Tecnologia
Golpe do toque fantasma rouba dados do cartão por aproximação
(FOLHAPRESS) – O golpe do toque fantasma é a mais nova armadilha no mundo dos crimes virtuais para roubar valores de quem usa o cartão por aproximação, seja para pagamentos no crédito ou no débito.
A fraude consiste em roubar os dados do cartão do usuário de forma fantasma, sem que ele perceba, por meio de um aplicativo que a própria pessoa instala no seu celular a pedido do golpista.
Os criminosos exploram a tecnologia NFC (Near Field Communication), utilizada em pagamentos por aproximação com cartões, celulares e relógios digitais.
A fraude tem sido monitorada pela empresa de segurança na internet e proteção de dados Kaspersky e seu funcionamento foi detalhado na Semana de Cibersegurança, em Manaus (AM).
Segundo Anderson Leite, analista sênior de segurança da Kaspersky, a tática teve origem na Ásia, onde grupos criminosos compartilhavam cartões roubados e realizavam transações de forma remota entre diferentes cidades, utilizando a tecnologia e a engenharia social.
Agora, o golpe começa a ganhar força no Brasil, com adaptações para o público local, e já foi localizado em toda a América Latina. De acordo com ele, a fraude utiliza não só a tecnologia, mas a psicologia para convencer o cidadão a instalar um aplicativo no celular e, depois, aproximar o cartão, fazendo com que os dados sejam roubados.
O “ghost tap” ou “toque fantasma” utiliza engenharia social e malware (vírus malicioso) para enganar a vítima e executar a transação de forma remota e em tempo real.
O primeiro malware identificado com essa capacidade foi o N-Gate, no início de 2024. Em seguida, surgiram o Supercard (final de 2024) e, recentemente, o GhostNFC, que começou a circular entre julho e agosto de 2025. Em um dos casos, foi identificado um brasileiro no meio dos golpistas.
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COMO FUNCIONA O GOLPE DO TOQUE FANTASMA?
A fraude funciona da seguinte forma: o golpista telefona para o cliente fazendo se passar por representante do seu banco ou da operadora de cartão de crédito. Ao ser atendido, informa que precisa validar os dados do cartão e que, para isso, é necessário que se baixe um aplicativo no celular.
Ele envia o app por SMS, WhatsApp ou email para a vítima. Ao baixá-lo, o cidadão é orientado a aproximar o seu cartão ao celular para validar os dados. É neste momento que ocorre o roubo do código gerado por NFC, um token temporário que dura de 20 a 30 segundos. Há casos em que o falso programa pede, inclusive, a senha de pagamentos do usuário.
A distância e de forma fantasma, utilizando um outro celular, o criminoso captura os dados da operação NFC. Com essas informações, começa a fazer pagamentos, compras e transferências em nome da vítima em uma máquina de pagamento que está próxima do celular do golpista.
Segundo Leite, em geral, o fraudador começa a fazer várias compras de pequeno valor. Se tiver a senha, no entanto, pode fazer transferências ou compras de alto valor, deixando o prejuízo com o usuário.
QUAL A DIFERENÇA ENTRE A MÃO FANTASMA E O TOQUE FANTASMA?
O golpe da mão fantasma e o golpe do toque fantasma tem objetivos diferentes, mas que levam a prejuízo financeiro para as vítimas. No caso do primeiro, o objetivo é realizar roubar de dinheiro por internet banking ou aplicativo do banco no celular. No caso do toque fantasma, o objetivo é fraudar o cartão de crédito ou débito para realizar compras.
A forma de agir também é diferente. No mão fantasma, é necessário que a vítima baixe e instale um trojan bancário que permite o acesso remoto ao celular ou computador. Então existe uma infecção do dispositivo.
Já no golpe do toque fantasma, o criminoso precisa ter dois celulares, um com o programa malicioso, em geral instalado pela vítima no próprio celular, e o outro que fará a fraude em si, de forma fantasma, roubando o token NFC, e que estará com o golpista.
E SE A VÍTIMA TIVER O CARTÃO ROUBADO?
