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A quantificação de custos é um processo fundamental na gestão financeira de qualquer projeto ou negócio. Trata-se da identificação e avaliação de todos os custos envolvidos em uma atividade, permitindo que os gestores tenham uma visão clara e detalhada dos recursos financeiros necessários. Essa prática é essencial para a elaboração de orçamentos precisos e para a tomada de decisões estratégicas, garantindo que os investimentos sejam realizados de forma eficiente e eficaz.
Compreender a importância da quantificação de custos é crucial para o sucesso de qualquer empreendimento. Ao quantificar custos, as empresas conseguem identificar áreas onde podem economizar, otimizar recursos e aumentar a rentabilidade. Além disso, essa prática ajuda a evitar surpresas financeiras, permitindo que os gestores planejem melhor suas atividades e se preparem para eventuais imprevistos que possam surgir ao longo do projeto.
Na quantificação de custos, é importante distinguir entre diferentes tipos de custos, como custos fixos e variáveis. Custos fixos são aqueles que não mudam independentemente do volume de produção, como aluguel e salários. Já os custos variáveis são diretamente proporcionais à produção, como matéria-prima e comissões de vendas. Essa classificação ajuda os gestores a entender melhor a estrutura de custos e a planejar suas finanças de maneira mais eficaz.
Existem diversas metodologias para a quantificação de custos, cada uma com suas particularidades e aplicações. Entre as mais conhecidas estão o Custeio por Absorção, que considera todos os custos de produção, e o Custeio Variável, que foca apenas nos custos variáveis. A escolha da metodologia adequada depende do tipo de negócio e dos objetivos financeiros que se deseja alcançar, sendo essencial para uma análise precisa e eficaz dos custos.
Hoje em dia, existem diversas ferramentas e softwares que auxiliam na quantificação de custos, facilitando a coleta e análise de dados financeiros. Essas ferramentas permitem que as empresas integrem informações de diferentes setores, proporcionando uma visão mais abrangente e precisa dos custos envolvidos. Além disso, muitas dessas soluções oferecem relatórios detalhados que ajudam na tomada de decisões estratégicas e na identificação de oportunidades de redução de custos.
Apesar de sua importância, a quantificação de custos pode apresentar diversos desafios. Um dos principais obstáculos é a dificuldade em coletar dados precisos e atualizados, o que pode comprometer a análise financeira. Além disso, a falta de conhecimento técnico e a resistência à mudança por parte dos colaboradores podem dificultar a implementação de práticas eficazes de quantificação de custos. Superar esses desafios é fundamental para garantir a eficácia do processo.
A quantificação de custos tem um impacto direto nas decisões empresariais, pois fornece informações cruciais para a avaliação de projetos e investimentos. Com dados precisos sobre os custos, os gestores podem realizar análises de viabilidade, determinar preços de venda e identificar quais produtos ou serviços são mais rentáveis. Essa informação é vital para a sustentabilidade financeira da empresa e para o planejamento estratégico a longo prazo.
A quantificação de custos também está relacionada à sustentabilidade empresarial. Ao identificar e analisar os custos associados a práticas sustentáveis, as empresas podem não apenas reduzir despesas, mas também melhorar sua imagem no mercado. A adoção de práticas que visam a eficiência energética e a redução de desperdícios pode resultar em economias significativas, além de contribuir para um ambiente mais sustentável.
O futuro da quantificação de custos está intimamente ligado à evolução tecnológica e à digitalização dos processos empresariais. Com o advento da inteligência artificial e da análise de big data, as empresas terão acesso a ferramentas ainda mais sofisticadas para quantificar custos de forma precisa e em tempo real. Isso permitirá uma gestão financeira mais ágil e eficiente, capacitando os gestores a tomarem decisões informadas e estratégicas em um ambiente de negócios cada vez mais dinâmico.

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2018
Fabricantes: CIFIAL, CIN, Duravit, GRAPHISOFT, Oli, Sanitana, Velux,

Descrição enviada pela equipe de projeto. Situado num terreno praticamente plano e de forma retangular, o lote é orientado no sentido Nordeste/Sudoeste que culmina num pinhal. A Casa no Meco foi pensada a partir da regeneração de uma casa preexistente, com a ideia de dar-lhe um novo caracter, reconstruindo-a com outra qualidade. A principal característica da casa é a relação com o exterior, sendo reconstruída num único piso e dotada de uma fachada transparente que cria um panorama sobre o pinhal a Sudoeste a partir de um amplo envidraçado.

