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Política

Lula tem vitórias na ONU, mas governo modera otimismo diante de Trump imprevisível

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JULIA CHAIB E RICARDO DELLA COLETTA
NOVA YORK, EUA, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retornou da Assembleia-Geral da ONU com o trunfo de uma promessa de reunião futura com Donald Trump, que pode lançar as bases de negociação sobre o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil.

O balanço dos quatro dias de Lula em Nova York, segundo aliados, é considerado positivo por diferentes razões.

Primeiro, a breve interação com Trump nos bastidores da ONU sinalizou que o governo brasileiro e representantes do setor empresarial conseguiram acessar figuras-chave do alto escalão americano, rompendo o bloqueio articulado pelo deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) e pelo apresentador Paulo Figueiredo, que buscavam evitar esse tipo de contato.

Com isso, Lula se posicionou como um líder que não cedeu a pressões, manteve um discurso de soberania e, ainda assim, abriu caminho para um diálogo com o presidente dos Estados Unidos.

Um possível entendimento na área tarifária também é apontado como fator que aprofundou divisões na direita brasileira e contribuiu para o sinal de desânimo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em relação a uma eventual candidatura presidencial em 2026.

Além disso, a passagem de Lula por Nova York não foi marcada por episódios diplomáticos negativos repercutidos pela imprensa ou nas redes sociais –bem diferente do que ocorreu durante viagem à China, em maio, quando veio à tona que a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, havia feito críticas ao TikTok durante um encontro com o dirigente Xi Jinping. O episódio acabou sendo o fato político de maior repercussão da visita.

Lula e Trump conversaram por menos de um minuto nos bastidores da Assembleia-Geral da ONU. O encontro aconteceu logo após o discurso do petista –recheado de críticas a políticas defendidas por Trump– e antes de o republicano iniciar sua fala.
A possibilidade de diálogo vinha sendo construída havia meses, por meio de contatos discretos entre os dois governos e da atuação de empresários brasileiros e americanos.

Ainda assim, a forma como Trump se referiu a Lula surpreendeu até os auxiliares mais otimistas do presidente brasileiro. O republicano chegou a dizer que teve “excelente química” com Lula.
“Ele pareceu um homem muito bom. Ele gostou de mim, eu gostei dele. Eu só faço negócios com pessoas de quem gosto”, declarou Trump na plenária da ONU.

Lula, por sua vez, disse numa entrevista coletiva acreditar que Trump havia sido mal informado sobre o Brasil. “Quando ele tiver as informações corretas, pode mudar de posição”, avaliou.

Diplomatas brasileiros ouvidos pela reportagem relatam que uma ala da atual administração americana acreditava que sanções e tarifas contra o Brasil pudessem reabilitar politicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ou até mesmo levar à destituição do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Segundo esses interlocutores, a Casa Branca ajustou sua postura à medida que integrantes do governo Trump concluíram que tais objetivos dificilmente seriam atingidos.

Já bolsonaristas com acesso a representantes do governo Trump afirmam que os atores que articularam sanções ao Brasil não mudaram de posição e continuarão levando ao presidente americano a leitura de que há uma série de abusos no Brasil por parte de Moraes e com o apoio do governo Lula.

Apesar da avaliação positiva da viagem, auxiliares de Lula afirmam que o momento exige cautela, sobretudo devido à imprevisibilidade do presidente americano.

Nesse contexto, uma eventual reunião entre Lula e Trump deverá ser cuidadosamente planejada, a fim de evitar armadilhas semelhantes às enfrentadas pelos presidentes Volodimir Zelenski, da Ucrânia, e Cyril Ramaphosa, da África do Sul –ambos submetidos a audiências consideradas constrangedoras no Salão Oval.

Por essa razão, assessores do presidente brasileiro trabalham com a perspectiva de uma aproximação gradual.

A primeira etapa seria uma ligação telefônica entre os dois líderes nos próximos dias, permitindo que suas equipes mantenham contato com mais liberdade –até agora, os diálogos entre enviados dos dois governos têm ocorrido sob sigilo.

Seguindo essa estratégia de aproximação progressiva, um encontro presencial poderia acontecer em um terceiro país. A opção mais provável, neste momento, é a Malásia, sede da próxima cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), que ocorrerá de 26 a 28 de outubro.

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Fonte: Notícias ao Minuto

Política

Mario Frias direcionou verba pública a produtora de filme sobre Jair Bolsonaro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A produtora do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro (PL), recebeu R$ 2 milhões em recursos públicos por meio de três CNPJs na área de tecnologia e esportes, além de ter firmado um contrato no valor de R$ 108 milhões para instalação de pontos de wi-fi com a Prefeitura de São Paulo.

As informações foram divulgadas primeiro pelo portal The Intercept Brasil e confirmadas pela reportagem.

Uma das pessoas envolvidas na produção é o deputado Mario Frias (PL-SP), ex-secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro. A reportagem teve acesso ao roteiro do filme, que contém a informação de que ele é baseado “em uma história real escrita por Mario Frias intitulada ‘Capitão do Povo'”.

