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Grag Queen compara retorno do Drag Race Brasil a ‘segundo date’
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Quase dois anos após a carioca Organzza se tornar a primeira Drag Superstar do Brasil, vem aí uma nova leva de concorrentes ao posto. Estreia nesta quinta-feira (10) no serviço de streaming WOW Presents Plus a segunda temporada do Drag Race Brasil, versão brasileira do icônico RuPaul’s Drag Race.
Apresentadora da edição tupiniquim, a cantora Grag Queen diz que ter a primeira leva de episódios como referência foi proveitoso. “É que nem o segundo date com o boy: você já sabe do que ele gosta, então tem mais chances de acertar”, compara em entrevista à reportagem.
Apesar disso, ela diz que o frio na barriga de comandar a atração que coloca drag queens para competir em provas que testam atuação, canto e estilo, entre muitas outras habilidades, segue o mesmo. Até porque cada edição é única.
“A gente sempre troca as soldadinhas desse jogo de xadrez”, comenta. “Então elas sempre trazem esse material orgânico singular, que são elas, as histórias delas, o coração delas. Isso é muito rico.”
Um dos jurados fixos do programa, o estilista Dudu Bertholini admite que a responsabilidade é um pouco maior no segundo ano, já que o público espera que eventuais deslizes da primeira temporada tenham sido corrigidos. “Acho que a gente entende mais o caminho que estamos percorrendo, então chegamos mais seguras, conhecendo mais o nosso território, não só nós, como também as queens, as participantes”, avalia.
Ele destaca que o novo grupo de participantes tem talento “para ganhar o Brasil e o mundo” -algo que não deve ser levado como hipérbole, já que o reality show é transmitido para cerca de 190 países. “Uma coisa que salta muito ao meu olhar é a conversa que elas têm com a cultura brasileira, sem estereotipá-la”, afirma. “Quando vejo elas falando da própria cultura através da arte drag, é algo que me emociona e que eu acho que está fortalecido nesta temporada.”
A humorista Bruna Braga, que completa o júri fixo, diz que, pelo fato de agora as participantes já terem uma referência anterior, eles serão mais exigentes. “A gente tomou cobrança, levou chicotada, bordoada, então a gente vai ser ruim também”, brinca.
“Na primeira temporada, a gente ensinou como faz, então está todo mundo um pouco mais ciente”, explica. “Vamos cobrar um pouco mais porque a gente sabe que as participantes já sabem como funciona. As primeiras queens mostraram como é que abre o caminho. Elas correram pra que agora elas pudessem andar –ou andaram para que elas agora pudessem correr (risos).”
CONHEÇA AS QUEENS
Desta vez, o programa apresenta um grupo de dez concorrentes, vindas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Paraíba e Espírito Santo, além do Distrito Federal. Além dos “looks bafônicos” e do humor quebrado com tempero brasileiro, elas também emprestam ao programa as próprias existências.
Aos 37 anos, Bhelchi, que é de Pirituba (zona noroeste de São Paulo), começou a “se montar” durante a pandemia. “Foi um momento recluso, em que a gente estava ali sem esperança, sem alegrias. E eu acho que foi uma coisa que me salvou naquele momento”, conta.
Com formação em dança, ela diz que seu nome drag -o nome real é Jonathan- é inspirado em Belchior (1946-2017) e aponta a sensibilidade como ponto em comum com o cantor. “É uma coisa que às vezes me coloca pra frente, mas que também me derruba porque eu sou extremamente sentimental.”
De Carnaíba, no sertão pernambucano, Ruby Nox atua na cena drag de Recife há cerca de 12 anos. “Tento sempre levar representatividade no meu trabalho e honrar aquelas que vieram antes de mim, as grandes lendas da arte transformista pernambucana”, diz, orgulhosa.
A primeira vez que se montou foi para se apresentar como Rihanna em uma boate local, mas já brincava com maquiagem e roupas femininas “desde pequena”. “Acho que é parte de quem eu sou”, comenta ela, que revela que a inspiração para o nome drag foi uma vilã de novela mexicana.
“Quando eu assistia, eu amava aquela vibe sexy, então eu me inspiro nessa vibe meio vilanesca, sexy, ousada”, explica. Mas será que isso é um spoiler sobre quem vai ser a “vilã” da temporada? “Será? Eu tento, eu tento”, brinca.