Uma outra forma de ocorrer o golpe do toque fantasma é se o cartão for roubado. Do mesmo modo e de forma fantasma, o golpista usa o cartão por aproximação em um celular com app criado para roubar os dados, e tem acesso às informações do cliente.
A diferença é que, neste caso, não terá a senha, porém, ele poderá realizar gastos até o limite de compra autorizado pelo banco para pagamentos por aproximação.
COMO A FRAUDE É POSSÍVEL?
A fraude ocorre porque cada transação NFC gera um token criptografado único, que só pode ser usado uma vez e em tempo real para compras e pagamentos.
Esse token não pode ser reaproveitado, o que protege o usuário contra interceptações convencionais, mas no toque fantasma, a transação ocorre simultaneamente entre vítima e golpista, o que permite o uso do código em tempo real.
USO DE PSICOLOGIA E BOA-FÉ
Fábio Assolini, gerente da Kaspersky para a América Latina, afirma que o que mais vem preocupando empresas de cibersegurança são os golpes com uso da psicologia, agindo com a boa-fé das pessoas.
Esse tipo de golpe, segundo ele, é muito difícil de evitar e, caso o cidadão tenha prejuízo, nem sempre consegue ser ressarcido, porque ele mesmo baixou o aplicativo e fez a aproximação, ou seja, praticamente forneceu seus dados ao golpista.
Leite considera que o ponto mais preocupante no golpe do toque fantasma é a ligação telefônica como forma de persuasão do usuário. Quando o criminoso já possui alguns dados da vítima -como CPF ou nome completo-, diz ele, a abordagem se torna ainda mais convincente.
“O ataque mais preocupante não é o tecnológico, mas a forma como se convence. Na minha opinião, [neste golpe] é a ligação para a vítima”, afirma o analista de cibersegurança.
O QUE FAZER PARA NÃO SER VÍTIMA DE GOLPE?
Uma das formas de se proteger, segundo Leite, é nunca clicar em link ou baixar programas que sejam enviados por SMS, WhatsApp ou email. O usuário deve baixar apenas apps que estejam na loja oficial do sistema operacional do seu celular, ou seja, Google Play ou Apple Store.
Outra dica é ligar para o banco -nos números oficiais- se for procurado por alguém dizendo que é preciso validar seus dados. E o mais importante: lembrar que, no Brasil, os bancos não costumam ligar solicitando dados do cliente ou pedindo para validar cartão ou mesmo baixar aplicativos.
No caso de cartões roubados que tenham pagamento por aproximação, a dica é bloqueá-los imediatamente e registrar o quanto antes um boletim de ocorrência para provar que foi vítima de crime. Nestes casos, é mais fácil ser ressarcido.
OUTRAS DICAS SÃO:
– Nunca informe sua senha ou PIN em apps que não sejam o oficial do banco
– Ative limites de transações no cartão de crédito ou débito, conforme seu perfil de gastos
– Esteja atento a mensagens que criem pânico ou urgência, táticas clássicas de engenharia social utilizada em alguns golpes
CUIDADOS EXTRAS PARA QUEM USA CARTÃO CORPORATIVO
Usuários com cartão corporativo devem ter cuidados redobrados e jamais baixar ou fazer qualquer coisa a mando ou pedido de outra pessoa. Nestes casos, o trabalhador poderá ter de ressarcir a empresa e ainda corre o risco de ser demitido ou responder a procedimento interno por ter colocado os dados da companhia em risco.
Os cuidados envolvem não apenas aos cartões corporativos, mas celulares e computadores aos quais o trabalhador tenha acesso. Fábio Assolini diz que os dados de uma empresa devem ser protegidos em primeiro lugar, por isso não se deve clicar em nenhum tipo de link ou baixar qualquer aplicativo que seja.
Os prejuízos para a companhia vão além de transtornos tecnológicos e passam por invasões de sistemas com acesso a dados sensíveis, multas por conta da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e extorsão por criminosos.
SEQUESTRO DE CONTAS CRESCE NO BRASIL
O sequestro de contas cresceu 12% no Brasil nos últimos 12 meses, de julho de 2024 a agosto de 2025, segundo dados da Kaspersky. Esse tipo de crime cibernético consiste acessar dados da empresa, seja porque alguém clicou num link malicioso ou baixou um aplicativo fraudulento.
