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Política

Lula deve evitar embate direto com Trump no G7, apesar de pressão de aliados

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RICARDO DELLA COLETTA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) preveem uma participação do petista no G7 com ênfase no tema da transição energética e sem embates diretos com Donald Trump, líder dos Estados Unidos.

Lula terá direito a uma rápida intervenção na sessão do G7 para a qual um seleto grupo de países não membros foi convidado.

Além do Brasil, a lista inclui África do Sul, Austrália, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Índia e México.

Trump, como presidente de um país do G7, deve participar da mesma sessão, na próxima terça (17). Um dia antes, haverá programação em Kananaskis, na província de Alberta (Canadá), exclusiva para os integrantes do grupo das principais economias industrializadas do mundo.

Não há previsão de reunião bilateral formal entre Trump e Lula.

Um cenário em que Lula discurse para uma plateia na qual estará Trump é visto como oportunidade por alguns aliados do petista. Na visão deles, o brasileiro se fortaleceria diante de sua base política caso se coloque como um antípoda do americano.

Essa ala diz, reservadamente, que Lula poderia dar recados, mesmo que velados, para fortalecer sua posição como um líder que se opõe à linha do republicano.

A hipótese de um embate direto, no entanto, é encarada como pouco provável por um outro grupo de auxiliares, que diz que esse tipo de abordagem mais agressiva não segue a forma como Lula atuou em outras cúpulas do G7. Ele foi convidado para o encontro do grupo de 2023, em Hiroshima (Japão), e no ano seguinte, em L’Áquila (Itália).

Um aliado cita o caso do G7 na Itália, em que Javier Milei estava entre os presentes e nem por isso Lula personalizou seu discurso no presidente argentino, que se opõe a ele.

Na ocasião, o petista usou suas intervenção para destacar os objetivos da presidência brasileira do G20 -bloco de economias industrializadas e emergentes do globo- e para defender uma governança internacional da inteligência artificial.

No caso do encontro do G7 deste ano, o tema definido pela presidência canadense para a sessão com os países convidados é segurança energética.

Entre os subtópicos estão as cadeias de suprimento de minerais críticos (área de alto interesse para Trump) e o uso de inteligência artificial para impulsionar o crescimento econômico.

De acordo com aliados, Lula terá, ao menos em parte, que preparar seu discurso levando em conta as limitações da temática da sessão.
Dessa forma, deve ser inevitável abordar assuntos como a matriz energética brasileira, mais limpa do que a de outros países, e a visão do governo Lula de que a crise climática precisa ser enfrentada sob uma perspectiva internacional, uma vez que suas consequências não respeitam as fronteiras dos países.

Se no G7 italiano Lula dedicou boa parte de seu discurso para as metas do ciclo do Brasil à frente do G20, a expectativa é que, neste ano, o mesmo seja feito com a COP30 -a reunião anual sobre clima da ONU, que ocorrerá em Belém, em novembro.

Lula tem feito apelos à comunidade internacional para que o maior número possível de mandatários internacionais esteja presente na capital paraense. Na quarta-feira (12), o petista conversou por telefone com o premiê canadense, Mark Carney, que confirmou participação na COP. Trump, por outro lado, decidiu tirar os EUA do Acordo de Paris.

Lula disse recentemente que ligaria para o americano para convencê-lo a participar da reunião em Belém, mas o governo brasileiro considera como altamente remota a hipótese de presença de Trump.

Na área do clima, outro ponto que Lula tem ressaltado é a necessidade de que os países atualizem suas NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas), as metas de redução de emissões. Do G7, França, Alemanha e Itália ainda não o fizeram.

A ala que defende que Lula não personalize críticas contra Trump avalia que há formas de o petista reforçar posições brasileiras, como a defesa das organizações internacionais e a oposição a ações unilaterais, como sanções, sem apontar o dedo para o republicano. Segundo esses auxiliares, fulanizar a discussão poderia ser interpretado como uma provocação gratuita.

Mesmo que evite personalizar críticas contra Trump, há pontos sensíveis que frequentemente constam em discursos de Lula durante viagens ao exterior que colocam os dois governos em lados opostos.

Um deles é a regulação das plataformas digitais, apoiada pelo Brasil e rechaçada por algumas das principais big techs que são próximas à Casa Branca.

Outro é a guerra em Gaza. Lula adota um tom duro contra as ações militares de Israel, referindo-se à ofensiva como um genocídio contra a população palestina. Já Trump é o principal aliado internacional do premiê Binyamin Netanyahu e apoiou o amplo ataque de Tel Aviv contra o Irã, iniciado na madrugada desta sexta e que se estendeu ao longo do dia.



Fonte: Notícias ao Minuto

Política

Mario Frias direcionou verba pública a produtora de filme sobre Jair Bolsonaro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A produtora do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro (PL), recebeu R$ 2 milhões em recursos públicos por meio de três CNPJs na área de tecnologia e esportes, além de ter firmado um contrato no valor de R$ 108 milhões para instalação de pontos de wi-fi com a Prefeitura de São Paulo.

As informações foram divulgadas primeiro pelo portal The Intercept Brasil e confirmadas pela reportagem.