Melina Blley também começou a experimentar com a arte drag bem cedo, quando tinha estava no ensino médio. Nascida na Paraíba e moradora do Rio de Janeiro, ela diz que não se escondia. “Sempre fui uma criança muito de bater de frente sobre quem eu sou”, conta. “Eu tinha um grupo de amigos que estava se descobrindo, então a gente curtia e se divertia com aquilo. Com o tempo, fui ficando e me profissionalizando… e estou aí até hoje.”
A personagem se inspira nas figuras femininas que povoaram a vida do intérprete. “Fui criado por várias mulheres e tento colocar essa força que elas sempre me passaram em suas diferentes versões”, conta. “Foram elas que me fizeram ser quem eu sou hoje em dia.”
“Obcecada” pelo programa desde que descobriu que existia, Melina diz que está tranquila com a visibilidade que a atração pode lhe trazer (e com o que vem junto com ela). “Já teve um comentário nas minhas redes sociais que eu falei assim: ‘Nossa, meu primeiro hater, vou guardar no coração’. Se você tem hater, amor, é porque você está sendo visto, não é?”
Também moradora do Rio de Janeiro, a pernambucana Poseidon Drag se mudou para a capital carioca para concluir a formação em teatro. Após vencer um concurso em 2015 e de ficar conhecida pela performance de um número do musical “Chicago”, ela foi convidada a trabalhar na casa noturna Pink Flamingo, na zona sul da cidade, onde costuma haver apresentações de drags. “Sou residente de lá há seis anos”, comemora.
O nome emprestado do deus grego dos mares não é em vão. “A Poseidon tomou conta da minha vida justamente porque ela tem a potência de ser na sociedade o que a gente não tem coragem de ser pelo julgamento, pelo preconceito”, explica. “Ela é esse escudo e tem essa força que eu, José, não tenho”, diz, referindo-se ao nome de registro.
Sobre a competição, que já está totalmente gravada, Poseidon diz que nem sempre foi fácil ouvir o que os outros tinham a dizer sobre ela. “É muito difícil ser julgada porque às vezes a gente idealiza uma coisa que infelizmente o jurado ele não vê”, comenta. “Às vezes você executa de uma forma que não fica tão explícita -e às vezes precisaria ficar.”
Fazendo drag profissionalmente há três anos, Adora Black diz que aprendeu sozinha a se maquiar. “Sempre fui muito talentosa”, brinca. “Não, o segredo é que eu já trabalhava em salão, já fazia cabelo e maquiagem nos outros, então facilitou demais para mim”, explica. “Também desenho desde os cinco anos de idade, o que me ajudou a desenvolver os meus looks, o meu senso estético e esse bapho todo.”
Nascida e criada na Cidade Ocidental, no entorno de Brasília, ela conta que a cena drag local “é muito foda”, mas que faltam mais oportunidades. Também há mais dificuldade em conseguir materiais para montar os looks que em grandes centros como São Paulo ou Rio, mas ela acaba compensando isso com criatividade e esforço.
Ainda assim, o nervosismo de “baby drag” pesou no começo do programa. “O primeiro episódio inteiro, eu fiquei fora da realidade. Tipo: ‘Meu Deus, o que eu, uma bichinha de cidade pequena, está fazendo aqui? Mas depois fui me acostumando e entendendo que era o meu lugar e as coisas foram fluindo.”
Enquanto isso, Paola Hoffmann Van Cartier entra na competição com 20 anos de montação em Vila Velha, no Espírito Santo. “Eu tinha 16 anos, queria ir pra boate, mas não podia entrar porque era menor de idade”, lembra. “Comecei a me montar por isso, mas me apaixonei pela arte drag e acho que foi a melhor coisa que fiz da minha vida.”
Paola se define como uma drag de “extrema elegância”. “É a beleza na sua forma mais bela e estonteante”, comenta. “Agora o Plínio, que sou eu fora da Paola, é uma pessoa mais tímida, sem graça e que precisa de uma certa intimidade para conversar com as pessoas.”
Nas duas décadas em que se dedica a esse universo, a capixaba diz que viu muitas mudanças –nem todas para melhor. “Quando comecei, minha cidade tinha mais casas noturnas que abriam as portas para a arte drag”, afirma. “Pelo menos tem uma parte da arte drag que está sendo vista e sendo contemplada, mas acho que temos muitas performers que merecem um palco para se apresentar.”
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Neymar causa burburinho ao curtir post com fotos de Bruna Marquezine
Neymar Jr. movimentou as redes sociais nesta segunda-feira (15) ao curtir uma publicação em que Bruna Marquezine aparece. O post foi feito pelo influenciador Lucas Guedez, que compartilhou fotos da festa de 30 anos e mostrou registros ao lado da atriz, ex-namorada do jogador.
