Arquitetura
Renovação do Centro Cultural e Artístico de Guanyao / Greyspace Architects

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Descrição enviada pela equipe de projeto. No projeto do Centro Cultural e Artístico de Guanyao (Guanyao Sanbao), os arquitetos adotaram uma abordagem de restauração abrangente, aliada a microintervenções localizadas, de modo a preservar o caráter original do quarteirão. Ao mesmo tempo, incorporaram referências espaciais inspiradas na temática da cerâmica, criando uma base para curadores, artistas e gestores desenvolverem atividades culturais e comerciais. Assim, o espaço ganhou nova vitalidade por meio da arte cerâmica. No início de 2023, o artista ceramista Li Jianshen escolheu um discreto conjunto de edifícios no lado norte da Rua Yiyuan Oeste, em Guanyao, distrito de Nanhai, Foshan, para sediar o Centro Cultural e Artístico de Guanyao. À época, cada construção e cada objeto do local pareciam ter ficado esquecidos durante anos, à espera de serem redescobertos.

Esse conjunto soma cerca de 865 metros quadrados de área construída e reúne quatro edifícios de épocas e estilos arquitetônicos distintos. O Edifício 1, antiga sede da Coluna do Rio das Pérolas, foi construído no início do século XX e apresenta características típicas da era Republicana, mesclando elementos ocidentais e locais. O Edifício 2, erguido após a fundação da República Popular, é uma estrutura de alvenaria e concreto armado de três pavimentos, com corredores externos. O Edifício 3, de construção mais recente, é uma pequena estrutura de concreto armado térrea. Já o Edifício 4 é uma residência térrea em alvenaria de tijolos e madeira, de idade incerta. Juntos, os quatro volumes formam um pátio interno estreito e alongado, que, junto ao pequeno terraço de cobertura do Edifício 3, constitui o núcleo do espaço público ao ar livre.

A Rua Yiyuan Oeste, localizada na entrada do conjunto, já era uma rota movimentada de transporte de mercadorias há mais de mil anos. A longa história construtiva registrada na arquitetura tornou-se uma característica definidora da área. O sítio se assemelha a um museu de arquitetura a céu aberto, preservando exemplos contínuos de estilos de diferentes períodos históricos, sobrepostos a marcas de usos mais recentes — como um antigo posto policial e residências privadas. Cada recorte do espaço revela, de forma palpável, mais de um século de evolução arquitetônica.


Após medições detalhadas e análises estruturais de cada edifício, a equipe de projeto definiu estratégias específicas de restauração e adaptação, equilibrando valor histórico e uso futuro. Uma questão central foi decidir qual período histórico deveria ser refletido na aparência externa de cada edifício. Restaurar ao estado original documentado em arquivos ou preservar as marcas do uso ao longo do tempo? Para a maior parte das construções, os arquitetos optaram pela segunda via: conservaram os vestígios de sua história, intervindo apenas nos pontos que comprometiam a segurança.

No Edifício 1, antiga sede da Coluna do Rio das Pérolas, a restauração concentrou-se em limpeza e reparos. A camada de pintura imitando pedra da fachada sul, que descaracterizava a construção, foi removida por lavagem sob pressão, revelando o acabamento original em argamassa de cimento, além de vestígios de antigos slogans pintados. Grades e esquadrias danificadas foram medidas com precisão e reproduzidas em moldes, garantindo unidade entre elementos restaurados e preservados. Internamente, pisos e vigas de madeira receberam tratamento contra cupins e foram reforçados com vigas de aço; peças apodrecidas foram substituídas.

O Edifício 2 passou por restauração externa e ajustes internos. Estruturalmente, é composto em sua maioria por alvenaria e concreto, com partes em estrutura de pórtico. O espaço interno, com vãos relativamente reduzidos, não se adequava a funções públicas. Por isso, os arquitetos fizeram pequenas modificações para adaptá-lo a residências artísticas temporárias. Na fachada, o revestimento original em pedra lavada foi mantido, com reparos pontuais nas áreas danificadas.

No Edifício 3, portas e janelas entre os pilares estruturais foram removidas, abrindo o espaço interno e conectando-o melhor ao pátio. As vigas, lajes e pilares de concreto foram reforçados para suportar maior fluxo de visitantes e atividades na cobertura. A escada, que funciona como ponto focal do pátio, foi preservada e consolidada estruturalmente graças ao empenho conjunto dos arquitetos e da equipe de obra.

