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Hackers atacam software da Microsoft e invadem dezenas de empresas no mundo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Hackers exploraram uma falha de segurança em um software da Microsoft usado no mundo inteiro para lançar uma ofensiva contra agências governamentais e empresas nos últimos dias, invadindo órgãos federais e estaduais dos Estados Unidos, universidades (incluindo uma brasileira que não teve o nome divulgado) e empresas, de acordo com autoridades e pesquisadores.

O governo dos EUA e parceiros no Canadá e na Austrália investigam o comprometimento dos servidores locais do SharePoint, plataforma para compartilhar e gerenciar documentos na nuvem. Dezenas de milhares desses servidores estão em risco, segundo especialistas.

O ataque foi identificado na sexta-feira (18) por uma empresa de cibersegurança com sede na Holanda chamada Eye Security. Ainda não há informações sobre a organização responsável pelo ataque nem sobre seu objetivo.

A Microsoft emitiu um alerta sobre “ataques ativos” ao software no sábado (19) e disse que as vulnerabilidades se aplicam apenas aos servidores do SharePoint usados dentro das organizações. Ela informou que o SharePoint Online no Microsoft 365, que está na nuvem, não foi atingido pelos ataques.

No alerta, a Microsoft disse que uma vulnerabilidade “permite que um invasor autorizado realize spoofing em uma rede”, e emitiu recomendações para impedir que os invasores a explorem.

Em um ataque de spoofing, um agente pode manipular os mercados ou agências financeiras ocultando a identidade do agente e aparentando ser uma pessoa, organização ou site confiável.

“Estamos coordenando de perto com a Cisa [Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA], o Comando de Defesa Cibernética do DOD e os principais parceiros de segurança cibernética em todo o mundo durante toda a nossa resposta”, disse um porta-voz da Microsoft.

A empresa afirma que emitiu atualizações de segurança e pediu aos clientes que as instalassem imediatamente. De acordo com a Microsoft, os usuários devem fazer as modificações nos programas do servidor SharePoint ou simplesmente desconectá-los da internet para conter a violação.

O FBI disse no domingo (20) que está ciente dos ataques e está trabalhando em estreita colaboração com seus parceiros federais e do setor privado, mas não forneceu outros detalhes.

ATAQUE “DIA ZERO”

De acordo com o jornal Washington Post, o ataque chamado de “Dia Zero” -denominado desta forma porque visava uma vulnerabilidade desconhecida- permitiu que espiões invadissem servidores vulneráveis e, potencialmente, criassem uma porta de entrada para garantir acesso contínuo às organizações vítimas.

Com acesso a esses servidores, que frequentemente se conectam ao email Outlook, Teams e outros serviços essenciais, uma violação pode levar ao roubo de dados sensíveis, bem como à coleta de senhas, observou a Eye Security.

Os pesquisadores alertaram ainda que os hackers obtiveram acesso a chaves que podem permitir que eles recuperem a entrada mesmo depois que um sistema tenha sido corrigido.

Segundo especialistas em cibersegurança, a falha pode ter comprometido milhares de dados. “Qualquer pessoa que tenha um servidor SharePoint hospedado tem um problema”, afirmou Adam Meyers, vice-presidente sênior da empresa de cibersegurança CrowdStrike. “É uma vulnerabilidade significativa.”

“Identificamos dezenas de organizações comprometidas abrangendo setores comerciais e governamentais”, afirmou Pete Renals, gerente sênior da Unit 42 da Palo Alto Networks.

A Eye Security e a Fundação Shadowserver, duas empresas de cibersegurança que ajudaram a identificar o ataque, afirmaram que o número de organizações atingidas chegou a cem. A Shadowserver afirmou que a maioria dos afetados estava nos EUA e na Alemanha.

Especialistas em cibersegurança ouvidos pelo Washington Post mencionaram que uma universidade no Brasil e uma agência governamental na Espanha também foram atacadas. As organizações atingidas não tiveram a identidade revelada, porém as duas empresas alertaram as autoridades de cada país.

De acordo com Vaisha Bernard, líder de hack da Eye Security, uma campanha de invasão direcionada a um de seus clientes foi descoberta na sexta-feira (18). Foram adotadas medidas para conter o ataque, mas a empresa disse não saber o que pode ter sido feito durante esse intervalo.

“Quem sabe o que outros adversários têm feito desde então para colocar outras ‘backdoors'”, comentou Bernard em entrevista à agência de notícias Reuters. Um pesquisador ouvido pelo The Washington Post alertou que a demora da Microsoft para emitir o alerta pode ter comprometido mais a situação.

Segundo o Washington Post, não está claro quem foi o autor do ataque e qual é seu objetivo final. Uma empresa de pesquisa privada descobriu que os hackers estavam mirando servidores na China, bem como uma legislatura estadual no leste dos Estados Unidos.

A Eye Security disse que rastreou cerca de 100 violações, incluindo em uma empresa de energia em um grande estado dos EUA e várias agências governamentais europeias.

Pelo menos duas agências federais dos EUA tiveram seus servidores violados, segundo pesquisadores, que disseram que acordos de confidencialidade com as vítimas os impedem de nomear os alvos.

