Macros
O que são Macros?
Macros são sequências de comandos e instruções que podem ser agrupadas para automatizar tarefas repetitivas em softwares, como planilhas e editores de texto. Elas permitem que usuários realizem ações complexas com um único clique, economizando tempo e aumentando a eficiência. No contexto de serviços, as macros são frequentemente utilizadas para otimizar processos administrativos, financeiros e de gestão de projetos.
Tipos de Macros
Existem diferentes tipos de macros, que variam conforme o software utilizado. As macros em planilhas, como o Microsoft Excel, permitem a automação de cálculos e formatações. Já em editores de texto, como o Word, as macros podem ser usadas para formatar documentos ou inserir textos padrão. Cada tipo de macro é projetado para atender necessidades específicas, facilitando a personalização de tarefas.
Como Criar Macros
A criação de macros pode ser feita através de gravadores de macros ou pela programação em linguagens específicas, como VBA (Visual Basic for Applications) no Excel. O gravador de macros captura as ações do usuário e as transforma em código, enquanto a programação permite um controle mais detalhado e a criação de funções personalizadas. Ambas as abordagens têm suas vantagens e desvantagens, dependendo da complexidade da tarefa a ser automatizada.
Benefícios das Macros
Os benefícios das macros incluem a redução de erros humanos, a padronização de processos e a economia de tempo. Ao automatizar tarefas repetitivas, as empresas podem direcionar seus recursos para atividades mais estratégicas. Além disso, as macros ajudam a garantir que as informações sejam processadas de maneira consistente, o que é crucial para a integridade dos dados em serviços financeiros e administrativos.
Desafios na Utilização de Macros
Apesar das vantagens, a utilização de macros também apresenta desafios. Um dos principais é a segurança, já que macros podem ser utilizadas para executar códigos maliciosos. Portanto, é fundamental que as empresas implementem políticas de segurança rigorosas e treinem seus funcionários sobre os riscos associados. Outro desafio é a manutenção das macros, que podem precisar de atualizações conforme os softwares são atualizados.
Macros em Diferentes Setores
As macros são amplamente utilizadas em diversos setores, como finanças, marketing e recursos humanos. No setor financeiro, por exemplo, elas podem automatizar relatórios e análises de dados. No marketing, as macros ajudam a gerenciar campanhas e a analisar resultados. Em recursos humanos, podem ser usadas para processar folhas de pagamento e gerenciar informações de funcionários, otimizando o fluxo de trabalho.
Macros e Integração com Outros Sistemas
As macros também podem ser integradas a outros sistemas e ferramentas, aumentando ainda mais sua funcionalidade. Por exemplo, é possível criar macros que interagem com bancos de dados ou que se conectam a APIs de serviços externos. Essa integração permite que as empresas automatizem fluxos de trabalho complexos, melhorando a eficiência operacional e a colaboração entre equipes.
Exemplos Práticos de Uso de Macros
Um exemplo prático de uso de macros é a criação de um relatório mensal de vendas em uma planilha. Com uma macro, é possível compilar dados de diferentes fontes, aplicar formatações e gerar gráficos automaticamente. Outro exemplo é a automação do envio de e-mails em massa, onde uma macro pode personalizar mensagens para diferentes destinatários, economizando tempo e esforço.
Futuro das Macros
O futuro das macros está ligado ao avanço da tecnologia e à crescente demanda por automação. Com o desenvolvimento de inteligência artificial e machine learning, as macros podem se tornar ainda mais sofisticadas, permitindo automações mais complexas e inteligentes. As empresas que adotarem essas inovações estarão melhor posicionadas para competir em um mercado em constante evolução.
Tecnologia
Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?
O trabalho da Nvidia no desenvolvimento de chips de Inteligência Artificial lhe garantiu o status de empresa mais valiosa do mundo, com um valor estimado em 4,56 trilhões de dólares.
Com a ascensão meteórica da companhia nos últimos anos, torna-se especialmente interessante entender como a Nvidia busca reter e atrair talentos por meio de compensações financeiras.
Como informa o site Business Insider, a Nvidia não divulga os salários de seus funcionários, o que faz com que seja possível ter apenas uma estimativa a partir de documentos enviados ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para a solicitação de vistos H-1B — um tipo de visto que permite que empresas norte-americanas contratem profissionais estrangeiros altamente qualificados.
A partir desses documentos, é possível observar que o salário-base de um engenheiro de software na Nvidia varia entre US$ 92 mil e US$ 425,5 mil por ano. Já os cientistas de pesquisa recebem entre US$ 104 mil e US$ 431,25 mil (cerca de 87.574 a 363.254 euros) anuais. Um gerente de produto, por sua vez, pode ganhar entre US$ 131.029 e US$ 379.500 (aproximadamente 110.369 a 319.664 euros) por ano.
É importante destacar que esses valores não incluem bônus nem participação acionária, o que significa que a remuneração total pode alcançar patamares significativamente mais altos.
A “guerra por talentos” entre as gigantes da tecnologia nos Estados Unidos se intensificou nos últimos anos, com a área de Inteligência Artificial se tornando um verdadeiro campo de batalha, no qual empresas como Meta, OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Apple, entre outras, disputam os principais especialistas do setor.
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Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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