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Mês de análise

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O que é Mês de Análise?

O Mês de Análise é um período específico em que as empresas realizam uma avaliação detalhada de suas operações, desempenho e resultados. Durante esse mês, as organizações coletam dados relevantes, analisam métricas e identificam tendências que podem impactar suas estratégias futuras. Essa prática é essencial para garantir que as decisões sejam baseadas em informações precisas e atualizadas, permitindo uma gestão mais eficaz e direcionada.

Importância do Mês de Análise

A importância do Mês de Análise reside na sua capacidade de fornecer insights valiosos sobre o desempenho da empresa. Ao dedicar um mês para essa análise, as empresas podem identificar áreas que necessitam de melhorias, otimizar processos e ajustar suas estratégias de marketing. Além disso, essa prática ajuda a alinhar as metas da equipe com os objetivos gerais da organização, promovendo um ambiente de trabalho mais colaborativo e focado.

Como Realizar um Mês de Análise Eficiente

Para realizar um Mês de Análise eficiente, é fundamental estabelecer um cronograma claro e definir quais métricas serão avaliadas. As empresas devem coletar dados de diversas fontes, como relatórios financeiros, feedback de clientes e análises de mercado. Uma vez que os dados são coletados, é importante utilizá-los para gerar relatórios que destaquem as principais descobertas e recomendações para ações futuras.

Ferramentas para o Mês de Análise

Existem diversas ferramentas que podem facilitar o processo de análise durante o Mês de Análise. Softwares de Business Intelligence (BI) são particularmente úteis, pois permitem a visualização de dados em tempo real e a criação de dashboards personalizados. Além disso, ferramentas de análise de SEO e marketing digital podem fornecer insights sobre o desempenho online da empresa, ajudando a identificar oportunidades de crescimento.

Desafios do Mês de Análise

Um dos principais desafios do Mês de Análise é a coleta e interpretação de dados. Muitas empresas enfrentam dificuldades em reunir informações de diferentes departamentos e garantir que esses dados sejam precisos e relevantes. Outro desafio é a resistência à mudança, pois algumas equipes podem hesitar em adotar novas estratégias com base nas descobertas do mês de análise. Superar esses obstáculos é crucial para o sucesso da análise.

Resultados Esperados do Mês de Análise

Os resultados esperados do Mês de Análise incluem uma compreensão mais profunda do desempenho da empresa e a identificação de oportunidades de melhoria. As empresas devem sair desse mês com um conjunto claro de ações a serem implementadas, além de um plano de acompanhamento para monitorar os resultados das mudanças realizadas. Essa abordagem proativa pode levar a um aumento significativo na eficiência e na satisfação do cliente.

Exemplos de Métricas a Serem Analisadas

Durante o Mês de Análise, as empresas podem focar em diversas métricas, como vendas, taxa de conversão, custo de aquisição de clientes (CAC) e retorno sobre investimento (ROI). Além disso, é importante considerar métricas qualitativas, como a satisfação do cliente e o engajamento nas redes sociais. A combinação de métricas quantitativas e qualitativas proporciona uma visão abrangente do desempenho da empresa.

Como Comunicar os Resultados do Mês de Análise

A comunicação dos resultados do Mês de Análise é fundamental para garantir que todos os stakeholders estejam alinhados e cientes das descobertas. Relatórios claros e concisos, acompanhados de apresentações visuais, podem ajudar a transmitir as informações de maneira eficaz. Além disso, é importante promover discussões em equipe para debater as implicações dos resultados e as ações a serem tomadas.

Periodicidade do Mês de Análise

A periodicidade do Mês de Análise pode variar de acordo com as necessidades da empresa. Algumas organizações optam por realizar essa análise mensalmente, enquanto outras podem escolher uma frequência trimestral ou semestral. O importante é que a análise seja feita de forma consistente, permitindo que a empresa se adapte rapidamente às mudanças do mercado e mantenha sua competitividade.