Um funcionário estadual no leste dos EUA disse que os atacantes “sequestraram” um repositório de documentos fornecidos ao público para ajudar os residentes a entender como seu governo funciona. A agência envolvida não pode mais acessar o material, mas não estava claro se ele foi excluído.

Tais ataques de “limpeza” são raros, e este deixou funcionários alarmados em outros estados à medida que a notícia se espalhou. Algumas empresas de segurança disseram que não viram exclusões nos ataques ao SharePoint, apenas o roubo de chaves criptográficas que permitiriam aos hackers reentrar nos servidores.

No Arizona, funcionários de cibersegurança estavam se reunindo com autoridades estaduais, locais e tribais para avaliar possíveis vulnerabilidades e compartilhar informações. Uma pessoa ouvida pelo Washington Post com acesso ao caso disse que foi estabelecida uma “correria louca” em todo os EUA para resolver o problema.

As violações ocorreram depois que a Microsoft corrigiu uma falha de segurança este mês. Os hackers perceberam que poderiam usar uma vulnerabilidade semelhante, de acordo com a Cisa (Agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestrutura) do Departamento de Segurança Interna.

A porta-voz da Cisa, Marci McCarthy, disse que a agência foi alertada sobre o problema na sexta-feira por uma empresa de pesquisa cibernética e imediatamente contatou a Microsoft.

A Microsoft foi criticada no passado por emitir correções muito estreitamente projetadas e deixar caminhos semelhantes abertos para ataques.

Um dos maiores fornecedores de tecnologia para governos, a big tech teve outros grandes problemas nos últimos dois anos, incluindo violações de suas próprias redes corporativas e emails de executivos. Uma falha de programação em seus serviços de nuvem também permitiu que hackers apoiados pela China roubassem emails de funcionários federais.

Na sexta-feira, a Microsoft disse que deixaria de usar engenheiros baseados na China para apoiar programas de computação em nuvem do Departamento de Defesa após um relatório do veículo investigativo ProPublica revelar a prática, levando o Secretário de Defesa Pete Hegseth a ordenar uma revisão dos acordos de nuvem do Pentágono.

O Centro sem fins lucrativos para Segurança na Internet, que mantém um grupo de compartilhamento de informações para governos estaduais e locais nos EUA, notificou cerca de cem organizações que estavam vulneráveis e potencialmente comprometidas, afirmou Randy Rose, vice-presidente da organização. Entre os alertados estavam escolas públicas e universidades.

O processo levou seis horas na noite de sábado -muito mais tempo do que levaria normalmente, porque as equipes de inteligência de ameaças e resposta a incidentes foram reduzidas em 65% à medida que a Cisa cortou o financiamento, avaliou Rose.

Apesar de a Cisa ser liderada por um diretor interino, já que o indicado Sean Plankey não foi confirmado, funcionários da agência têm “trabalhado ininterruptamente” no problema, disse a porta-voz da entidade. “Ninguém esteve dormindo no volante.”

Além das empresas nos EUA e na Alemanha e a universidade brasileira, uma agência governamental na Espanha também foi alvo do ataque, segundo pesquisadores de cibersegurança ouvidos pelo Washington Post.

O Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido disse em uma declaração que tinha conhecimento de “um número limitado” de alvos no Reino Unido.



Fontes: Notícias ao Minuto

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Após ensaio, Nasa decide tentar lançar missão lunar Artemis 2 só em março

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(FOLHAPRESS) – A Nasa tentará em março lançar a missão Artemis 2, cujo objetivo é levar humanos em uma viagem ao redor da Lua. A agência tomou a decisão após o ensaio concluído nesta terça-feira (3) no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, nos Estados Unidos.

Antes, havia a possibilidade de voo ainda neste mês, entre os dias 6 e 8 ou nos dias 10 e 11.

Porém, decidiu-se esperar até o mês que vem para que as equipes possam avaliar melhor os dados deste primeiro ensaio, também chamado de “wet dress”, a Nasa decidiu passar a mirar as janelas de lançamento do mês que vem.

O primeiro dia da janela de lançamento em março é o dia 6. O calendário inclui os dias 7, 8, 9 e 11. Depois, caso também não seja possível no próximo mês, há datas possíveis em abril -1º, de 3 a 6 e 30.

Antes de qualquer tentativa de lançamento, a Nasa ainda pretende realizar um segundo “wet dress”, que em linhas gerais consiste em uma simulação de lançamento com diversos testes com o foguete SLS e a cápsula Orion já na plataforma de lançamento.

Segundo a Nasa, neste primeiro teste, por exemplo, houve o abastecimento do foguete para avaliar possíveis problemas.

Com a mudança de janela, a agência afirmou que Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen vão ser liberados da quarentena em Houston. O quarteto estava isolado desde o dia 21 de janeiro para garantir que não houvesse exposição a doenças que pudessem comprometer a missão.

Eles devem entrar em isolamento novamente em torno de duas semanas antes da próxima janela de lançamento. Quando enfim embarcarem na viagem lunar eles se tornarão os primeiros seres humanos a deixar a órbita da Terra desde a missão Apollo 17, em dezembro de 1972.

