Michael Kremer (Economia, 2019)
Michael Kremer: Um Pioneiro em Economia do Desenvolvimento
Michael Kremer é um renomado economista americano, conhecido por suas contribuições significativas à economia do desenvolvimento. Em 2019, ele foi agraciado com o Prêmio Nobel de Economia, juntamente com Abhijit Banerjee e Esther Duflo, por seu trabalho inovador em métodos experimentais para aliviar a pobreza global. Kremer é amplamente reconhecido por sua abordagem rigorosa e empírica, que combina teoria econômica com experimentação prática.
Contribuições de Michael Kremer para a Economia
As contribuições de Michael Kremer para a economia são vastas e impactantes. Ele introduziu a ideia de usar experimentos aleatórios controlados para testar intervenções em políticas públicas, especialmente em áreas como saúde e educação. Essa metodologia revolucionou a forma como os economistas abordam problemas complexos, permitindo uma análise mais precisa dos efeitos de diferentes políticas sobre o bem-estar das populações em situação de vulnerabilidade.
O Papel dos Experimentos Aleatórios Controlados
Os experimentos aleatórios controlados, defendidos por Kremer, são uma ferramenta poderosa na economia do desenvolvimento. Eles permitem que pesquisadores isolem variáveis e avaliem o impacto de intervenções específicas. Por exemplo, Kremer e sua equipe realizaram estudos em escolas no Quênia, onde testaram a eficácia de diferentes métodos de ensino e incentivos para melhorar o desempenho dos alunos. Os resultados desses estudos forneceram insights valiosos sobre como otimizar recursos em ambientes educacionais.
Impacto das Políticas de Saúde e Educação
O trabalho de Kremer também se estende ao campo da saúde, onde ele investigou a eficácia de programas de vacinação e distribuição de medicamentos. Suas pesquisas demonstraram que pequenas mudanças na forma como os serviços de saúde são oferecidos podem ter um impacto significativo na adesão e nos resultados de saúde. Ao aplicar suas descobertas, países em desenvolvimento têm conseguido melhorar a saúde pública e reduzir a mortalidade infantil.
Michael Kremer e a Teoria do Capital Humano
A teoria do capital humano, que sugere que investimentos em educação e saúde aumentam a produtividade e o crescimento econômico, é um dos pilares do trabalho de Kremer. Ele argumenta que, ao melhorar a qualidade da educação e dos serviços de saúde, os países podem não apenas elevar o padrão de vida de suas populações, mas também impulsionar o crescimento econômico sustentável a longo prazo. Essa perspectiva tem influenciado políticas em várias nações em desenvolvimento.
Reconhecimento Internacional e Prêmios
Além do Prêmio Nobel de Economia em 2019, Michael Kremer recebeu diversos outros prêmios e reconhecimentos ao longo de sua carreira. Seu trabalho tem sido publicado em várias revistas acadêmicas de prestígio, e ele é frequentemente convidado a palestrar em conferências internacionais. A influência de Kremer se estende além da academia, impactando formuladores de políticas e organizações não governamentais que buscam soluções eficazes para a pobreza.
Colaboração com Abhijit Banerjee e Esther Duflo
A colaboração de Kremer com Abhijit Banerjee e Esther Duflo foi fundamental para o desenvolvimento de novas abordagens na economia do desenvolvimento. Juntos, eles fundaram o Abdul Latif Jameel Poverty Action Lab (J-PAL), uma organização dedicada à pesquisa e implementação de políticas baseadas em evidências. Essa parceria tem sido crucial para disseminar o conhecimento sobre intervenções eficazes na luta contra a pobreza.
Desafios e Críticas ao Trabalho de Kremer
Embora o trabalho de Michael Kremer tenha sido amplamente elogiado, ele também enfrenta críticas. Alguns economistas argumentam que a abordagem experimental pode ser limitada em sua capacidade de capturar a complexidade das interações sociais e econômicas. Além disso, há preocupações sobre a generalização dos resultados obtidos em contextos específicos para outras realidades. No entanto, Kremer defende que seus métodos oferecem uma base sólida para a formulação de políticas eficazes.
O Futuro da Economia do Desenvolvimento
O legado de Michael Kremer na economia do desenvolvimento continua a moldar o futuro da disciplina. À medida que mais pesquisadores adotam métodos experimentais, espera-se que novas descobertas ajudem a enfrentar os desafios persistentes da pobreza e da desigualdade. Kremer permanece ativo na pesquisa e na promoção de políticas baseadas em evidências, contribuindo para um mundo mais justo e equitativo.
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Tecnologia
Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?
O trabalho da Nvidia no desenvolvimento de chips de Inteligência Artificial lhe garantiu o status de empresa mais valiosa do mundo, com um valor estimado em 4,56 trilhões de dólares.
Com a ascensão meteórica da companhia nos últimos anos, torna-se especialmente interessante entender como a Nvidia busca reter e atrair talentos por meio de compensações financeiras.
Como informa o site Business Insider, a Nvidia não divulga os salários de seus funcionários, o que faz com que seja possível ter apenas uma estimativa a partir de documentos enviados ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para a solicitação de vistos H-1B — um tipo de visto que permite que empresas norte-americanas contratem profissionais estrangeiros altamente qualificados.
A partir desses documentos, é possível observar que o salário-base de um engenheiro de software na Nvidia varia entre US$ 92 mil e US$ 425,5 mil por ano. Já os cientistas de pesquisa recebem entre US$ 104 mil e US$ 431,25 mil (cerca de 87.574 a 363.254 euros) anuais. Um gerente de produto, por sua vez, pode ganhar entre US$ 131.029 e US$ 379.500 (aproximadamente 110.369 a 319.664 euros) por ano.
É importante destacar que esses valores não incluem bônus nem participação acionária, o que significa que a remuneração total pode alcançar patamares significativamente mais altos.
A “guerra por talentos” entre as gigantes da tecnologia nos Estados Unidos se intensificou nos últimos anos, com a área de Inteligência Artificial se tornando um verdadeiro campo de batalha, no qual empresas como Meta, OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Apple, entre outras, disputam os principais especialistas do setor.
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Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
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