Arquitetura
Padaria Forn Lleva’t / Quim Olea · Estudi d’Arquitectura

![]()
![]()
![]()
![]()


Descrição enviada pela equipe de projeto. O Forn Lleva’t é a transformação de um antigo armazém na Carrer dels Fossos, no centro histórico de Avinyonet de Puigventós, em uma padaria artesanal que resgata a tradição local de fazer pão e devolve ao espaço seu papel social e cultural. Mais do que uma simples renovação, o projeto se apresenta como uma leitura sensível do lugar — uma arquitetura que escuta, interpreta e acolhe, em vez de impor-se. A intervenção compreende a estrutura existente não como uma tela em branco, mas como um arquivo material vivo, onde memória, textura e artesanato se entrelaçam para moldar uma experiência espacial e sensorial autêntica.

O projeto se desdobra como uma sequência de três espaços interconectados, cada um com sua própria escala, sistema construtivo e atmosfera, mas todos compondo uma narrativa espacial coerente e contínua. A primeira e principal área, situada na esquina entre a Carrer dels Fossos e a Carrer Bellaire, configura-se como um amplo volume aberto, sustentado por um único pilar central e coberto por três abóbadas cerâmicas combinadas com uma laje de concreto. Este espaço generoso constitui o coração físico e simbólico da padaria, abrigando as atividades essenciais — sovar, moldar e assar — em uma geometria aberta e indivisível que expõe o processo artesanal ao olhar da rua. Assim, o espaço transforma-se em um palco para o ato de fazer pão, convertendo o trabalho cotidiano dos padeiros em um ritual compartilhado e transparente.

A partir dessa “oficina central”, o projeto se estende para uma segunda ala, mais estreita, coberta por uma meia-abóbada cerâmica, que abriga a câmara de fermentação e as zonas de trabalho auxiliares. A continuidade dos materiais e das proporções assegura um fluxo funcional fluido e natural. Por fim, a sequência culmina em um terceiro espaço, ligeiramente mais amplo, acessível pela Carrer Bellaire e coberto por uma meia-abóbada de pedra e cal. Esta última área acomoda as instalações de armazenamento e os sanitários — apoios logísticos que preservam a eficiência do conjunto sem interromper o ritmo espacial do projeto.

Ao longo de todo o projeto, a intervenção demonstra um profundo respeito pela estrutura existente. As paredes de pedra originais, as superfícies irregulares e a pátina do tempo são preservadas e valorizadas. Em vez de reconstruir, os arquitetos optam por limpar e reparar, revelando a verdadeira essência material do lugar. O resultado é uma arquitetura que expõe em vez de ocultar — uma colaboração sutil e equilibrada entre o antigo e o novo.

Novos elementos são incorporados por meio de uma honestidade construtiva. O piso contínuo de concreto polido, sutilmente tingido em tons terrosos, confere unidade visual e sensação de acolhimento. As paredes são organizadas em duas faixas horizontais: uma base inferior de peças cerâmicas de grande formato, com até 90 cm de altura, que garante durabilidade e fácil manutenção; e uma faixa superior de pequenos azulejos brancos brilhantes, com até dois metros de altura, que amplia a luminosidade e enobrece os gestos cotidianos. As aberturas são preservadas para manter a relação do volume com a rua, recebendo novas esquadrias em madeira escura que se integram à paleta material. A entrada principal, uma porta-janela, funciona simultaneamente como balcão de vendas e como limiar fluido entre interior e exterior, desfocando as fronteiras e convidando à convivência.


O layout interno segue uma lógica circular em torno do pilar central, garantindo um fluxo de trabalho intuitivo. Mesas móveis de madeira de faia oferecem flexibilidade, enquanto elementos fixos em aço inox organizam as áreas de limpeza e apoio. O forno — posicionado sob a laje de concreto — ancora o espaço tanto funcional quanto simbolicamente, e sua localização permite a criação de um forro técnico discreto que preserva a pureza e a continuidade dos volumes abobadados.

Em última análise, o Forn Lleva’t é uma arquitetura de serviço — uma que refina em vez de inventar, colabora em vez de impor. Por meio da honestidade material, da clareza espacial e da empatia contextual, transforma um modesto armazém em um lugar de produção, encontro e memória. Ao trazer o ato de fazer pão de volta à rua, reativa a vida coletiva e reafirma o poder da arquitetura de sustentar o patrimônio, transmitir conhecimento e entrelaçar a comunidade.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Fonte Velha / Martins Pimenta – Arquitetura e Construção

![]()
![]()
![]()
![]()


Descrição enviada pela equipe de projeto. Situada em Matosinhos, a Casa da Fonte Velha é resultado de uma abordagem cuidadosa para criar um lar familiar contemporâneo que valoriza a convivência. Este projeto, destinado a um casal jovem com três filhos, enfoca a harmonia entre os espaços de convívio e a facilidade de receber amigos e familiares.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa GC / Estúdio Naia

![]()
![]()
![]()
![]()

- Área:
706 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Alwitra, Lumini, ZM Pedras Brasil, Zildemar Marmoraria

Descrição enviada pela equipe de projeto. Casa CG se integra à natureza e abraça a árvore central do terreno. Residência no interior paulista aposta em blocos funcionais, integração social e estética inspirada no modernismo contemporâneo brasileiro. Localizada em um terreno de esquina com 5.051m², repleto de árvores e marcado por um aclive que se abre para a vista de um vale, a Casa GC foi concebida como um refúgio de fim de semana para receber amigos e familiares. Projetada pelo Estúdio Naia, a residência teve como premissa preservar a vegetação existente, em especial uma grande árvore no centro do lote, que acabou se tornando protagonista do projeto.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Cabana Vermelha / Wiki World + Advanced Architecture Lab

![]()
![]()
![]()
![]()


Descrição enviada pela equipe de projeto. A Cabana Vermelha é um projeto experimental do “Merryda Wiki World • Secret Camp”, localizado dentro de uma floresta de metasequoia habitada por aves migratórias, onde mais de uma dúzia de casas na árvore estão discretamente aninhadas. A cliente é uma senhora que também é dançarina e espera que o Wiki World possa personalizar uma cabana de férias na floresta. Este projeto também faz parte da iniciativa “Escola de Construção Wiki”, co-construindo com a natureza, representando mais uma tentativa da nossa equipe de explorar a diversidade dos espaços de vida.

Fonte: Archdaily
-
Arquitetura8 meses atrásCasa Crua / Order Matter
-
Arquitetura8 meses atrásCasa EJ / Leo Romano
-
Arquitetura8 meses atrásCasa AL / Taguá Arquitetura
-
Arquitetura9 meses atrásTerreiro do Trigo / Posto 9
-
Arquitetura8 meses atrásCasa São Pedro / FGMF
-
Arquitetura8 meses atrásCasa ON / Guillem Carrera
-
Arquitetura1 mês atrásCasa Tupin / BLOCO Arquitetos
-
Política9 meses atrásEUA desmente Eduardo Bolsonaro sobre sanções a Alexandre de Moraes