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Engenharia

Entrevista: a imaginação, a arquitetura e o Centro Pompidou de Solano Benítez

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“Arquitetura é dois tijolos colocados lado a lado com cuidado”, diz Solano Benítez logo no começo de sua palestra na Universidade Federal do Paraná, numa sala lotada de alunos dos primeiros até os últimos anos. E “cuidado” me parece ser uma palavra adequada para descrever sua arquitetura.

Nascido no Paraguai, em 1963, Solano Benitez formou-se arquiteto na Universidade Nacional de Assunção em 1986, fundou, no ano seguinte, o Gabinete de Arquitectura e coleciona prêmios na carreira. Foi finalista do Mies van der Rohe, em 1999, e da União Europeia para a Arquitetura Contemporânea. Recebeu o BSI Architectural Award e venceu o Leão de Ouro na Bienal de Veneza em 2016 com a exposição Breaking The Siege. Hoje, segue à frente de seu escritório, o Jopoi Arquitetura.

Seu novo projeto, o Centre Pompidou Paraná, em Foz do Iguaçu, a primeira unidade do museu nas Américas, está previsto para ser inaugurado em 2027.

Na palestra, e depois em nossa conversa, fica claro que Solano Benitez entende a arquitetura como parte de um todo maior, feito de pessoas e natureza relacionando-se de um jeito íntimo e intenso. Um jeito de construir sociedades mais justas. E a força que coloca tudo em ação? A imaginação.

Para o arquiteto, o maior atributo humano é a capacidade de olhar para a realidade e vislumbrar algo diferente, que ainda pode ser construído. “Não conseguimos imaginar um mundo em que 30% da população não fique na pobreza?”, questiona.

Quando o escuto, penso que é uma postura bastante modernista, não no sentido da busca pelo estilo internacional, impositivo, racional e desprovido de emoção, mas sim uma arquitetura sensível, que pode atender cada comunidade por meio da empatia.

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Entrevista: a imaginação, a arquitetura e o Centre Pompidou de Solano Benítez
(Ana Harada/Arquitetura e Construção)

Solano é uma pessoa solar. Sorrio quando me lembro da sua entoação: “Isso é MARAVILHOSO”, em um português.

Passou a palestra inteira respondendo os alunos. “Vamos conversar!” disse. “As fotos das obras vocês olham na Internet depois”. Fez piadas, brincou com a possibilidade de ser TikToker, comparou Chaves e Diógenes, cantarolou músicas de Chico Buarque. Suas respostas às minhas perguntas divagam para outras histórias, memórias, referências. Sempre bem-humoradas e poéticas.

A arquitetura de Solano Benítez é humana, em vários sentidos. E otimista. Um otimismo que é contagiante em suas ideias e generoso na sua expressão.

Esse é um arquiteto que acredita no diálogo, na compreensão e na capacidade das pessoas de se entenderem enquanto semelhantes.

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“As sociedades são boas na medida em que os indivíduos que as compõem sejam bons. Se você não é uma boa pessoa, mude! Porque precisamos de você para fazer uma sociedade melhor. Para eu ser melhor, preciso que você seja melhor. É uma coisa incrível! Eu estou tratando sempre de ser uma melhor versão daquilo que fui. Com muitos erros. Muitas vezes não consigo. Muitas vezes dá errado. Mas sempre tenho a oportunidade de refazer aqui. E isso é o mesmo com a arquitetura, com as paredes, com os projetos”, afirma.

Solano conversa como quem tece fios. Entrevistá-lo é mergulhar em seu jeito único de ver não só a arquitetura, mas toda a vida. Um verdadeiro privilégio.

Veja a entrevista abaixo:

Sobre o arquiteto

Como os cenários, paisagens e contexto social do Paraguai influenciaram sua carreira?

A ideia de país vem de paisagem. Essa paisagem é a mais importante para nós. Ela é o contexto humano que nos envolve. Nós somos “paisanos”, gente influenciada pela paisagem. Pela ideia de sermos moradores dessa paisagem, conseguimos habitar.