Uma das pessoas envolvidas na produção é o deputado Mario Frias (PL-SP), ex-secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro. A reportagem teve acesso ao roteiro do filme, que contém a informação de que ele é baseado “em uma história real escrita por Mario Frias intitulada ‘Capitão do Povo'”.

Frias foi responsável pela aprovação de duas verbas de emenda parlamentar ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG de Karina Ferreira da Gama, que também é dona da GoUP Entertainment, que produz “Dark Horse”.

Procurados, Mario Frias e o Instituto Conhecer Brasil não se manifestaram até a publicação deste texto.

Os repasses de emenda parlamentar foram de R$ 2 milhões ao todo. No ano passado, o Instituto Conhecer Brasil recebeu R$ 1 milhão via Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação numa ação de letramento digital. Via Ministério dos Esportes, o ICB foi contratado por R$ 1 milhão para implantar o Projeto Lutando Pela Vida, de artes marciais.

No passado, a instituição foi autorizada a captar recursos para executar projetos ligados ao mundo evangélico, como “A Turma do Smilinguido no Teatro” e um festival itinerante da Marcha para Jesus, mas não conseguiu levantar fundos em ambos os casos.

Mas o contrato de valores mais expressivos foi com a gestão de Ricardo Nunes (MDB) na prefeitura da capital paulista. A instituição foi contratada pela prefeitura para instalação de 5.000 pontos de wi-fi no valor de R$ 108 milhões.


Procurada, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia afirma que a contratação do Instituto Conhecer Brasil foi realizada “por meio de chamamento público transparente e sem contestações”.

Segundo a prefeitura, “a organização social cumpriu todas as exigências previstas no edital, e a prestação do serviço está em andamento com 3.200 pontos de wi-fi implementados e 1.800 pontos previstos para 2026”.

O valor total da parceria é de R$ 108 milhões, mas os repasses realizados até o momento são de, aproximadamente, R$86 milhões, que correspondem aos serviços já executados.

O filme “Azarão”, ou “Dark Horse” no título original, narra os momentos do ex-presidente após ser vítima de esfaqueamento em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 2018. A primeira locação de filmagem foi no Hospital Indianópolis, na zona sul da capital paulista.

O filme é dirigido por Cyrus Nowrasteh, cineasta americano de origem iraniana. Ele tem em seu currículo filmes como “Infidel”, “O Jovem Messias” e “O Apedrejamento de Soraya M.”, segundo o Internet Movie Database. Jair Bolsonaro será vivido por Jim Caviezel, que viveu Jesus no filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, e também estrelou “Som da Liberdade”, sucesso entre o público conversador em 2023.

PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

Operação que atinge aliados de Bolsonaro investiga recursos públicos de cotas parlamentares; Jordy chama ação policial de ‘covarde’; Sóstenes é líder do PL na Câmara dos Deputados

Folhapress | 08:20 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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PF apreende R$ 430 mil em dinheiro vivo na casa de líder do PL Sóstenes Cavalcante

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A Polícia Federal (PF) apreendeu um total de R$ 430 mil em dinheiro vivo na residência do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) em uma operação realizada nesta sexta-feira, 19, para apurar desvios na cota parlamentar.

A investigação suspeita que o deputado, que é líder do PL na Câmara, fez repasses para uma locadora de veículos com o objetivo de desviar recursos da Casa. Ele ainda não se manifestou sobre o caso.

No endereço onde o parlamentar vive em Brasília, em um flat, os investigadores encontraram no armário uma sacola preta cheia de notas de R$ 100, que foram contabilizadas e apreendidas sob suspeita de serem provenientes do desvio de recursos públicos.

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo de busca e apreensão, mas não foi encontrado dinheiro vivo em seu endereço. Jordy afirmou em uma rede social que fez pagamentos à empresa suspeita de desvios com o objetivo de aluguel de carros desde o início do seu mandato e classificou a ação de “pesca probatória”.

PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

Operação que atinge aliados de Bolsonaro investiga recursos públicos de cotas parlamentares; Jordy chama ação policial de ‘covarde’; Sóstenes é líder do PL na Câmara dos Deputados

Folhapress | 08:20 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (19) mandados de busca e apreensão contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo pessoas com conhecimento da ação, a operação da PF não ocorre nos gabinetes parlamentares de Sóstenes e Jordy. Os sete mandados, autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), são cumpridos no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

O objetivo da operação é aprofundar investigações sobre desvios de recursos públicos de cotas parlamentares, de acordo com a corporação.

“De acordo com as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública”, disse a PF.

Jordy publicou um vídeo nas redes sociais e chamou a ação de “covarde”. Segundo ele, a justificativa da busca e apreensão é a de que ele teria desviado recursos da cota parlamentar para uma empresa de fechada para aluguel de carrros.

“Sendo que é a mesma empresa que eu alugo carros desde o início do meu primeiro mandato. A mesma empresa que o deputado Sóstenes, que eu acredito que também esteja sendo alvo de busca e apreensão, aluga veículos dessa mesma empresa desde o início do primeiro mandato dele. A alegação deles é tosca, eles dizem que chama muito a atenção o número de veículos desta empresa”, disse.

Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

A medida foi oficializada durante a tarde em edição do Diário Oficial da Casa

Folhapress | 05:30 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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