“Minha intervenção atual, a convite dos moradores, tem a função de atualizar e adequar a grande casa à vida da família”, diz o arquiteto Carlos Boeschenstein, que criou o espaço artístico e a sala de ginástica, além de retrabalhar toda a iluminação para valorizar as madeiras da estrutura típica de Zanine e, ao mesmo tempo, destacar as peças da “artista residente” – neste caso, literalmente. Raquel estudou sua arte na Heatherleys School of Fine Arts, no Morley College e na University of the Arts of London, e já expôs suas obras, desde 2019, na Casa Brasil, no Centro Cultural dos Correios e no Consulado da Argentina, além de galerias diversas, sempre no Rio de Janeiro.

A arquitetura costuma ser representada como um objeto estável: um edifício capturado em um momento de clareza visual, isolado das contingências ao redor. Plantas, cortes e fotografias prometem legibilidade ao suspender o tempo. No entanto, muitos dos espaços públicos mais duradouros do mundo resistem completamente a esse modo de representação. Eles não foram feitos para serem compreendidos de imediato, nem revelam sua lógica apenas pela forma. Sua inteligência espacial emerge aos poucos — pela repetição, pela ocupação e pela duração.
O bazar se insere com firmeza nessa categoria. Ele não pode ser entendido por um único desenho ou por uma elevação finalizada. Sua organização não é fixa, é ensaiada diariamente. O que o sustenta não é apenas a composição arquitetônica, mas o tempo compartilhado, a memória coletiva e padrões de uso construídos ao longo dos anos. A convivência no bazar não nasce de decisões formais de projeto; ela é produzida por encontros repetidos, proximidades negociadas e familiaridade social acumulada no tempo.
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Observar um bazar com atenção é reconhecer a arquitetura operando como um sistema temporal. Mercados não funcionam de maneira contínua e uniforme. Eles se montam, se intensificam, pausam, se transformam e se dissolvem — muitas vezes dentro de um único dia. Da atividade noturna do Mercado de Flores Dadar, em Mumbai, à precisão matinal do Mercado de Tsukiji, em Tóquio, esses ambientes são regidos menos por fechamentos espaciais e mais por coordenação no tempo.
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A regulação acontece por repetição, não por imposição. A orientação se dá pela familiaridade, não pela sinalização. A memória assume o papel que, em geral, caberia às paredes e aos limites físicos. Ao longo do dia, ferramentas arquitetônicas convencionais começam a perder relevância. Plantas não conseguem registrar o movimento; diagramas de zoneamento falham em captar a sobreposição. Em seu lugar, é preciso outro tipo de leitura espacial — uma que reconheça o tempo como estrutura organizadora e o comportamento como um material arquitetônico central.

Entre a meia-noite e o início da manhã, muitos mercados se formam fora do olhar da cidade. No Mercado de Flores KR, em Bengaluru, essa lógica temporal está ligada ao papel da cidade como polo agrícola e comercial regional. As flores chegam durante a noite, vindas de distritos vizinhos e outros estados, sincronizadas com a demanda do atacado nas primeiras horas do dia e com a necessidade de evitar o calor e o trânsito diurnos. O mercado ocupa um tecido urbano denso, sobreposto por rotas de transporte, instituições religiosas e ruas comerciais históricas. Sua montagem segue o hábito, não a alocação formal.

Superfícies temporárias são estendidas. Feixes de flores definem bordas e caminhos. Poucos estandes existem no sentido arquitetônico tradicional, mas os limites espaciais são claramente compreendidos. Os vendedores retornam aos mesmos pontos todos os dias, guiados pelo reconhecimento social, não por marcações físicas. O território se mantém pela continuidade, não pela posse. A ordem espacial é construída coletivamente, sem infraestrutura visível ou controle centralizado. Aqui, o bazar revela uma inteligência arquitetônica raramente reconhecida: ambientes feitos pela repetição, e não pela permanência; legibilidade sustentada pela memória, e não pelo fechamento material.
Nas primeiras horas da manhã, a atividade se intensifica. Troca no atacado, compras no varejo, logística e demandas rituais se sobrepõem num intervalo de tempo extremamente comprimido. A proximidade do mercado com ruas comerciais e áreas de culto o insere num tecido urbano historicamente denso. Do ponto de vista do planejamento, essa concentração costuma ser lida como desordem. No nível do chão, porém, o espaço opera com precisão.

