencial entender essas barreiras para promover um ambiente de trabalho mais colaborativo e inovador.
Tipos de Barreiras Internas
As barreiras internas podem ser classificadas em diversas categorias. Entre elas, destacam-se as barreiras de comunicação, que ocorrem quando há falhas na troca de informações entre departamentos ou colaboradores. Além disso, existem barreiras hierárquicas, que se manifestam em organizações com estruturas rígidas, onde a tomada de decisão é centralizada. Essas barreiras podem criar um ambiente de trabalho hostil e ineficiente.
Impacto das Barreiras Internas na Produtividade
As barreiras internas têm um impacto significativo na produtividade de uma organização. Quando os colaboradores não conseguem se comunicar efetivamente ou se sentem desmotivados devido a uma cultura organizacional negativa, a eficiência do trabalho é comprometida. Isso pode resultar em atrasos em projetos, aumento de custos e perda de oportunidades de mercado. Portanto, é crucial identificar e mitigar essas barreiras para otimizar o desempenho da equipe.
Barreiras Culturais e seu Efeito
As barreiras culturais são um dos tipos mais desafiadores de barreiras internas. Elas se referem a crenças, valores e normas que podem limitar a inovação e a colaboração. Em ambientes onde a cultura organizacional não promove a diversidade de ideias ou a aceitação de feedback, os colaboradores podem se sentir desencorajados a compartilhar suas opiniões. Isso pode levar à estagnação e à falta de criatividade nas soluções propostas.
Como Identificar Barreiras Internas
A identificação de barreiras internas requer uma análise cuidadosa do ambiente de trabalho. Ferramentas como pesquisas de clima organizacional, entrevistas e grupos focais podem ser úteis para entender as percepções dos colaboradores. Além disso, a observação do fluxo de trabalho e a análise de processos podem revelar pontos críticos onde as barreiras estão presentes. A identificação precoce dessas barreiras é fundamental para desenvolver estratégias de superação.
Estratégias para Superar Barreiras Internas
Superar barreiras internas exige um esforço conjunto da liderança e dos colaboradores. Uma estratégia eficaz é promover uma comunicação aberta e transparente, onde todos se sintam à vontade para expressar suas ideias e preocupações. Além disso, investir em treinamentos e workshops pode ajudar a desenvolver habilidades interpessoais e de resolução de conflitos, criando um ambiente mais colaborativo e produtivo.
O Papel da Liderança nas Barreiras Internas
A liderança desempenha um papel crucial na superação das barreiras internas. Líderes que incentivam a inovação e a colaboração podem ajudar a desmantelar estruturas rígidas e promover uma cultura organizacional mais inclusiva. Além disso, líderes que praticam a escuta ativa e estão abertos ao feedback dos colaboradores podem identificar barreiras que, de outra forma, poderiam passar despercebidas.
Exemplos de Barreiras Internas em Empresas
Um exemplo comum de barreira interna é a resistência à mudança, que pode ocorrer quando os colaboradores se sentem inseguros em relação a novas políticas ou tecnologias. Outro exemplo é a falta de alinhamento entre os departamentos, que pode resultar em conflitos e mal-entendidos. Identificar esses exemplos específicos dentro de uma organização é fundamental para implementar soluções eficazes e promover um ambiente de trabalho mais harmonioso.
Benefícios de Eliminar Barreiras Internas
Eliminar barreiras internas traz uma série de benefícios para as organizações. Além de aumentar a produtividade, um ambiente de trabalho mais colaborativo pode resultar em maior satisfação dos colaboradores e retenção de talentos. Organizações que conseguem superar essas barreiras estão mais bem posicionadas para inovar e se adaptar às mudanças do mercado, garantindo uma vantagem competitiva sustentável.
Tecnologia
Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?
O trabalho da Nvidia no desenvolvimento de chips de Inteligência Artificial lhe garantiu o status de empresa mais valiosa do mundo, com um valor estimado em 4,56 trilhões de dólares.
Com a ascensão meteórica da companhia nos últimos anos, torna-se especialmente interessante entender como a Nvidia busca reter e atrair talentos por meio de compensações financeiras.
Como informa o site Business Insider, a Nvidia não divulga os salários de seus funcionários, o que faz com que seja possível ter apenas uma estimativa a partir de documentos enviados ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para a solicitação de vistos H-1B — um tipo de visto que permite que empresas norte-americanas contratem profissionais estrangeiros altamente qualificados.
A partir desses documentos, é possível observar que o salário-base de um engenheiro de software na Nvidia varia entre US$ 92 mil e US$ 425,5 mil por ano. Já os cientistas de pesquisa recebem entre US$ 104 mil e US$ 431,25 mil (cerca de 87.574 a 363.254 euros) anuais. Um gerente de produto, por sua vez, pode ganhar entre US$ 131.029 e US$ 379.500 (aproximadamente 110.369 a 319.664 euros) por ano.
É importante destacar que esses valores não incluem bônus nem participação acionária, o que significa que a remuneração total pode alcançar patamares significativamente mais altos.
A “guerra por talentos” entre as gigantes da tecnologia nos Estados Unidos se intensificou nos últimos anos, com a área de Inteligência Artificial se tornando um verdadeiro campo de batalha, no qual empresas como Meta, OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Apple, entre outras, disputam os principais especialistas do setor.
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Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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