Os criminosos entram no sistema, mapeiam a situação, criptografam os dados e começam a extorquir as vítimas, segundo Assolini. Como sabem a capacidade financeira da empresa, pedem como resgate valores compatíveis, ou seja, quando o sequestrador entra em contato, mesmo que a companhia negue ter o dinheiro, não o convence.
Depois que o resgate é pago, há ainda uma outra extorsão, ligada ao desbloqueio e devolução total dos dados. E quando se trata de clientes com uma grande base de dados de usuários, como nome completo, endereço e CPF, por exemplo, o prejuízo pode levar a multas por conta da LGPD.
“Acreditamos que os criminosos têm preferido o Brasil por conta da LGPD, pois para não ser responsabilizada pelo vazamento de dados de clientes, a empresa paga o resgate.”
Para ele, no entanto, a LGPD é um avanço em proteção e transparência. “Antes, quando não tínhamos a LGPD, a empresa pagava o resgate e não divulgava nada, deixava o golpe em segredo. Hoje, com o risco de os dados vazarem, elas vêm a público informar a invasão, o que é bom para o usuário”, diz Assolini.
“Sabendo que seus dados estavam expostos, o usuário pode trocar suas senhas e se proteger.”
Tecnologia
Apesar de lucros recorde, líder da Apple admite preocupação com 2026
Apesar do tom positivo da mais recente apresentação de resultados da Apple, o CEO Tim Cook admitiu, durante o evento, que o ano de 2026 pode ser desafiador devido ao aumento no preço da memória RAM.
Vale lembrar que esses componentes estão cada vez mais disputados por empresas de tecnologia que investem no desenvolvimento de infraestrutura para o treinamento de modelos de Inteligência Artificial.
Embora o aumento da demanda por esses componentes não tenha afetado as margens de lucro da Apple no último trimestre, Cook afirmou que o tema pode se tornar uma preocupação maior nos próximos meses.
“Continuamos observando um aumento significativo nos preços de mercado da memória”, afirmou o CEO da Apple, segundo o site Business Insider. “Como sempre, vamos analisar diversas opções para lidar com isso. Há algumas alavancas que podemos acionar. Não sabemos se serão bem-sucedidas, mas temos várias alternativas à disposição.”
Lucros recordes impulsionados pelo iPhone
A Apple divulgou na quinta-feira um lucro trimestral de 42 bilhões de dólares, o que representa um crescimento anual de 16%. O iPhone, principal produto da empresa, alcançou um recorde histórico de vendas.
Os dados financeiros, divulgados após o fechamento de Wall Street, mostram uma receita recorde de 143,756 bilhões de dólares, alta de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelas vendas do iPhone, que cresceram 23%, chegando a 85,269 bilhões de dólares.
“O iPhone teve seu melhor trimestre graças a uma demanda sem precedentes, com recordes em todas as regiões geográficas, e o segmento de Serviços também alcançou uma receita recorde”, afirmou Tim Cook em comunicado.
Durante a videoconferência sobre os resultados, Cook atribuiu a “extraordinária” demanda ao iPhone 17 e às versões Pro e Pro Max, destacando que a linha apresenta o melhor desempenho, o sistema de câmeras mais avançado e maior leveza já vistos.
A receita com produtos da Apple — incluindo iPhone, Mac e iPad — totalizou 113,743 bilhões de dólares, enquanto a área de Serviços, que engloba App Store, iCloud e Apple Music, alcançou 30 bilhões de dólares.
Cook também destacou que há mais de 2,5 bilhões de dispositivos da Apple ativos em todo o mundo.
Geograficamente, todas as regiões registraram crescimento nas vendas. Na China e em mercados próximos, como Taiwan e Hong Kong, o aumento foi de 38%. Nas Américas, que concentram a maior parte das vendas, a alta foi de 11%.
Ao final do exercício fiscal de 2025, encerrado em outubro — já que o ano fiscal da empresa não coincide com o ano civil —, a Apple registrou crescimento anual de 19% no lucro, que atingiu 112 bilhões de dólares, sustentado por um aumento de 6% na receita, que chegou ao patamar inédito de 416 bilhões de dólares.