Os fluxos se ajustam em torno de carrinhos, motos e carregadores. Certos caminhos se alargam ou se estreitam conforme o volume, não conforme a dimensão física. Limiares mudam de função sem alteração arquitetônica. O que parece caótico de cima funciona como um sistema calibrado por hábito, familiaridade e ajuste mútuo. Aqui, a densidade não indica falha do planejamento — indica sucesso da organização temporal. A arquitetura atua menos como separação e mais como estrutura para negociação constante.
Com o avanço do dia, a intensidade diminui. A ênfase passa da transação ao descanso, à manutenção e à troca social. Em mercados como o de Mapusa, em Goa, essa desaceleração é estrutural. O ritmo do mercado se vincula mais aos ciclos agrícolas semanais e sazonais do que à demanda diária. O pico ocorre pela manhã; depois, o tempo se alonga.

Nessas horas, o mercado se expande e se contrai no tempo, não no espaço. A forma construída oferece sombra, bordas e superfícies duráveis, mas recua em protagonismo. A organização se dá por expectativa mútua. Conversas se estendem. Assentos improvisados surgem onde nada foi projetado. O mercado continua ocupando o espaço sem produzir troca material. Essa pausa não é ineficiência — é inteligência espacial. Ela permite que o sistema se recupere e se sustente ao longo das semanas e estações.
À medida que o comércio se encerra, muitos mercados se transformam profundamente. No Campo de’ Fiori, em Roma, a retirada das barracas revela uma praça cívica. O mesmo chão que sustentava caixas e circulação pela manhã passa a acolher encontros e lazer à noite.

Essa mudança acontece sem qualquer intervenção arquitetônica ou reprogramação formal. O uso se transforma, mas a memória do espaço permanece. Mesmo sem as barracas e objetos, os vestígios do mercado continuam legíveis, e as pessoas ainda reconhecem onde a atividade acontecia, orientando-se pela familiaridade — não por placas ou dispositivos de design. O espaço não precisa anunciar sua nova função; ele simplesmente a incorpora. O êxito desses ambientes não está na “flexibilidade” como recurso projetado, mas na ausência de restrições. A arquitetura se mantém aberta o suficiente para acolher diferentes condições sociais ao longo do tempo, sem impor hierarquias nem fixar permanências. Ao evitar definir o uso com excesso de precisão, o mercado garante continuidade entre o comércio e a vida pública, mostrando como a arquitetura permanece relevante quando permite que os programas evoluam, em vez de exigir estabilidade.
À noite, o bazar quase desaparece. Estruturas temporárias somem. Os objetos vão embora. Em mercados como o Ballarò, em Palermo, quase nada resta fisicamente — mas a ordem espacial continua viva na memória coletiva. O mercado não depende de preservação formal. Ele sobrevive por ensaio diário.

Com o tempo, a questão muda: não é mais como projetar mercados, mas como os mercados moldam o comportamento espacial. O bazar ensina negociação, timing e convivência. Ele produz coletividade não pela forma, mas pelo uso contínuo. Não se trata de romantizar a informalidade, mas de ampliar o modo como a arquitetura observa o espaço vivido. Quando espaço e tempo são inseparáveis, a representação também precisa ser. O bazar não pede outra arquitetura. Ele pede outras formas de enxergar a arquitetura como ela é vivida.
Este artigo é parte dos Temas do ArchDaily: Construindo lugares de encontro. Mensalmente, exploramos um tema em profundidade através de artigos, entrevistas, notícias e projetos de arquitetura. Convidamos você a conhecer mais sobre os temas do ArchDaily. E, como sempre, o ArchDaily está aberto a contribuições de nossas leitoras e leitores; se você quiser enviar um artigo ou projeto, entre em contato.
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