Quando nasci, fui morar no Peru durante os primeiros 5 anos da minha vida, depois voltei ao Paraguai. Imagine! Eu me lembro, com pavor, de ver a chuva pela primeira vez, porque em Lima, onde morava, nunca chovia e nunca tínhamos o sol direito. Você sempre ficava numa bruma, em uma cidade sem sombras. Era como aquele conto de Peter Pan quando a sombra dele escapa! Lima era uma cidade sem sombra porque a sombra podia estar em qualquer lugar. A importância da sombra apareceu-me no Paraguai.

Ah, as águas caindo do céu! Isso era um acontecimento, para mim, impressionante: como as ruas viravam rios em poucos minutos e como todo mundo achava natural colocar uma tábua para andar sobre ela, caminhando e se equilibrando sem muita preocupação.

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Então, nesse país de água que é o Paraguai, comecei uma nova vida, virei um outro ser.

Todas essas histórias começam a moldar uma maneira de viver e pensar. Eu sou do tempo em que, nas fazendas, tínhamos trabalho para o dia cotidiano e também tínhamos trabalho para os dias de chuva.

Assunção nunca foi uma metrópole. A industrialização nunca foi um foco, e sim a vida no campo. Era um outro viver, um outro existir, que dependia de outras coisas. E nele se compreendia melhor o passo do tempo, a importância das estações.

Você via as árvores produzindo frutos. Você podia pegar todos os frutos, só que isso não era razoável.

Sabíamos que muitos daqueles frutos tinham que ficar para os pássaros. Compreendi, ali, que havia um ciclo que era maior do que aquele simplesmente do consumo, do preço das coisas, etc.

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E esse foi o contexto em que eu comecei a ter consciência da minha vida. É, foi a pergunta um. Foi muito longa a resposta já, desculpa!

O tijolo cerâmico é o elemento-chave na arquitetura do escritório. O que esse elemento representa para o arquiteto? E a imagem do mestre obreiro com o tijolo na mão significa o que para o arquiteto?

Bem, antes de pensar no tijolo comum, eu sempre invento uma história sobre quando se descobriu o tijolo.

Imagino a noite depois de uma chuva, muito fria, longe das cavernas para se abrigar. Os homens já conheciam e faziam o fogo. Eles colocam os pezinhos perto do fogo e dormem para outro lado. Depois de amanhecer, tentam apagar o fogo, mas não conseguem, porque a terra já não se move, a terra já era cota, a terra já se cozeu. É a terracota, a cerâmica que nós chamamos.

Eles tinham descoberto que a pedra poderia ser fabricada com fogo. Então, se você tinha um determinado tipo de solo com esse fogo produzia-se uma coisa, com outro fogo produzia tal outra, etc.

E se eles podiam fabricar pedras, eles podiam fazer as cavernas. Passa a existir essa possibilidade incrível de poder fazer um refúgio, poder cuidar das pessoas!

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Então, já que vamos fazer uma pedra, por que não fabricamos uma pedra que já tenha o tamanho, o peso ideal e a forma para ser colocada, empilhada e mais fácil de trabalhar?

É tão interessante, talvez a nossa primeira cobertura seja o cabelo. Para proteger sua cabeça, você acumula muitos fios. Geometricamente, você tem um tecido. A ideia do tecido é a mesma ideia do telhado. Telhado, telha, tecido, todas são palavras que vêm da mesma ideia.

Por isso, quando você coloca os tijolos, vai colocando fio atrás de fio, “hilo” atrás “hilos”, por “hiladas”, como se você estivesse fazendo um tecido. Essas palavras estão dentro do vocabulário da construção.

E o maestro, na verdade, o maestro canteiro está utilizando sua inteligência, o seu corpo para produzir aquele resguardo. Portanto, é uma pessoa que está fazendo uma tarefa incrível porque é uma tarefa dupla.

Há gente que está simplesmente no escritório, seu corpo não está sendo exigido. Mas no caso dele, seu corpo e sua inteligência ao mesmo tempo estão elaborando, estão sintetizando uma nova realidade. E essa nova realidade é um cuidado para a vida das pessoas.

Você comenta que foi do pós-moderno ao moderno, após ganhar livros de Le Corbusier ainda na graduação, quais valores da arquitetura moderna você carrega consigo?

