Johannes Gutenberg
Quem foi Johannes Gutenberg?
Johannes Gutenberg, nascido por volta de 1400 em Mainz, Alemanha, é amplamente reconhecido como o inventor da imprensa moderna. Sua contribuição revolucionou a forma como os livros eram produzidos, permitindo a impressão em massa e a disseminação do conhecimento de maneira sem precedentes. Gutenberg é frequentemente associado à sua famosa Bíblia de 1455, que é considerada uma das primeiras grandes obras impressas utilizando tipos móveis.
A Invenção da Imprensa
A invenção da prensa de tipos móveis por Johannes Gutenberg foi um marco na história da comunicação. Antes de sua invenção, os livros eram copiados à mão, um processo que era não apenas demorado, mas também propenso a erros. A prensa de Gutenberg utilizava tipos móveis, que eram letras individuais que podiam ser rearranjadas e reutilizadas, permitindo a impressão rápida e eficiente de textos. Essa inovação não apenas barateou o custo da produção de livros, mas também democratizou o acesso à informação.
Impacto Cultural e Social
O impacto cultural da invenção de Gutenberg foi imenso. A possibilidade de imprimir livros em larga escala facilitou a disseminação de ideias e conhecimentos, contribuindo para movimentos como a Renascença e a Reforma Protestante. A impressão de textos religiosos, filosóficos e científicos tornou-se mais acessível, permitindo que um público mais amplo tivesse acesso a obras que antes eram restritas a uma elite educada. Isso fomentou um ambiente de questionamento e debate intelectual.
Desenvolvimento da Tipografia
Gutenberg também é creditado por desenvolver a tipografia, que se tornou uma forma de arte em si mesma. Ele criou tipos de letras que eram não apenas funcionais, mas também esteticamente agradáveis. A escolha de fontes, o espaçamento e o layout das páginas foram cuidadosamente considerados, resultando em obras impressas que eram visualmente atraentes. Esse desenvolvimento teve um impacto duradouro na forma como os livros são projetados até os dias de hoje.
Os Desafios de Gutenberg
Apesar de suas inovações, Johannes Gutenberg enfrentou muitos desafios ao longo de sua vida. Ele teve dificuldades financeiras e enfrentou disputas legais com investidores. Sua prensa, embora revolucionária, não trouxe a riqueza imediata que ele esperava. Em 1455, ele perdeu o controle de sua empresa e, nos anos seguintes, viveu em relativa obscuridade. No entanto, seu legado perdurou, e suas invenções continuaram a influenciar a impressão e a comunicação.
A Bíblia de Gutenberg
A Bíblia de Gutenberg, impressa em latim, é considerada uma das obras mais importantes da história da impressão. Com cerca de 1.282 páginas, a Bíblia foi impressa em papel de alta qualidade e apresenta uma tipografia elegante. Apenas cerca de 180 cópias da Bíblia de Gutenberg sobreviveram até os dias atuais, tornando-a uma das obras mais valiosas do mundo. A Bíblia não apenas demonstrou a capacidade técnica de Gutenberg, mas também sua visão de um mundo onde o conhecimento poderia ser amplamente compartilhado.
Legado de Gutenberg
O legado de Johannes Gutenberg é inegável. Sua invenção da prensa de tipos móveis não apenas transformou a indústria editorial, mas também alterou o curso da história. A impressão em massa permitiu a disseminação de ideias que moldaram sociedades e culturas ao redor do mundo. Gutenberg é frequentemente lembrado como o “pai da impressão”, e sua influência pode ser vista em tudo, desde livros até jornais e mídias digitais.
Reconhecimento e Homenagens
Johannes Gutenberg recebeu várias homenagens ao longo dos séculos. Sua vida e obra são celebradas em museus, monumentos e instituições educacionais. O Dia Internacional do Livro, celebrado em 23 de abril, é uma homenagem à sua contribuição ao mundo literário. Além disso, a tecnologia de impressão continua a evoluir, mas as bases estabelecidas por Gutenberg ainda são fundamentais para a produção de textos e a comunicação moderna.
Gutenberg na Era Digital
Na era digital, o impacto de Johannes Gutenberg é mais relevante do que nunca. A impressão digital, e-books e outras formas de publicação eletrônica devem muito à inovação de Gutenberg. A democratização do acesso à informação, que começou com a prensa de tipos móveis, continua a se expandir com a internet e as tecnologias digitais. Gutenberg estabeleceu um precedente que ainda ressoa na forma como consumimos e compartilhamos conhecimento hoje.
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Tecnologia
Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?
O trabalho da Nvidia no desenvolvimento de chips de Inteligência Artificial lhe garantiu o status de empresa mais valiosa do mundo, com um valor estimado em 4,56 trilhões de dólares.
Com a ascensão meteórica da companhia nos últimos anos, torna-se especialmente interessante entender como a Nvidia busca reter e atrair talentos por meio de compensações financeiras.
Como informa o site Business Insider, a Nvidia não divulga os salários de seus funcionários, o que faz com que seja possível ter apenas uma estimativa a partir de documentos enviados ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para a solicitação de vistos H-1B — um tipo de visto que permite que empresas norte-americanas contratem profissionais estrangeiros altamente qualificados.
A partir desses documentos, é possível observar que o salário-base de um engenheiro de software na Nvidia varia entre US$ 92 mil e US$ 425,5 mil por ano. Já os cientistas de pesquisa recebem entre US$ 104 mil e US$ 431,25 mil (cerca de 87.574 a 363.254 euros) anuais. Um gerente de produto, por sua vez, pode ganhar entre US$ 131.029 e US$ 379.500 (aproximadamente 110.369 a 319.664 euros) por ano.
É importante destacar que esses valores não incluem bônus nem participação acionária, o que significa que a remuneração total pode alcançar patamares significativamente mais altos.
A “guerra por talentos” entre as gigantes da tecnologia nos Estados Unidos se intensificou nos últimos anos, com a área de Inteligência Artificial se tornando um verdadeiro campo de batalha, no qual empresas como Meta, OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Apple, entre outras, disputam os principais especialistas do setor.
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Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
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