Após a repercussão, Neymar retirou a curtida do post, mas prints da interação já circulavam entre internautas.
[Legenda]© Reprodução- Instagram
O relacionamento de Neymar e Bruna foi marcado por idas e vindas entre 2013 e 2018. Atualmente, a atriz está solteira desde o fim do namoro com o ator João Guilherme, com quem mantém amizade.
Neymar é casado com a modelo Bruna Biancardi, com quem tem duas filhas: Mavie, de 1 ano e 10 meses, e Mel, de 2 meses. Ele também é pai de Davi Lucca, de 14 anos, e Helena, de 1 ano.
Fonte: Notícias ao Minuto
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Estátua de Preta Gil é inaugurada em Copacabana ao lado da de Gilberto Gil
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A memória de Preta Gil (1974-2025) ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (15), quando a orla de Copacabana recebeu uma estátua da artista em frente ao tradicional Copacabana Palace.
A escultura foi instalada ao lado da imagem de Gilberto Gil, pai da cantora, eternizando na paisagem carioca a ligação entre os dois e sua contribuição para a música brasileira.
O monumento é fruto de uma mobilização dos fãs, que pediram para que Preta também fosse lembrada no espaço. A homenagem foi organizada pelo quiosque Areia MPB, administrado pela Orla Rio, o mesmo responsável por erguer a estátua de Gilberto Gil em 2023. A escolha do local também não é por acaso: o ponto fica próximo à residência do cantor, reforçando a ligação da família com a cidade.
Preta Gil morreu em julho deste ano, aos 50 anos, vítima de complicações de um câncer no intestino. A perda abalou o meio artístico e o público, que desde então tem promovido uma série de tributos para manter viva sua trajetória.
Recentemente, o trajeto oficial dos megablocos do Rio foi rebatizado como “Circuito Preta Gil”, reconhecimento à sua forte presença no Carnaval carioca.
Na carreira musical, Preta começou relativamente tarde, aos 29 anos, após atuar como produtora e publicitária. Seu álbum de estreia, “Prêt-à-Porter” (2003), trouxe sucessos como “Sinais de Fogo”, composta por Ana Carolina, e marcou sua chegada ao cenário nacional. Ao longo dos anos, consolidou-se como uma artista defensora da diversidade e da liberdade de expressão, além de se tornar símbolo de representatividade e alegria nos palcos.
“A estátua da Preta nasceu de um pedido dos próprios fãs, que queriam vê-la eternizada ao lado da de seu pai. Para nós, é uma honra atender a esse desejo e transformar o Quiosque Areia em um espaço de memória e afeto. Mais do que uma homenagem, é um símbolo da força da música brasileira e da conexão entre gerações”, afirmou Bruno de Paula, sócio do Areia MPB.
Na inauguração da estátua, o clima foi de emoção. Para os organizadores, o gesto é mais do que um marco cultural, é também uma forma de manter viva a memória de uma artista que sempre buscou transformar afetos em música.
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Me sentindo estranha, diz Deborah Secco sobre baixa autoestima
RIO DE JANEIRO, SP (FOLHAPRESS) – Deborah Secco acordou se sentindo estranha no fim de semana. “Nem feia nem bonita, só estranha mesmo”, disse a atriz em um vídeo postado em sua conta no Instagram, no qual narra um dia em que sua autoestima esteve abalada.
A atriz, aparentemente no quarto de casa (ou no closet), fez um desabafo e deixou uma mensagem positiva a seus mais de 26 milhões de seguidores. Ela contou que a sensação de que estava num dia ruim, “com a cara meio amassada, o cabelo entre o revoltado e o cacheado, uma espinha querendo nascer no meu queixo para fazer network” não a impediu de cumprir seus compromissos.
“A autoestima não é constante, ela some sem avisar”, continuou a atriz, que em seguida contou o que fez para lidar com a sensação de que não estava bem: se arrumou “para fingir que estava tudo sob controle” e saiu, “meio improvisada, meio segura, meio tanto faz”.
Um elogio no elevador fez com que tudo mudasse, o que a levou a refletir sobre a importância de seguir em frente, mesmo em dias ruins. “Autoestima é gostar da gente mesmo nesses dias, a beleza de verdade é a coragem de continuar se olhando com carinho, com amor”, finalizou.
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