Frias foi responsável pela aprovação de duas verbas de emenda parlamentar ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG de Karina Ferreira da Gama, que também é dona da GoUP Entertainment, que produz “Dark Horse”.

Procurados, Mario Frias e o Instituto Conhecer Brasil não se manifestaram até a publicação deste texto.

Os repasses de emenda parlamentar foram de R$ 2 milhões ao todo. No ano passado, o Instituto Conhecer Brasil recebeu R$ 1 milhão via Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação numa ação de letramento digital. Via Ministério dos Esportes, o ICB foi contratado por R$ 1 milhão para implantar o Projeto Lutando Pela Vida, de artes marciais.

No passado, a instituição foi autorizada a captar recursos para executar projetos ligados ao mundo evangélico, como “A Turma do Smilinguido no Teatro” e um festival itinerante da Marcha para Jesus, mas não conseguiu levantar fundos em ambos os casos.

Mas o contrato de valores mais expressivos foi com a gestão de Ricardo Nunes (MDB) na prefeitura da capital paulista. A instituição foi contratada pela prefeitura para instalação de 5.000 pontos de wi-fi no valor de R$ 108 milhões.


Procurada, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia afirma que a contratação do Instituto Conhecer Brasil foi realizada “por meio de chamamento público transparente e sem contestações”.

Segundo a prefeitura, “a organização social cumpriu todas as exigências previstas no edital, e a prestação do serviço está em andamento com 3.200 pontos de wi-fi implementados e 1.800 pontos previstos para 2026”.

O valor total da parceria é de R$ 108 milhões, mas os repasses realizados até o momento são de, aproximadamente, R$86 milhões, que correspondem aos serviços já executados.

O filme “Azarão”, ou “Dark Horse” no título original, narra os momentos do ex-presidente após ser vítima de esfaqueamento em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 2018. A primeira locação de filmagem foi no Hospital Indianópolis, na zona sul da capital paulista.

O filme é dirigido por Cyrus Nowrasteh, cineasta americano de origem iraniana. Ele tem em seu currículo filmes como “Infidel”, “O Jovem Messias” e “O Apedrejamento de Soraya M.”, segundo o Internet Movie Database. Jair Bolsonaro será vivido por Jim Caviezel, que viveu Jesus no filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, e também estrelou “Som da Liberdade”, sucesso entre o público conversador em 2023.

PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

Operação que atinge aliados de Bolsonaro investiga recursos públicos de cotas parlamentares; Jordy chama ação policial de ‘covarde’; Sóstenes é líder do PL na Câmara dos Deputados

Folhapress | 08:20 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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PF apreende R$ 430 mil em dinheiro vivo na casa de líder do PL Sóstenes Cavalcante

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A Polícia Federal (PF) apreendeu um total de R$ 430 mil em dinheiro vivo na residência do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) em uma operação realizada nesta sexta-feira, 19, para apurar desvios na cota parlamentar.

A investigação suspeita que o deputado, que é líder do PL na Câmara, fez repasses para uma locadora de veículos com o objetivo de desviar recursos da Casa. Ele ainda não se manifestou sobre o caso.

No endereço onde o parlamentar vive em Brasília, em um flat, os investigadores encontraram no armário uma sacola preta cheia de notas de R$ 100, que foram contabilizadas e apreendidas sob suspeita de serem provenientes do desvio de recursos públicos.

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo de busca e apreensão, mas não foi encontrado dinheiro vivo em seu endereço. Jordy afirmou em uma rede social que fez pagamentos à empresa suspeita de desvios com o objetivo de aluguel de carros desde o início do seu mandato e classificou a ação de “pesca probatória”.

PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

Operação que atinge aliados de Bolsonaro investiga recursos públicos de cotas parlamentares; Jordy chama ação policial de ‘covarde’; Sóstenes é líder do PL na Câmara dos Deputados

Folhapress | 08:20 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (19) mandados de busca e apreensão contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo pessoas com conhecimento da ação, a operação da PF não ocorre nos gabinetes parlamentares de Sóstenes e Jordy. Os sete mandados, autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), são cumpridos no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

O objetivo da operação é aprofundar investigações sobre desvios de recursos públicos de cotas parlamentares, de acordo com a corporação.

“De acordo com as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública”, disse a PF.

Jordy publicou um vídeo nas redes sociais e chamou a ação de “covarde”. Segundo ele, a justificativa da busca e apreensão é a de que ele teria desviado recursos da cota parlamentar para uma empresa de fechada para aluguel de carrros.

“Sendo que é a mesma empresa que eu alugo carros desde o início do meu primeiro mandato. A mesma empresa que o deputado Sóstenes, que eu acredito que também esteja sendo alvo de busca e apreensão, aluga veículos dessa mesma empresa desde o início do primeiro mandato dele. A alegação deles é tosca, eles dizem que chama muito a atenção o número de veículos desta empresa”, disse.

Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

A medida foi oficializada durante a tarde em edição do Diário Oficial da Casa

Folhapress | 05:30 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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