Atualmente, a Apple possui a terceira maior capitalização de mercado do mundo, avaliada em 3,8 trilhões de dólares.
Leia Também: Por que Plutão não é mais planeta? Como as classificações na astronomia funcionam
Fontes: Notícias ao Minuto
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Por que Plutão não é mais planeta? Como as classificações na astronomia funcionam
Durante séculos, desde que o Sol foi declarado o centro do sistema solar no século XVI, a sociedade manteve a crença de que qualquer objeto orbitando a estrela brilhante seria considerado um planeta. De Mercúrio a Plutão, todo corpo celeste considerado grande o suficiente foi incluído nessa categoria.
Mas, com o tempo, essa categorização tornou-se confusa, especialmente à medida que ficou claro que nem todos os “planetas” são iguais. A astronomia mudou significativamente desde então, e até mesmo Plutão viu seu status de planeta rebaixado a um mero planeta anão. Mas o que exatamente é isso? E o que é necessário para que um planeta seja incluído nessa categoria? Clique nesta galeria para descobrir.
Tecnologia
Pela 1ª vez, missão à Lua terá uma mulher, um negro e um não americano
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Cerca de um dia após sua decolagem, prevista no momento para 6 de fevereiro, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen se tornarão os primeiros seres humanos a deixar a órbita da Terra desde a missão Apollo 17, em dezembro de 1972.
Na prática, é como se eles fossem os primeiros para mais da metade dos terráqueos (cerca de 4,3 bilhões dos 8,2 bilhões de humanos hoje no planeta não estavam vivos naquele ano). Isso dá uma dimensão do aspecto histórico da missão Artemis 2, a primeira do novo programa tripulado da Nasa a levar astronautas até as imediações da Lua.
A escolha do quarteto foi anunciada pela agência espacial americana em 3 de abril de 2023, quase três anos atrás, após reiterados atrasos no cronograma do programa que empurraram a missão para 2024, depois 2025, e finalmente 2026 -agora realmente pronta para voar.
É a primeira vez na história que mais de três pessoas fazem essa jornada ao mesmo tempo. As missões Apollo, realizadas entre 1968 e 1972, só comportavam um trio de astronautas. E o processo de escolha da tripulação envolve uma nova realidade: a da preocupação com a diversidade e com parcerias internacionais.
Parece até estranho falar isso num momento em que a gestão Donald Trump parece abominar ambas as ideias. Mas não era o caso no primeiro mandato dele, em que o governo, ao instituir o programa Artemis, enfatizava a todo momento que enviaria à Lua a primeira mulher e a primeira pessoa não branca.
Se a escalação da tripulação fosse hoje, e não durante a gestão Joe Biden, provavelmente não seria essa a formação do quarteto, já que agora a gestão Trump 2 repudia qualquer afirmação de diversidade (apagando inclusive páginas do site da Nasa que destacavam isso).
Com isso, Christina Koch está prestes a virar a primeira mulher a dar uma volta ao redor da Lua e Victor Glover será o primeiro negro. A terceira novidade é Jeremy Hansen, canadense, que será o primeiro não americano a fazer essa viagem. A Agência Espacial Canadense faz parte do programa Artemis colaborando com elementos para a estação orbital lunar Gateway, que reuniria parceiros tradicionais da Estação Espacial Internacional (ISS) e que o governo Trump também está tentando cancelar.
Com efeito, a participação mais efetiva no programa vinda de fora dos EUA é da Agência Espacial Europeia (ESA), que desenvolveu o módulo de serviço da cápsula Orion, veículo que levará os astronautas às imediações lunares. Com o embarque de um canadense nesse primeiro voo à Lua, os europeus esperam ter um assento para a primeira missão de pouso na superfície lunar, por ora marcada para 2028 (mas com enorme chance de atrasar).
Conheça a seguir os quatro astronautas que farão a primeira jornada circunlunar do século 21.
REID WISEMAN | COMANDANTE
Nascido em 11 de novembro de 1975, em Baltimore, Maryland, Gregory Reid Wiseman tem formação como engenheiro da computação pelo Instituto Politécnico Rensselaer e mestrado em engenharia de sistemas pela Universidade Johns Hopkins, concluído em 2006. Após se formar no Rensselaer, Wiseman se juntou à Marinha americana, onde se tornou aviador em 1999 e participou de diversas operações militares na carreira.
