Arquitetura
Sonha em visitar o Japão? 2026 pode ser sua última oportunidade

O Japão está mudando, assim como sua relação com o turismo. Se você sempre quis se perder entre as flores de cerejeira ou escalar o Monte Fuji, agora é a hora O Japão conquista viajantes do mundo inteiro há centenas de anos. Com sua culinária antiga, paisagens inesquecíveis e equilíbrio perfeito entre o antigo e o futurista, o país se tornou um destino cult. Ali, a delicadeza está nos detalhes, no som do trem chegando pontualmente à estação, no gesto gentil de uma reverência… Apesar da tecnologia avançada e do ritmo de vida acelerado, o Japão jamais deixou de valorizar a tradição.
Nos últimos anos, no entanto, a ilha vivenciou um fenômeno inesperado: atingiu números altos de turistas que superaram até as projeções mais otimistas. Entre ruas e templos lotados e moradores cansados, o Japão não quer se despedir dos turistas, mas sim encontrar uma maneira diferente de recebê-los. Esta decisão pode transformar a maneira de viajar para lá. Então, se você sonha em visitar o Japão, 2025 e 2026 podem ser sua última chance de fazer isso do jeito que você sempre imaginou.
Cruzamento de Shibuya, em Tóquio
Getty Images
O turismo de massa e suas consequências
O turismo de massa transformou até os espaços mais sagrados porque, em meio à espiritualidade, as selfies nunca param
Alicja Ziajowska / Unsplash
Em 2024, o Japão quebrou seu próprio recorde com mais de 36 milhões de turistas internacionais ao ano. Este número supera, inclusive, o cenário pré-pandemia. Embora isso tenha sido um sucesso para a economia, virou um pesadelo para a vida cotidiana de seus habitantes (especialmente em Tóquio, Kyoto e Osaka).
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As reclamações vão desde as mais óbvias, como ruas superlotadas, barulho e excesso de lixo, até as mais profundas, como a perda da essência e do respeito pelas normas culturais que caracterizam o Japão. Em Kyoto, por exemplo, o turismo transformou bairros tradicionais, como Gion, em uma espécie de parque temático, com gueixas perseguidas por câmeras e moradores fugindo do centro da cidade.
Por trás do caos visual das luzes de neon que nunca se apagam em Kabukicho, o Japão já se pergunta se conseguirá manter esse ritmo turístico sem perder sua essência
Erik Eastman / Unsplash
As novas regras do jogo
A temporada de Sakura e a chegada de milhares de turistas ao mesmo tempo testaram a paciência de muitos moradores
Getty Images
A partir de 2025, as mudanças começarão a ser sentidas. Uma das mais importantes será a implementação do JESTA (Sistema Eletrônico Japonês para Autorização de Viagem), um sistema de autorização eletrônica que funcionará como um filtro de pré-entrada, muito parecido com o ESTA americano. Então, se você vem de um país que antes não exigia visto, agora você precisará solicitar essa autorização digital para entrar.
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E não é só isso: haverá aumento de impostos turísticos. Por exemplo, em Kyoto, a tarifa mais alta de hotel passará de 1.000 para 10.000 ienes por noite (sim, você leu certo: dez vezes mais). Sem contar as restrições de acesso a locais icônicos e a descentralização do turismo serão implementadas.
Paralelamente a essas mudanças, há uma campanha silenciosa (mas firme) que promove o turismo respeitoso. Não fale ao telefone no trem, não coma enquanto caminha, não tire fotos sem permissão. Sabemos que isso pode parecer extremo, mas no Japão essas pequenas ações fazem a diferença entre ser bem-vindo ou não.
Tudo isso decorre do fato de que alguns moradores começaram a registrar publicamente suas reclamações, apontando que o que mais os incomoda não é o número de turistas, mas a falta de compreensão cultural.
As maiko de Kyoto representam uma arte delicada que agora é invadida por turistas e flashes não autorizados
Willian Justen de Vasconcellos / Unsplash
Então vale a pena ir?
Sim. Mais do que nunca. Não apenas pela urgência das mudanças, mas também pelo o que esse momento representa para o Japão: uma oportunidade de se repensar como destino, de cuidar do que amamos e de nos ensinar que viajar também é aprender a ser melhores hóspedes.
Viajar para o Japão não deveria ser uma corrida contra o tempo, mas agora há um contexto que incentiva a não adiar mais essa viagem. Não só porque os procedimentos serão mais complexos ou os custos mais altos, mas porque estamos vivenciando a fase final de um Japão aberto e sem filtros. Um Japão que, embora saturado, continua recebendo a todos com gentileza. Afinal, ele já começou a fechar a porta, pouco a pouco.
Nem tudo no Japão é luz e velocidade, pois também há lugares onde o tempo para
Masaaki Komori / Unsplash
Este é um convite para viajar de forma diferente, com responsabilidade e atenção. Começar a ser aquele turista que observa, escuta, aprecia e se adapta, entendendo que, em um país diferente do seu, ser hóspede é um privilégio, não um direito.
O excesso de turistas têm preocupado os moradores locais
Unsplash
Então, se você sonha em provar seu delicioso sushi autêntico, apreciar seus templos silenciosos, vivenciar sua revolução tecnológica em primeira mão, curtir aquele pôr do sol em Arashiyama ou aquele passeio sem rumo por Harajuku, não deixe para depois. Pegue esse vôo. Planeje, respeite e viaje com responsabilidade.
*Matéria publicada originalmente na AD México y Latinoamérica
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Casa Vazia / estudio veintidós

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada em uma pequena vila nas Montanhas Riaza, em Segóvia, a habitação se insere nos vestígios de um antigo estábulo construído em pedra bruta e terra batida, cujos telhados e divisórias internas encontravam-se em severo estado de ruína. Após o esvaziamento do volume edificado, o projeto adota a envoltória preexistente como fundação e limite, abrindo mão da ocupação total original para, em seu lugar, liberar um espaço central destinado a articular a nova vida doméstica.

Arquitetura
No Japão, este estádio de futebol será totalmente sustentável e construído com ajuda da comunidade
Assinado pelo escritório japonês VUILD, o projeto pretende se tornar um modelo internacional de design sustentável e circular. Em contraste com os estádios monumentais que dominam friamente as grandes cidades, este equipamento esportivo em escala humana se inspira na tipologia de uma casa de dois andares. Construído com a participação de moradores e torcedores, o estádio será montado pela própria comunidade local, em um espírito que remete ao trabalho coletivo tradicional. Adaptado às condições climáticas da região de Fukushima, o projeto incorpora soluções de energia passiva, que vão da captação da água da chuva à ventilação natural.
Arquitetura
Casa Terra / Tomohiro Hata Architect and Associates

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Descrição enviada pela equipe de projeto. O projeto teve início com a seguinte pergunta do cliente ao arquiteto:
“A sociedade ao nosso redor parece muito madura; no entanto, muitos edifícios estão sendo demolidos um após o outro, mesmo quando ainda têm vida útil suficiente. Isso não acontece justamente por causa da perda de algo essencial?”

Fonte: Archdaily
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