NASA explica em vídeo a Artemis II, ensaio antes do retorno à Lua

Missão tripulada deve ser lançada em 6 de fevereiro e funcionará como um ensaio geral para o retorno de astronautas à superfície lunar. O voo vai testar os sistemas da cápsula Orion e preparar o caminho para a Artemis III, que prevê o pouso na Lua

Notícias ao Minuto | 07:40 – 03/02/2026



Fontes: Notícias ao Minuto

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Asteroide passa a “acompanhar” a Terra e chama atenção de astrônomos

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Um pequeno asteroide recém-identificado passou a chamar a atenção de astrônomos por seu movimento incomum em relação à Terra. Batizado de 2025 PN7, o corpo celeste passou a ser classificado como um quase-satélite, termo usado para descrever objetos que orbitam o Sol, mas acompanham a Terra de forma sincronizada por longos períodos.

Segundo reportagem da ABC News, o asteroide não é uma lua de fato e não está preso à gravidade terrestre. Ainda assim, sua órbita é tão semelhante à da Terra que, visto do nosso planeta, ele parece permanecer por perto, como se estivesse “seguindo” o movimento terrestre ao redor do Sol.

O 2025 PN7 foi identificado por astrônomos a partir de dados de observação recentes e tem cerca de 19 metros de diâmetro. De acordo com especialistas ouvidos pela ABC News, esse tipo de objeto entra em uma relação conhecida como ressonância orbital 1:1, completando uma volta ao redor do Sol praticamente no mesmo tempo que a Terra.

Os cálculos indicam que o asteroide deve manter esse comportamento por várias décadas, possivelmente até o início da década de 2080, antes que interações gravitacionais alterem sua trajetória. Fenômenos como esse não são inéditos, mas são considerados raros, especialmente quando envolvem objetos que passam relativamente próximos ao planeta.

Astrônomos explicam que o interesse pelo 2025 PN7 vai além da curiosidade popular. O acompanhamento de quase-satélites ajuda a entender melhor como pequenos corpos interagem gravitacionalmente com a Terra, além de fornecer dados importantes para modelos de previsão orbital e para estratégias de defesa planetária.

A ABC News destaca que esses objetos também podem servir como alvos potenciais para futuras missões espaciais, já que sua órbita semelhante à da Terra reduz custos e riscos de deslocamento. Apesar disso, os cientistas reforçam que o 2025 PN7 não representa ameaça ao planeta.

Por que Plutão não é mais planeta? Como as classificações na astronomia funcionam

Como esses pequenos objetos celestes são classificados

Notícias Ao Minuto Brasil | 05:24 – 01/02/2026



Fontes: Notícias ao Minuto

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NASA explica em vídeo a Artemis II, ensaio antes do retorno à Lua

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A NASA entra na reta final para um dos momentos mais aguardados do seu programa lunar. Se o cronograma for mantido, a agência norte-americana deve lançar a missão Artemis II no próximo dia 6 de fevereiro, marcando o retorno de astronautas ao espaço profundo após mais de meio século.

Diferentemente da Artemis I, realizada sem tripulação, a nova missão levará quatro astronautas a bordo da cápsula Orion. Embora não esteja previsto um pouso na Lua, a Artemis II é considerada um passo decisivo no plano de levar humanos novamente à superfície lunar, funcionando como um verdadeiro ensaio geral para as próximas etapas do programa.

Para detalhar os objetivos da missão, a NASA divulgou recentemente um vídeo explicativo com animações que mostram, em detalhes, como será o voo. A missão utilizará o foguete Space Launch System (SLS), responsável por colocar a cápsula Orion em órbita com os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch, todos da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense.

Após o lançamento, a tripulação fará inicialmente uma volta completa ao redor da Terra antes de seguir rumo à Lua. A cápsula não pousará no satélite natural, mas realizará uma órbita ao seu redor, aproximando-se a uma distância entre 6.500 e 9.500 quilômetros da superfície lunar. Ao todo, os astronautas passarão cerca de dez dias no espaço.

O principal objetivo da Artemis II é testar, em condições reais, todos os sistemas da cápsula Orion, desde suporte de vida até comunicação e navegação em espaço profundo. As informações coletadas serão fundamentais para o planejamento da Artemis III, missão que pretende levar novamente astronautas à Lua, incluindo o primeiro pouso tripulado desde 1972.

“A missão de teste de dez dias demonstrará capacidades essenciais para a exploração humana do espaço profundo”, afirma a NASA no vídeo institucional. “Ela provará que a Orion está pronta para manter astronautas seguros fora da órbita terrestre e permitirá que equipes no espaço e em solo pratiquem operações críticas para missões futuras.”

Segundo o site especializado Digital Trends, a agência está na fase final de testes do foguete SLS. A tripulação já se encontra em quarentena, procedimento padrão antes de missões tripuladas, enquanto novos testes nos sistemas de propulsão devem ser realizados nos próximos dias. Se tudo ocorrer como planejado, a Artemis II abrirá um novo capítulo na exploração lunar humana.



Fontes: Notícias ao Minuto

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