A coisa que é incrível é que eu era muito jovem quando ingressei na faculdade. Tinha 17 anos. Hoje, com 62, há professores que estavam nessa época e que continuam sendo professores.

E eles falavam assim: “Ah, você tem que ler Le Corbusier, tem que ler Wright, tem que ler Mies, tem que ler Alvar Aalto, tem que saber de tudo isso”. E eu pensava assim. “Eu nunca vou ler essa merda. Para ser como vocês?” Eu não queria saber nada deles. Eu queria ser o oposto daquilo.

Então, claro, na época, a pós-modernidade era como uma contestação, porque a imagem que eu tinha de Corbusier, de Wright, de todos eles, era a daqueles professores. Eram aquelas porcarias que os professores faziam deles. Ah! Era puro discurso!

Até que finalmente eu cheguei não a quem falava de Le Corbusier, mas sim a Le Corbusier falando de Le Corbusier; a Mies falando como é uma construção. Aí compreendi que aqueles professores não compreendiam nada!

Eu podia compreender perfeitamente a luta deles e as coisas que eles estavam fazendo. Mesmo os livros, as biografias sobre Wright, sobre Mies, foram para mim imprescindíveis.

E eu achei que, mais do que um estilo, esses arquitetos mostravam o tempo todo a reflexão sobre o que nós deveríamos fazer em cada um dos nossos lugares.

É como uma religião com normas muito fortes que você tem que cumprir para poder pertencer àquela religião. Mas aí, você fala com Deus e Deus ordena que você faça tudo aquilo que você quer fazer.

Nossa! Aquilo foi uma maravilha! Porque então, agora sim, recebi o imperativo de fazer tudo aquilo que eu queria fazer e, como eles, tinha os mesmos problemas de falta de dinheiro ou desenvolvimento da tecnologia, etc. Isso foi para mim impressionante!

O que é a imaginação para o arquiteto? Como a imaginação é diferente da fantasia?

Bem, eu acho que a imaginação é a força mais importante que nós temos. A imaginação é um trabalho incrível que permite a você olhar a realidade, mas não se prender a ela. A fantasia se esgota em si mesma, não precisa nenhum respaldo, não precisa nada, é instantânea. Eu acho que a imaginação promove o conhecimento, o trabalho, a invenção.

Nós somos seres imaginários, a ideia de humanidade é uma extraordinária força de mudança da realidade. Nós somos vida, uma vida isolada, que mora num contexto. Compreender que somos muitos, requer trabalho e, se esse trabalho não é feito, isso nos brutaliza, nos torna mais fechados naquilo que nós fazemos.

A força que nos expande para nos integrar com os outros é uma força amorosa. E o contrário do amor não é o ódio, o contrário do amor é o medo. O medo faz com que eu fique fechado.

A verdade é que toda a imaginação é uma força extraordinária. O fato de produzir uma imagem, de observar a realidade e a partir daí pensar em uma outra condição já é uma coisa que é uma maravilha!

Pode compartilhar um livro de arquitetura que todo arquiteto deve ler?

Tem um livro muito bom, que se chama Arquitectónica (sobre la idea y el sentido de la arquitectura), de José Ricardo Morales. Esse livro tem duas partes. São bem diferentes, mas eu recomendo iniciar a leitura do livro pela parte 2 e depois ler a parte 1.

Um livro de literatura?

Ah, aí vou ser um pouco paraguaio! Um livro que eu gosto muito é Yo el Supremo, Augusto Roa Bastos.

Se tenho um pouco de tempo, eu gosto muito de ler Borges. Em geral, a obra completa de Borges para mim é incrível.

Sobre o Centro Pompidou Paraná

Como o arquiteto vê as intersecções entre a arquitetura paraguaia, brasileira e argentina?

Esse lugar não existe! Você perguntaria a um quati: você é paraguaio, você é argentino ou você é brasileiro? Compartilhamos uma só paisagem e essa paisagem é um grande país, ao qual pertencemos todos.

As tristezas daquela região são as mesmas para todos nós. No Paraguai habitam 21 nações. Uma delas é a paraguaia e as outras são 20 nações indígenas. Então, nós somos essa mistura.

