Arquitetura
Pavilhão Pomegranate Garden / Tumu + Meaningless Arch

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Este protótipo propõe um equilíbrio entre estrutura e forma, configurando um espaço de descanso sob um telhado saliente. Cada unidade funciona como um pequeno pavilhão inserido em uma vila que abriga antigas casas de terra batida e artesãos envelhecendo. O bambu, abundante na região e amplamente utilizado em fábricas locais, é um dos principais materiais do projeto. Concreto, madeira e aço, igualmente disponíveis, completam o conjunto construtivo. O projeto prioriza o diálogo entre os materiais, criando uma composição harmônica e simbiótica entre elementos diversos. Pilares de concreto elevam as paredes de terra batida que, por sua vez, sustentam vigas e pilares de bambu. Esses componentes se complementam estruturalmente: o bambu, as vigas de concreto e os pilares de aço estabilizam as paredes de terra, enquanto estas sustentam as vigas de aço e os arcos de madeira. A coroa arqueada que se projeta para fora confere leveza e equilíbrio visual ao conjunto. Cada componente desempenha um papel estrutural preciso, combinando resistência e forma. O peso do concreto, a densidade da terra batida, a leveza do bambu, a delicadeza do aço e o volume de madeira se contrapõem e dialogam, criando uma tensão visual e material que expressa a essência da construção.



Um longo corredor se estende horizontalmente, enquanto um pequeno pavilhão se organiza no sentido longitudinal, e uma segunda fase do projeto incluirá uma pequena torre vertical. Em conjunto com o pavilhão de entrada, o estacionamento, os caminhos de jardim, as pedras, os bancos, as cercas baixas, os canais e as colinas de bambu, o espaço será complementado pelo plantio de romãzeiras, criando um ambiente acolhedor e sereno, ideal para passear, relaxar e apreciar o jardim.


A continuidade entre força e forma se manifesta na extensão do espaço. As unidades, dispostas em sequência, conectam-se a um longo corredor, formando um padrão repetitivo e ordenado que define os limites internos e externos do jardim de romãs. O telhado arqueado de madeira, revestido externamente com asfalto cinza-escuro e internamente com uma membrana de bambu, apresenta contraste entre exterior e interior: escuro por fora e claro por dentro, criando uma sensação de leveza e flutuação. A brisa atravessa o telhado e as fendas das paredes, trazendo frescor a quem se senta sob sua cobertura. Diante da casa, uma floresta exuberante de bambu é enquadrada pela curvatura do telhado, que atua como uma moldura natural para a paisagem. Luz e sombra dançam sobre o piso azul e as paredes de terra batida, imprimindo ao ambiente uma atmosfera viva e mutável.


A sobreposição das forças, a continuidade das formas e a expansão do espaço definem a lógica do projeto. Em contraste com os corredores horizontais — considerados mais “instáveis” —, os pavilhões verticais apresentam maior solidez e equilíbrio. Enquanto os corredores oferecem abrigo limitado sob os beirais, os pavilhões delimitam o espaço entre as paredes, criando ambientes definidos. Cada unidade representa um ponto; os corredores configuram espaços unidimensionais; os pavilhões, bidimensionais; e as torres previstas para a Fase II, tridimensionais. O corredor atua como fronteira entre interior e exterior, o pavilhão funciona como ponto de conexão e circulação, e a torre se eleva como expressão simbólica e espiritual do conjunto.


Pilares de concreto, paredes de terra batida e vigas de concreto foram executados com trabalhadores locais. A vila preserva diversas casas antigas de terra batida, e a terra utilizada na obra foi obtida na própria região, a partir da mistura de solo antigo e novo. Como o bambu é parte importante da economia local, elementos como vigas, pilares, arcos de madeira, vigas de aço e bancos de bambu foram pré-fabricados e posteriormente montados no canteiro. Tanto os materiais quanto as técnicas construtivas adotadas valorizam as características locais, promovendo um diálogo equilibrado entre tradição e modernidade.


No entanto, o projeto apresenta alguns potenciais pontos críticos: 1. Erros de precisão na construção: a execução no local tende a apresentar menor precisão em comparação à pré-fabricação, o que pode resultar em falhas ou desalinhamentos durante a montagem. 2. Erros relacionados ao desempenho dos materiais: a terra batida sofre retração significativa após a construção, processo que pode se estender por cerca de seis meses. O concreto também apresenta leve retração, e a junção entre materiais distintos pode gerar tensões e eventuais danos estruturais. 3. Controle de precisão construtiva: mesmo diante das limitações tecnológicas e das instalações rudimentares nas áreas rurais, é essencial aprimorar o controle de precisão para garantir a eficiência e a qualidade das etapas subsequentes da obra. 4. Tratamentos e acabamentos: recomenda-se aplicar tinta sobre o concreto, tinta impermeável sobre as paredes de terra batida, revestimentos especiais à prova d’água e térmicos nos pilares e vigas de bambu, tinta de fluorocarbono nos componentes metálicos, como pilares e vigas de aço, assegurando durabilidade e resistência aos elementos.


As soluções propostas são: 1. As aberturas nas vigas de concreto devem ser maiores que o diâmetro dos elementos de aço, permitindo que as vigas de bambu se ajustem em diferentes direções — para frente, para trás, à esquerda e à direita. 2. A adição de molas nas extremidades superiores dos elementos de aço permite ajustar o espaço necessário para a retração e acomodação da terra batida. A base dos pilares de bambu é conectada aos pilares de concreto por meio de um sistema deslizante, que será substituído por uma conexão articulada após o término da deformação natural. 3. As fôrmas de concreto, especialmente dos pilares, devem ser personalizadas para garantir posicionamento preciso. A terra batida deve ser devidamente compactada e reforçada com uma malha interna, assegurando melhor integração entre os materiais. É importante também proteger as paredes de terra durante o processo de concretagem das vigas. 4. Aplicar tinta sobre o concreto, impermeabilizar a terra batida, utilizar tinta à prova d’água e de isolamento térmico nos pilares e vigas de bambu, aplicar tinta de fluorocarbono nos componentes metálicos — como pilares e vigas de aço — garantindo maior durabilidade e resistência estrutural.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa MJ / majo | ArchDaily Brasil

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- Área:
250 m²
Ano:
2021
Fabricantes: Deca, Drenaltec, Luchi Esquadrias em Alumínio, Marmoraria Valinhos, Portobello, Solo Revestimentos, Teceart Móveis e Planejados

Descrição enviada pela equipe de projeto. Nossa casa foi pensada para ser muito mais do que apenas um local para viver; ela é uma extensão de quem somos. O conceito de integração entre os espaços foi um dos nossos maiores focos, permitindo uma convivência contínua e harmônica entre os ambientes internos e externos. Utilizamos materiais naturais, como a madeira, o concreto e o tijolo, que trazem autenticidade e aconchego ao projeto, sem perder o toque contemporâneo.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
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