Ele servia como tenente-comandante no porta-aviões USS Dwight D. Eisenhower quando foi escolhido para integrar a turma 20 de astronautas da Nasa, em 2009, em uma disputa que envolveu cerca de 3.500 participantes. Wiseman tinha o forte desejo de se tornar astronautas desde que vira pessoalmente um lançamento do ônibus espacial, em 2001.
Como é comum, levou um tempo até que ele tivesse a oportunidade de ir ao espaço. Aconteceu em maio de 2014, quando foi selecionado para participar das expedições 40 e 41 da ISS, onde passou pouco menos de seis meses trabalhando no complexo orbital, depois de ir até lá em uma cápsula Soyuz.
Em 2020, Wiseman foi selecionado para chefiar o Escritório dos Astronautas, no Centro Espacial Johnson, em Houston, cargo que ocupou até 2022, quando então retornou à escala de voos. A volta foi premiada com a escolha, em 2023, de ser o comandante da histórica Artemis 2 -seu segundo voo espacial.
Hoje com 50 anos, e já aposentado da Marinha, Wiseman é viúvo. Sua esposa, Carroll Wiseman, morreu em 2020, e ele tem duas filhas.
VICTOR GLOVER | PILOTO
Nascido em 30 de abril de 1976, em Pomona, Califórnia, Victor Jerome Glover Jr. se destacou cedo por seu desempenho atlético, tendo jogado futebol americano no ensino médio, o que lhe valeu o prêmio de Atleta do Ano de 1994. Mas desde cedo, encorajado pelo pai, Glover nutria interesse por ciência e engenharia, o que o fez estudar engenharia na Cal Poly (Universidade Estadual Politécnica da Califórnia), formando-se em 1999. Seus interesses esportivos continuaram, envolvendo futebol americano e luta livre.
O avô de Glover havia servido à Força Aérea dos EUA durante a Guerra da Coreia, nos anos 1950, o que certamente também despertou o interesse do neto por aviação. Entre 2007 e 2010, ele obteve mestrados por três instituições diferentes, em engenharia de teste de voo pela Universidade do Ar (da Força Aérea), na Base Edwards, na Califórnia, em engenharia de sistemas na Escola Naval de Pós-Graduação, em Monterrey, Califórnia (mesma instituição e mesmo curso que está no currículo de Marcos Pontes, único astronauta brasileiro e hoje senador), e em arte e ciência militar operacional na Universidade do Ar em Montgomery, Alabama.
Comissionado como alferes na Marinha americana em 1999, ele se formou aviador em 2001 e acumulou ao longo de sua carreira militar mais de 3.000 horas de voo em mais de 40 aeronaves, participando de 24 missões de combate. O nome de guerra de Glover na Marinha é “Ike”, dado por um de seus oficiais comandantes, sigla de “eu sei tudo” (“I know everything”).
Na Nasa, Glover entrou em 2013, como parte da turma 21 de astronautas, concluindo seu treinamento em 2015. Dali a três anos, em 2018, ele seria escolhido como um dos astronautas que fariam parte do programa comercial tripulado, em que membros da Nasa viajariam ao espaço em espaçonaves desenvolvidas pela iniciativa privada. Ele fez parte da segunda tripulação a voar na cápsula Crew Dragon, da SpaceX, em novembro de 2020, em sua primeira missão operacional à ISS. Ele fez parte das expedições 64/65, ficando pouco menos de seis meses no espaço antes de retornar à Terra na mesma cápsula que o levou, a Crew Dragon Resilience, em maio de 2021.
Glover, agora com 49 anos, espera para realizar seu segundo voo ao espaço, contornar a Lua e se tornar o primeiro afro-americano a realizar a façanha. Na Terra, estarão à espera de seu retorno a mulher, Dionna Odom Glover, e quatro filhas.