Naquela área específica, moram pessoas que são de algumas nações paraguaias e moram também pessoas do lado do Brasil, etc. Compartilhamos o mesmo céu, o mesmo clima, as mesmas águas.

Eu acho que não há nenhuma diferença entre as nossas virtudes e tragédias. São todas parecidas. E isso é muito forte, porque na medida em que nós podemos ser exemplos, a potência é muita, porque vai para muitos, vai para o início dos três países.

E aquilo vai significar uma coisa boa para todos, não é? Um motivo de orgulho, um motivo de “Ah, nossa, podemos fazer essas coisas, podemos nós imaginar um mundo diferente desse que já temos”. Eu acho e espero que seja melhor.

Qual foi o ponto de partida?

Nessa época em que todo mundo quer falar da importância da definição pessoal, sobre aquilo que alguém é ou não é, a coisa mais interessante nessa região é que se você quer ser vegetal, esse lugar é para você!

Porque tudo está ali para que você seja vegetal, sabe?

Há água, há terra, há uma riqueza incrível, há uma quantidade de material orgânico, um substrato que é impressionante: o vermelho da terra e a riqueza em ferro, as chuvas, o sol, os pássaros, a quantidade ainda de animais.

Eu acho uma maravilha! As águas só festejam essa vida. As águas só estão aí repetindo o mandato da gravidade. Havia um buraco e aí elas caem, todo mundo pega foto e tal, mas viver ali é uma maravilha!

Quais foram as maiores dificuldades deste programa e desta obra?

Eu não penso que tive dificuldades, tive muitos desafios. Tivemos que superar a ideia chauvinista de que a humanidade tem que se dividir em brasileiros, argentinos, paraguaios, etc. e que outros que não nasceram aí ou aqui tivessem direito a fazer isto, aquilo.

Foi um desafio muito importante encontrar as similaridades e explicá-las.

Veja agora, por exemplo, a definição da presença dos odores dentro da obra. Há uma grande composteira que está colocada para o noroeste, para que o vento não traga o cheiro da matéria vegetal que está sendo transformada e que está novamente enriquecendo o solo em um processo que produza um aroma muito particular, etc.

Esses são todos desafios para apresentar. Como tem que cheirar o museu? Como tem que ser? Porque, é lógico, todos nós temos realidades diferentes.

Quando Le Corbusier tentava sanitizar a arquitetura europeia, ele abria as construções para que entrasse o sol. Eu posso compreender o porquê disso naquele momento. Mas também posso compreender que luz é igual a calor e nós estamos em um warming up moment no mundo inteiro, portanto a construção das penumbras, a construção daquela luz mais suave, é uma necessidade.

Então, como você explica para alguém que busca a luz que a sombra agora é mais importante? Então, conciliar tudo isso, encontrar, construir as semelhanças foi o desafio. Falar “é a mesma coisa” só que ao revés!

Quais são as relações que o arquiteto buscou traçar entre a arte e a arquitetura ao criar um museu como o Centro Pompidou?

Nós ficamos vinculados àquela ideia de que a arquitetura é uma arte magna. A única ideia que eu gosto dentro das definições de arte é a de que é um fazer excepcional.

Acho que sim, tem que ser um fazer excepcional e temos que honrar a potência artesanal, industrial, material de toda a nossa região para poder, entre todos, fazer o máximo que seja possível de ser feito no menor tempo possível.

E esse desafio foi o que nos levou a fazer essa proposta que agora estamos realizando. Se tivéssemos mais tempo, talvez encontrássemos maneiras mais abreviadas ainda. Sempre me perguntam “qual é sua melhor obra?” e sem sombra de dúvidas eu penso que estou fazendo sempre a mesma coisa, só que em lugares diferentes, em tempos diferentes, mas sempre a mesma.

E que nessas análises, necessariamente, a próxima obra vai ser melhor. Tenho que poder manter essa esperança. Então estou muito triste, porque a próxima obra que eu vou fazer vai ser melhor! No fundo é um bom desejo, sabe?

 

 



Fonte: Casa Abril

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Arquitetura

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