Arquitetura
Residência Prakriti / unTAG | ArchDaily Brasil

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- Área:
4500 ft²
Ano:
2024

Descrição enviada pela equipe de projeto. Prakriti, em sânscrito, significa “mãe natureza”. Localizada entre as montanhas Sahyadri, na Índia, cercada por uma floresta atrás e com vista para a represa Mukane, a Villa Prakriti é uma pequena casa-fazenda biofílica que celebra a conexão entre as pessoas e a natureza. Esse refúgio cercado pela floresta não tenta imitar a natureza, mas sim viver de acordo com ela — sendo adaptável, criativo e bem enraizado. É uma casa que se mistura ao seu entorno natural. A ideia inicial nasceu sob a única mangueira que já existia no local, que virou o ponto central do projeto — o eixo principal. Caminhar pela casa, que está em um terreno com relevo, é como uma dança, passando por diferentes níveis e descobrindo os espaços. Em vez de transformar o terreno em terraços planos, a casa respeita o formato natural do solo — um princípio de corte e aterro mínimo.


A casa está dividida em duas partes ao redor da árvore — uma área social e outra privada — conectadas pelo pátio da mangueira. O acesso acontece por uma escada sinuosa que sobe por um caminho cheio de vegetação tropical. A escada leva a uma entrada coberta com piso de tijolos, onde a mangueira recebe os visitantes, com luz filtrada pelo pergolado de bambu. A sala de estar funciona como um espaço de passagem que liga os jardins da frente e de trás. Voltada para o sul, a sala é protegida por uma varanda profunda de 10 metros, que termina em uma piscina trapezoidal com vista para as montanhas Sahyadri. O destaque da sala é um canteiro de plantas que também serve como banco embutido, com uma claraboia oval no teto. Uma escada espiral interna, rodeada por plantas, leva ao quarto do andar superior. Os outros três quartos, que ficam na parte privada, estão em três níveis diferentes, ligados por escadas externas e rodeados de plantas.








Em Prakriti, é possível sentir a presença da floresta dentro e ao redor da casa, por meio de vários elementos que se conectam à natureza — seja pela vista, pelos cheiros ou pelos sons. A casa, com suas cores de terracota, parece uma criatura da terra nascida do solo fértil das montanhas Sahyadri, que gera várias “filhas” verdes ao seu redor. Projetada para aproveitar o clima local, a casa tem dois telhados inclinados e beirais largos que protegem do sol forte nas varandas e sacadas, além de permitir a entrada de luz suave pelas janelas de tijolos vazados (jaalis). Os ambientes têm ventilação cruzada, garantindo conforto térmico o ano todo. Os telhados de telha de barro ajudam o ar quente a sair naturalmente. O tijolo local — simples, com textura e durável — é usado em grande quantidade, trazendo sensação de aconchego. A pedra Shahabad, típica da região e econômica, aparece em vários padrões pela casa. O telhado tradicional de telhas de barro remete às técnicas locais de construção. A decoração interna, simples e branca, traz um toque acolhedor de identidade indiana aos espaços.




Cada detalhe do projeto — desde o volume da construção até a escolha consciente dos materiais — foi pensado para garantir um design sustentável, tanto para o meio ambiente quanto para o bolso. A arquitetura e a paisagem se misturam, desfazendo a linha entre o construído e o natural, restaurando a memória ecológica e convidando a floresta a se expandir novamente. Essa é a arquitetura em sua forma mais pura: um jeito de escutar, viver, conviver e evoluir junto com a natureza.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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