CHRISTINA KOCH | ESPECIALISTA DE MISSÃO
Ela acaba de comemorar seu 47º aniversário. Christina Hammock Koch, nascida em 29 de janeiro de 1979 em Grand Rapids, Michigan, e criada em Jacksonville, Carolina do Norte, sonhava desde criança em ser astronauta. Ela se formou em física e engenharia elétrica pela Universidade Estadual da Carolina do Norte em Raleigh, onde também concluiu um mestrado em engenharia elétrica em 2002.
Interessada na intersecção entre engenharia e espaço, ela entrou no programa Academia Nasa, do Centro Goddard de Voo Espacial, onde colaborou no desenvolvimento de instrumentação científica que acabou embarcada em diversas missões robóticas da agência espacial americana em astronomia e cosmologia.
Koch também desenvolveu seu lado explorador entre 2004 e 2007, quando fez parte do Programa Antártico dos EUA e passou mais de três anos viajando pelas regiões árticas e antárticas, incluindo uma temporada na Estação Amundsen-Scott, no polo Sul, encarando temperaturas de até -79,4°C.
Entre 2007 e 2009, ela voltou a trabalhar no desenvolvimento de instrumentos científicos, desta vez no APL (Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins), onde contribuiu com equipamentos voltados para a detecção de radiação que foram embarcados nas missões Juno, a Júpiter, e Van Allen Probes, que estudaram a magnetosfera terrestre.
Em 2010, ela voltou a se dedicar a expedições polares e em 2012 trabalhou na Noaa (agência americana ligada a oceanos e atmosfera), até ser escolhida, em 2013, como parte da turma 21 de astronautas da Nasa -colega de Glover. Depois de embarcar vários instrumentos que iriam ao espaço, estava na hora de ela ir por si mesma e realizar o sonho de infância.
Em março de 2019, ela voou até a ISS numa cápsula russa Soyuz e participou das expedições 59/60/61. Seu retorno foi adiado em razão do gerenciamento das escalas do programa de tripulação comercial e ela só voltou ao espaço em 6 de fevereiro, após nada menos que 328 dias em órbita. Com isso, ela bateu o recorde de maior estadia contínua para uma mulher no espaço, superando Peggy Whitson, que havia permanecido por 289 dias.
O ótimo desempenho a credenciou para fazer parte da missão Artemis 2, onde ela baterá um novo recorde -será a primeira mulher a contornar a Lua. Torcendo, de longe, estará o marido, Robert Koch, que mora com ela no Texas.
JEREMY HANSEN | ESPECIALISTA DE MISSÃO
Outro que acaba de fazer aniversário. Nascido em 27 de janeiro de 1976, em London, Ontário (Canadá), Jery Roger Hansen é o único tripulante da Artemis 2 que não teve experiência pregressa no espaço.
Criado numa fazenda, Hansen cresceu olhando para as estrelas. Hansen entrou para a Força Aérea Real Canadense em 1994 e frequentou o Colégio Real Militar em Kingston, Ontário, onde se formou bacharel em ciência espacial em 1999. Na mesma instituição, em 2000, ele obteve um mestrado em física, com um foco de pesquisa em rastreamento de satélites. Além de ser astronauta da CSA (Agência Espacial Canadense), ele segue com vínculo à Aeronáutica de seu país, com a patente de coronel.
A exemplo de outros astronautas canadenses, Hansen foi formado pela Nasa, ao fazer parte da turma 20, de 2009, como colega de Wiseman. E, além de astronauta, ele também é um cavenauta e um aquanauta. Em 2013, fez parte do treinamento CAVES, da Agência Espacial Europeia, ao lado de outros astronautas de várias nacionalidades. Em 2014, ele fez parte da tripulação do laboratório Aquarius, durante a missão de exploração submarina NEEMO 19, que durou sete dias.
Em 2023, ele finalmente foi escalado para sua primeira missão espacial, e valeu a pena esperar: na Artemis 2, Hansen se tornará, aos 50 anos, o primeiro canadense e o primeiro não americano a viajar às imediações da Lua. Em casa, ele terá a torcida de Catherine Hansen, sua esposa e reconhecida especialista em saúde da mulher, e três filhos.
Leia Também: Vídeo da NASA mostra como será o ‘ensaio geral’ do regresso à Lua
Fontes: Notícias ao Minuto
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