No Edifício 4, as paredes externas foram preservadas, mas a complexa malha de divisórias internas em alvenaria foi removida e substituída por oito pilares de madeira e aço que sustentam a cobertura e o mezanino. Originalmente, eram três residências geminadas, com espaços internos muito compartimentados pelas paredes estruturais. Havia ainda um desnível de 60 cm entre duas das unidades. Essa configuração inviabilizava o funcionamento como ateliê de cerâmica. A reforma consolidou os elementos estruturais para criar um espaço aberto e flexível no térreo, adequado à criação artística, mantendo o desnível original como área de uso versátil dentro do estúdio.


Os dois edifícios voltados para a rua assumiram funções distintas: o Edifício 1, antiga sede da Coluna do Rio das Pérolas, funciona como recepção; já o Edifício 4, antiga residência reformada, abriga um estúdio. O acesso ao pátio interno é feito por uma entrada adicional. Ao mesmo tempo, o pátio, o terraço interno e o terraço de cobertura compõem um sistema de espaços públicos articulados, cuja presença também precisava ser sinalizada desde a rua. Para isso, os arquitetos criaram um novo sistema de circulação feito de tijolos cerâmicos e estrutura metálica entre os edifícios. Esse sistema organiza os fluxos, qualifica a experiência do visitante e reforça visualmente o tema da cerâmica como parte da revitalização cultural de Guanyao.

O sistema inicia-se na entrada com um banco de tijolos que conduz até o corredor. Em frente a ele, uma parede parcialmente vazada de tijolos funciona como elemento de filtragem visual. Acima e atrás da parede, a cobertura do Edifício 3 foi transformada em terraço acessível. Nesse ponto, uma estrutura metálica com membrana têxtil atua como dispositivo visual, podendo ser adaptada conforme o conteúdo expositivo. A cobertura metálica se prolonga até o Edifício 2, onde forma o dossel estrutural do novo terraço de cobertura.

Esse sistema de tijolos cerâmicos e estrutura metálica foi concebido para reorganizar o espaço público do pátio arquitetônico com intervenções mínimas, preservando o espírito do lugar construído ao longo do último século. Ao mesmo tempo, introduz uma transformação sutil na Rua Yiyuan Oeste, funcionando como um convite visual para atrair os visitantes aos espaços internos.
Fonte: Archdaily
Arquitetura
Apartamento da Casa na Árvore / Projekt V Arhitektura

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- Área:
100 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Artisan, Gazzda, Krivaja Homes, Zanat, prostoria

Descrição enviada pela equipe de projeto. Este retrofit sustentável de 100 m², assinado pelo Project V Architecture, transforma um apartamento em Sarajevo — situado em um edifício de pátio da era austro-húngara — em um universo acolhedor e sensorial, construído a partir de materiais naturais. Pensado para uma família jovem, o projeto utiliza revestimentos em madeira de cerejeira, paredes pintadas com argila, bancadas de pedra, cortinas de linho, travertino e um detalhamento minimalista. O elemento mais surpreendente é uma Casa na Árvore infantil, pré-fabricada e sob medida, feita em madeira laminada de abeto. O apartamento evoca uma sensação de atemporalidade, dialogando com a tradição do minimalismo e do modernismo do século XX em Sarajevo, e abriga uma curadoria de artesanato e arte contemporânea da Bósnia.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Carla Diaz apresenta obra de arte personalizada para nova casa
“Foi uma obra desafiadora de ser criada. Uma encomenda feita praticamente às cegas, para representar uma pessoa que, desde criança, esteve dentro das nossas casas. Como retratar abstratamente toda essa personalidade da Carla? No abstrato, cada um enxerga um pouco do que tem dentro de si mesmo. Tive certeza de que acertei no equilíbrio e na energia da obra quando ela olhou e enxergou a alegria transbordando através das cores”, afirmou Leonardo.
Arquitetura
Mercedes-Benz terá bairro residencial de luxo com 12 edifícios em Dubai
A montadora Mercedes-Benz terá seu primeiro bairro residencial de luxo em Dubai, nos Emirados Árabes. O projeto Binghatti City reunirá, assinado em parceria com a incorporadora Binghatti, terá 13 mil apartamentos distribuídos em 12 torres, com design inspirado na identidade visual da marca de automóveis.
O nome Vision Iconic foi escolhido para a torre central, que tem 341 metros de altura e define o skyline em efeito cascata. O empreendimento aposta em acabamentos cromados, tons de preto e prata. Os interiores combinam a sofisticação minimalista e materiais nobres como madeira e couro.
Com uma extensão de mais de 930 mil m², o bairro de luxo fica situado na região de Meydan e está em fase de construção. O Binghatti City é projetado para ser concluído em fases, com previsão de entrega total até 2029.
O complexo contará ainda com áreas culturais, instalações esportivas e centros comerciais, permitindo uma vida autossuficiente aos moradores.


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