Observável
O que é Observável?
O termo observável refere-se a um conceito fundamental em diversas áreas, incluindo ciência, tecnologia e negócios. Em um contexto mais amplo, algo que é observável pode ser medido, analisado e interpretado. No universo dos dados e da programação, um objeto ou evento é considerado observável quando suas mudanças podem ser monitoradas e registradas, permitindo que desenvolvedores e analistas tomem decisões informadas com base em informações concretas.
Importância do Observável em Programação
No campo da programação, especialmente em linguagens reativas como JavaScript, o conceito de observável é crucial. Ele permite que os desenvolvedores criem aplicações que reagem a mudanças de estado de forma eficiente. Por exemplo, ao utilizar bibliotecas como RxJS, os programadores podem criar fluxos de dados que se atualizam automaticamente quando novas informações são recebidas, melhorando a experiência do usuário e a performance da aplicação.
Observáveis e Dados em Tempo Real
Os observáveis são especialmente relevantes em aplicações que lidam com dados em tempo real. Em sistemas de monitoramento, como aqueles utilizados em redes sociais ou plataformas de e-commerce, a capacidade de observar e reagir a eventos instantaneamente é vital. Isso permite que as empresas ajustem suas estratégias de marketing e atendimento ao cliente em tempo real, aumentando a eficácia das suas operações.
Como Funciona um Observável?
Um observável funciona através de um padrão de design conhecido como “Observer Pattern”. Nesse padrão, um objeto (o observável) mantém uma lista de dependentes (os observadores) e notifica-os automaticamente sobre quaisquer mudanças de estado. Essa abordagem facilita a separação de preocupações, permitindo que diferentes partes de um sistema se comuniquem de maneira eficiente e organizada.
Vantagens de Usar Observáveis
Utilizar observáveis em projetos de software traz diversas vantagens. Entre elas, destacam-se a capacidade de lidar com assinaturas múltiplas, a facilidade de composição de operações assíncronas e a melhoria na legibilidade do código. Além disso, os observáveis permitem que os desenvolvedores implementem lógica reativa, tornando as aplicações mais responsivas e interativas.
Observáveis em Análise de Dados
No contexto da análise de dados, o conceito de observável é igualmente importante. Os analistas utilizam dados observáveis para identificar tendências, padrões e anomalias. Isso é essencial para a tomada de decisões estratégicas, pois permite que as empresas ajustem suas operações com base em informações concretas e atualizadas, aumentando a competitividade no mercado.
Desafios ao Trabalhar com Observáveis
Apesar das inúmeras vantagens, trabalhar com observáveis também apresenta desafios. A complexidade do gerenciamento de assinaturas e a necessidade de garantir que os dados sejam atualizados corretamente podem ser obstáculos significativos. Além disso, a implementação inadequada de observáveis pode levar a problemas de desempenho, especialmente em aplicações que exigem alta escalabilidade.
Exemplos de Uso de Observáveis
Os observáveis são amplamente utilizados em diversas aplicações, desde interfaces de usuário até sistemas de backend. Por exemplo, em uma aplicação de chat, cada mensagem enviada pode ser um evento observável, permitindo que todos os usuários conectados recebam atualizações em tempo real. Outro exemplo é em sistemas de monitoramento de saúde, onde dados vitais dos pacientes são observáveis e podem ser analisados continuamente.
Futuro dos Observáveis
O futuro dos observáveis parece promissor, especialmente com o crescimento da Internet das Coisas (IoT) e da inteligência artificial. À medida que mais dispositivos se conectam à internet e geram dados, a capacidade de observar e analisar essas informações em tempo real se tornará cada vez mais crucial. Isso permitirá que empresas e desenvolvedores criem soluções inovadoras e eficientes, aproveitando ao máximo o potencial dos dados disponíveis.
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Tecnologia
Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?
O trabalho da Nvidia no desenvolvimento de chips de Inteligência Artificial lhe garantiu o status de empresa mais valiosa do mundo, com um valor estimado em 4,56 trilhões de dólares.
Com a ascensão meteórica da companhia nos últimos anos, torna-se especialmente interessante entender como a Nvidia busca reter e atrair talentos por meio de compensações financeiras.
Como informa o site Business Insider, a Nvidia não divulga os salários de seus funcionários, o que faz com que seja possível ter apenas uma estimativa a partir de documentos enviados ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para a solicitação de vistos H-1B — um tipo de visto que permite que empresas norte-americanas contratem profissionais estrangeiros altamente qualificados.
A partir desses documentos, é possível observar que o salário-base de um engenheiro de software na Nvidia varia entre US$ 92 mil e US$ 425,5 mil por ano. Já os cientistas de pesquisa recebem entre US$ 104 mil e US$ 431,25 mil (cerca de 87.574 a 363.254 euros) anuais. Um gerente de produto, por sua vez, pode ganhar entre US$ 131.029 e US$ 379.500 (aproximadamente 110.369 a 319.664 euros) por ano.
É importante destacar que esses valores não incluem bônus nem participação acionária, o que significa que a remuneração total pode alcançar patamares significativamente mais altos.
A “guerra por talentos” entre as gigantes da tecnologia nos Estados Unidos se intensificou nos últimos anos, com a área de Inteligência Artificial se tornando um verdadeiro campo de batalha, no qual empresas como Meta, OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Apple, entre outras, disputam os principais especialistas do setor.
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Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
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