Conecte-se conosco

Tecnologia

OpenAI tira chats do Google, após pessoas divulgarem links com dados pessoais

Publicado

sobre



PEDRO S. TEIXEIRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A criadora do ChatGPT, OpenAI, retirou dos índices de buscadores, na sexta-feira (1º), todas as conversas com o serviço de inteligência artificial, após reportagens mostrarem que usuários estavam tornando públicas, voluntariamente, conversas com dados pessoais e empresariais.

Em alguns dos casos, era possível identificar o autor da conversa por meio de nome e profissão –outros casos expunham dados confidenciais de empresas.

A exposição dos dados era voluntária. Para que a conversa aparecesse no Google, o usuário precisava, depois de gerar o link, selecionar a opção “tornar este chat visível”. O subtexto informava que o endereço web ficaria visível em buscas.

“Nós percebemos que a ferramenta gerou muitas oportunidades para que as pessoas compartilhassem acidentalmente detalhes que não queriam –por isso, estamos removendo essa função”, disse a empresa em comunicado. O recurso de gerar links compartilháveis continua funcionando, por meio do botão “Compartilhar”, no canto superior direito da tela.

A empresa acrescentou que está trabalhando para tirar todas as conversas de buscadores. Segundo testes da reportagem, o Google já não exibe links de bate-papos com o ChatGPT.

Em busca feita na quinta-feira (31), a Folha encontrou conversas de brasileiros em que o chatbot mencionava o nome de seus interlocutores.

A revista americana Fast Company documentou cerca de 4.500 links de conversas com o ChatGPT indexados no Google. Parte desse material continha informações confidenciais, de acordo com a publicação.

De acordo com a OpenAI, o ChatGPT, só nos Estados Unidos, recebe 2,5 bilhões de comandos por dia, de 330 milhões de usuários –cada pessoa pode ter mais de uma conta.

A própria janela para gerar links compartilháveis alerta que a conversa com o ChatGPT pode incluir informações pessoais. A OpenAI pede que os usuários confiram o conteúdo antes de compartilhar o endereço –o que continua valendo mesmo que não seja mais possível colocá-los no Google.

De acordo com o anúncio da OpenAI, a opção de tornar as conversas visíveis na internet foi um experimento para ajudar as pessoas a descobrirem bate-papos úteis. A startup de IA ressaltou que o usuário precisava escolher tornar o link público para que o endereço aparecesse em buscas.

Como havia esse consentimento tácito, não houve violação da lei de privacidade no Brasil, de acordo com Rafael Zanatta, diretor da associação Data Privacy Brasil.

Após desativar a função, a empresa disse que “segurança e privacidade são máximas para a companhia, que vai continuar para refletir isso em seus produtos e recursos”.

Na comunidade da OpenAI no Discord, a reportagem encontrou relatos de pessoas que usavam a função para divulgar histórias ficcionais e tutoriais escritos com base em conversas com o ChatGPT.

Em um dos casos, um usuário comemorou a primeira vez que viu uma conversa com o chatbot aparecer entre os primeiros resultados de uma busca no Google. Era um bate-papo reflexivo, com tons de ficção científica, sobre as injustiças contemporâneas e a saúde mental das pessoas hoje.

“Eu acredito que essa página mereça estar em um museu intergaláctico, com trabalhos de outras espécies que escolheram sobreviver ao escolher a verdade”, disse o interlocutor do ChatGPT que tornou o link público.

Leia Também: Rumor sobre o PlayStation 6 pode ter revelado preço e data de lançamento



Fontes: Notícias ao Minuto

Tecnologia

Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?

Publicado

sobre



O trabalho da Nvidia no desenvolvimento de chips de Inteligência Artificial lhe garantiu o status de empresa mais valiosa do mundo, com um valor estimado em 4,56 trilhões de dólares.

Com a ascensão meteórica da companhia nos últimos anos, torna-se especialmente interessante entender como a Nvidia busca reter e atrair talentos por meio de compensações financeiras.

Como informa o site Business Insider, a Nvidia não divulga os salários de seus funcionários, o que faz com que seja possível ter apenas uma estimativa a partir de documentos enviados ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para a solicitação de vistos H-1B — um tipo de visto que permite que empresas norte-americanas contratem profissionais estrangeiros altamente qualificados.

A partir desses documentos, é possível observar que o salário-base de um engenheiro de software na Nvidia varia entre US$ 92 mil e US$ 425,5 mil por ano. Já os cientistas de pesquisa recebem entre US$ 104 mil e US$ 431,25 mil (cerca de 87.574 a 363.254 euros) anuais. Um gerente de produto, por sua vez, pode ganhar entre US$ 131.029 e US$ 379.500 (aproximadamente 110.369 a 319.664 euros) por ano.

