Enrico Fermi
Quem foi Enrico Fermi?
Enrico Fermi foi um físico italiano, nascido em 29 de setembro de 1901, conhecido por suas contribuições fundamentais à física nuclear e à mecânica quântica. Ele é amplamente reconhecido como um dos cientistas mais influentes do século XX, tendo desempenhado um papel crucial no desenvolvimento da primeira reação em cadeia nuclear. Fermi também é famoso por sua habilidade em resolver problemas complexos de forma prática, o que lhe rendeu o apelido de “o arquiteto da era nuclear”.
Contribuições para a Física Nuclear
Uma das maiores contribuições de Enrico Fermi para a física nuclear foi a criação do primeiro reator nuclear, conhecido como Chicago Pile-1, que foi ativado em 1942. Este experimento foi fundamental para o desenvolvimento da energia nuclear e da bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial. Fermi também investigou a interação de nêutrons com núcleos atômicos, o que levou à descoberta de novos elementos e isótopos.
Princípio de Fermi-Dirac
O Princípio de Fermi-Dirac, que Fermi desenvolveu em colaboração com Paul Dirac, descreve a distribuição de partículas idênticas que obedecem ao princípio da exclusão de Pauli. Este princípio é fundamental para a compreensão do comportamento de elétrons em sólidos e é uma base teórica para a física do estado sólido e a teoria dos semicondutores. A importância desse princípio se estende a diversas áreas da física moderna, incluindo a astrofísica e a teoria quântica de campos.
Fermi e a Teoria Quântica
Enrico Fermi também fez contribuições significativas para a teoria quântica, especialmente no que diz respeito à mecânica estatística. Ele desenvolveu métodos que permitiram a descrição de sistemas quânticos complexos, influenciando a forma como os físicos entendem a interação entre partículas em estados quânticos. Seu trabalho ajudou a estabelecer a base para a física moderna, incluindo a teoria quântica de campos.
O Prêmio Nobel de Física
Em 1938, Enrico Fermi foi agraciado com o Prêmio Nobel de Física por suas pesquisas sobre a radioatividade induzida e pela descoberta de novos elementos. Este reconhecimento solidificou sua posição como um dos principais físicos da época e destacou a importância de suas descobertas para a ciência. O prêmio também refletiu seu impacto na pesquisa nuclear e suas implicações para a energia e a tecnologia militar.
Fermi e a Imigração para os EUA
Após a ascensão do regime fascista na Itália, Enrico Fermi emigrou para os Estados Unidos em 1938, onde continuou suas pesquisas e se tornou um professor na Universidade de Columbia. Sua mudança para os EUA não apenas lhe proporcionou um ambiente mais seguro para trabalhar, mas também permitiu que ele colaborasse com outros cientistas proeminentes, contribuindo para o avanço da física nuclear durante e após a Segunda Guerra Mundial.
Legado de Enrico Fermi
O legado de Enrico Fermi é vasto e multifacetado. Ele não apenas influenciou a física nuclear, mas também deixou uma marca indelével na educação científica. Seus métodos de ensino e sua abordagem prática à ciência inspiraram gerações de físicos e engenheiros. O conceito de “fermi” como uma unidade de medida em física nuclear é um testemunho de sua influência duradoura.
Fermi e a Ciência da Computação
Além de suas contribuições à física, Enrico Fermi também teve um papel importante no desenvolvimento da ciência da computação. Ele participou da construção do ENIAC, um dos primeiros computadores eletrônicos, que foi utilizado para cálculos complexos em física nuclear. Sua visão sobre o uso de máquinas para resolver problemas científicos abriu caminho para a era da computação moderna.
Fermi e a Cultura Popular
Enrico Fermi também se tornou uma figura icônica na cultura popular, sendo mencionado em livros, filmes e documentários sobre ciência e história. Sua imagem e suas ideias foram utilizadas para ilustrar a importância da pesquisa científica e da ética na ciência, especialmente no contexto do uso de energia nuclear. O “Paradoxo de Fermi”, que questiona a ausência de vida extraterrestre, é um exemplo de como seu nome se tornou sinônimo de questões profundas sobre o universo.
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Tecnologia
Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?
O trabalho da Nvidia no desenvolvimento de chips de Inteligência Artificial lhe garantiu o status de empresa mais valiosa do mundo, com um valor estimado em 4,56 trilhões de dólares.
Com a ascensão meteórica da companhia nos últimos anos, torna-se especialmente interessante entender como a Nvidia busca reter e atrair talentos por meio de compensações financeiras.
Como informa o site Business Insider, a Nvidia não divulga os salários de seus funcionários, o que faz com que seja possível ter apenas uma estimativa a partir de documentos enviados ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para a solicitação de vistos H-1B — um tipo de visto que permite que empresas norte-americanas contratem profissionais estrangeiros altamente qualificados.
A partir desses documentos, é possível observar que o salário-base de um engenheiro de software na Nvidia varia entre US$ 92 mil e US$ 425,5 mil por ano. Já os cientistas de pesquisa recebem entre US$ 104 mil e US$ 431,25 mil (cerca de 87.574 a 363.254 euros) anuais. Um gerente de produto, por sua vez, pode ganhar entre US$ 131.029 e US$ 379.500 (aproximadamente 110.369 a 319.664 euros) por ano.
É importante destacar que esses valores não incluem bônus nem participação acionária, o que significa que a remuneração total pode alcançar patamares significativamente mais altos.
A “guerra por talentos” entre as gigantes da tecnologia nos Estados Unidos se intensificou nos últimos anos, com a área de Inteligência Artificial se tornando um verdadeiro campo de batalha, no qual empresas como Meta, OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Apple, entre outras, disputam os principais especialistas do setor.
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Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
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