Yarn design
O que é Yarn Design?
Yarn design refere-se ao processo criativo e técnico de desenvolver padrões, texturas e cores utilizando fios (yarns) em projetos de moda, decoração e artesanato. Este conceito abrange desde a escolha dos materiais até a execução de peças que podem variar de roupas a itens decorativos, sempre com foco na estética e funcionalidade. O yarn design é uma disciplina que combina arte e técnica, permitindo que designers expressem sua visão através de diferentes tipos de fios e suas propriedades.
Importância do Yarn Design na Moda
No mundo da moda, o yarn design desempenha um papel crucial na definição do estilo e da identidade de uma coleção. A escolha do fio certo pode transformar uma peça simples em uma obra de arte. Designers utilizam técnicas de yarn design para criar texturas únicas, que não apenas atraem visualmente, mas também proporcionam conforto e durabilidade. Além disso, a inovação no uso de fios pode levar a tendências que influenciam toda a indústria da moda.
Técnicas de Yarn Design
Existem diversas técnicas utilizadas no yarn design, como tricô, crochê, tecelagem e bordado. Cada uma dessas técnicas oferece possibilidades distintas de criação e pode ser combinada para resultados ainda mais surpreendentes. Por exemplo, o tricô pode ser utilizado para criar peças volumosas e quentes, enquanto o crochê é ideal para detalhes delicados e rendados. A escolha da técnica depende do efeito desejado e do tipo de fio utilizado.
Tipos de Fios Utilizados no Yarn Design
Os fios utilizados no yarn design podem variar amplamente em termos de composição, espessura e textura. Fios naturais, como lã, algodão e linho, são populares por suas propriedades únicas, enquanto fios sintéticos, como acrílico e poliéster, oferecem durabilidade e facilidade de cuidado. A combinação de diferentes tipos de fios pode resultar em efeitos visuais e táteis interessantes, ampliando as possibilidades criativas do designer.
Yarn Design e Sustentabilidade
A sustentabilidade é uma preocupação crescente no yarn design, levando designers a buscar materiais ecológicos e processos de produção éticos. O uso de fios reciclados, orgânicos ou provenientes de fontes sustentáveis é uma tendência que vem ganhando força. Além disso, técnicas que minimizam o desperdício de material durante a produção são cada vez mais valorizadas, refletindo uma consciência ambiental no setor da moda e do design.
Yarn Design em Decoração de Interiores
O yarn design não se limita apenas à moda; ele também encontra seu espaço na decoração de interiores. Tecidos feitos com fios cuidadosamente escolhidos podem ser utilizados em cortinas, almofadas, tapetes e outros elementos decorativos. A versatilidade do yarn design permite que os profissionais criem ambientes aconchegantes e personalizados, refletindo a personalidade dos moradores e a estética desejada.
Inovação e Tendências em Yarn Design
A inovação é uma parte essencial do yarn design, com novas técnicas e materiais sendo constantemente desenvolvidos. Tendências como o uso de fios tecnológicos, que oferecem propriedades como resistência à água ou controle de temperatura, estão se tornando populares. Além disso, a personalização e a customização de peças através do yarn design estão em alta, permitindo que os consumidores tenham produtos únicos e feitos sob medida.
Yarn Design e a Experiência do Consumidor
A experiência do consumidor é fundamental no yarn design, pois a interação com o produto final pode influenciar a percepção de qualidade e valor. Designers que consideram a ergonomia e a funcionalidade em suas criações tendem a oferecer produtos que não apenas agradam visualmente, mas também proporcionam conforto e praticidade. Essa abordagem centrada no usuário é essencial para o sucesso no mercado competitivo atual.
Futuro do Yarn Design
O futuro do yarn design parece promissor, com a contínua evolução das tecnologias e a crescente demanda por produtos personalizados e sustentáveis. A integração de técnicas tradicionais com inovações modernas pode resultar em criações surpreendentes que atendem às necessidades e desejos dos consumidores. À medida que o mercado se adapta às novas realidades, o yarn design continuará a ser uma área vibrante e dinâmica dentro do setor criativo.
Tecnologia
Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?
O trabalho da Nvidia no desenvolvimento de chips de Inteligência Artificial lhe garantiu o status de empresa mais valiosa do mundo, com um valor estimado em 4,56 trilhões de dólares.
Com a ascensão meteórica da companhia nos últimos anos, torna-se especialmente interessante entender como a Nvidia busca reter e atrair talentos por meio de compensações financeiras.
Como informa o site Business Insider, a Nvidia não divulga os salários de seus funcionários, o que faz com que seja possível ter apenas uma estimativa a partir de documentos enviados ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para a solicitação de vistos H-1B — um tipo de visto que permite que empresas norte-americanas contratem profissionais estrangeiros altamente qualificados.
A partir desses documentos, é possível observar que o salário-base de um engenheiro de software na Nvidia varia entre US$ 92 mil e US$ 425,5 mil por ano. Já os cientistas de pesquisa recebem entre US$ 104 mil e US$ 431,25 mil (cerca de 87.574 a 363.254 euros) anuais. Um gerente de produto, por sua vez, pode ganhar entre US$ 131.029 e US$ 379.500 (aproximadamente 110.369 a 319.664 euros) por ano.
É importante destacar que esses valores não incluem bônus nem participação acionária, o que significa que a remuneração total pode alcançar patamares significativamente mais altos.
A “guerra por talentos” entre as gigantes da tecnologia nos Estados Unidos se intensificou nos últimos anos, com a área de Inteligência Artificial se tornando um verdadeiro campo de batalha, no qual empresas como Meta, OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Apple, entre outras, disputam os principais especialistas do setor.
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Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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