É importante destacar que esses valores não incluem bônus nem participação acionária, o que significa que a remuneração total pode alcançar patamares significativamente mais altos.

A “guerra por talentos” entre as gigantes da tecnologia nos Estados Unidos se intensificou nos últimos anos, com a área de Inteligência Artificial se tornando um verdadeiro campo de batalha, no qual empresas como Meta, OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Apple, entre outras, disputam os principais especialistas do setor.

Leia Também: Pela 1ª vez, missão à Lua terá uma mulher, um negro e um não americano



Fontes: Notícias ao Minuto

Continue Lendo

Tecnologia

Apesar de lucros recorde, líder da Apple admite preocupação com 2026

Publicado

sobre



Apesar do tom positivo da mais recente apresentação de resultados da Apple, o CEO Tim Cook admitiu, durante o evento, que o ano de 2026 pode ser desafiador devido ao aumento no preço da memória RAM.

Vale lembrar que esses componentes estão cada vez mais disputados por empresas de tecnologia que investem no desenvolvimento de infraestrutura para o treinamento de modelos de Inteligência Artificial.

Embora o aumento da demanda por esses componentes não tenha afetado as margens de lucro da Apple no último trimestre, Cook afirmou que o tema pode se tornar uma preocupação maior nos próximos meses.

“Continuamos observando um aumento significativo nos preços de mercado da memória”, afirmou o CEO da Apple, segundo o site Business Insider. “Como sempre, vamos analisar diversas opções para lidar com isso. Há algumas alavancas que podemos acionar. Não sabemos se serão bem-sucedidas, mas temos várias alternativas à disposição.”

Lucros recordes impulsionados pelo iPhone

A Apple divulgou na quinta-feira um lucro trimestral de 42 bilhões de dólares, o que representa um crescimento anual de 16%. O iPhone, principal produto da empresa, alcançou um recorde histórico de vendas.

Os dados financeiros, divulgados após o fechamento de Wall Street, mostram uma receita recorde de 143,756 bilhões de dólares, alta de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelas vendas do iPhone, que cresceram 23%, chegando a 85,269 bilhões de dólares.

“O iPhone teve seu melhor trimestre graças a uma demanda sem precedentes, com recordes em todas as regiões geográficas, e o segmento de Serviços também alcançou uma receita recorde”, afirmou Tim Cook em comunicado.

Durante a videoconferência sobre os resultados, Cook atribuiu a “extraordinária” demanda ao iPhone 17 e às versões Pro e Pro Max, destacando que a linha apresenta o melhor desempenho, o sistema de câmeras mais avançado e maior leveza já vistos.

A receita com produtos da Apple — incluindo iPhone, Mac e iPad — totalizou 113,743 bilhões de dólares, enquanto a área de Serviços, que engloba App Store, iCloud e Apple Music, alcançou 30 bilhões de dólares.

Cook também destacou que há mais de 2,5 bilhões de dispositivos da Apple ativos em todo o mundo.

Geograficamente, todas as regiões registraram crescimento nas vendas. Na China e em mercados próximos, como Taiwan e Hong Kong, o aumento foi de 38%. Nas Américas, que concentram a maior parte das vendas, a alta foi de 11%.

Ao final do exercício fiscal de 2025, encerrado em outubro — já que o ano fiscal da empresa não coincide com o ano civil —, a Apple registrou crescimento anual de 19% no lucro, que atingiu 112 bilhões de dólares, sustentado por um aumento de 6% na receita, que chegou ao patamar inédito de 416 bilhões de dólares.

Atualmente, a Apple possui a terceira maior capitalização de mercado do mundo, avaliada em 3,8 trilhões de dólares.

Leia Também: Por que Plutão não é mais planeta? Como as classificações na astronomia funcionam



Fontes: Notícias ao Minuto

Continue Lendo

Tecnologia

Por que Plutão não é mais planeta? Como as classificações na astronomia funcionam

Publicado

sobre



Durante séculos, desde que o Sol foi declarado o centro do sistema solar no século XVI, a sociedade manteve a crença de que qualquer objeto orbitando a estrela brilhante seria considerado um planeta. De Mercúrio a Plutão, todo corpo celeste considerado grande o suficiente foi incluído nessa categoria.

Mas, com o tempo, essa categorização tornou-se confusa, especialmente à medida que ficou claro que nem todos os “planetas” são iguais. A astronomia mudou significativamente desde então, e até mesmo Plutão viu seu status de planeta rebaixado a um mero planeta anão. Mas o que exatamente é isso? E o que é necessário para que um planeta seja incluído nessa categoria? Clique nesta galeria para descobrir.



Fontes: Notícias ao Minuto

Continue Lendo

Recentes

Copyright © 2025 Direitos Reservados - Grandes Obras