Arquitetura
Torre de madeira mais alta do mundo será construída na Austrália
A Austrália Ocidental poderá em breve abrigar o edifício de madeira mais alto do mundo, depois que as autoridades de Perth deram luz verde aos planos para uma torre “híbrida” de 191,2 metros de altura construída com madeira maciça.
Na quinta-feira (5), o Painel de Avaliação de Desenvolvimento Conjunto do Metrô Interior-Sul (JDAP) de Perth aprovou a proposta da Grange Development para o arranha-céu, atualmente apelidado de edifício C6, que teria quase o dobro da altura do atual detentor do recorde.
Os desenvolvedores afirmam que 42% da torre proposta será construída em madeira, com colunas e núcleo em concreto armado.
Se concluído, o arranha-céu ultrapassará o edifício híbrido de madeira e concreto mais alto do mundo, a torre Ascent, em Milwaukee, no Wisconsin, EUA, que tem 25 andares ou 86 metros, de acordo com o Conselho de Edifícios Altos e Habitat Urbano.
A estrutura proposta, localizada na Charles Street, em South Perth, também será mais alta do que a futura sede da Atlassian híbrida em madeira em Sydney, que está prestes a reivindicar o recorde da Ascent, mas ainda não foi concluída.
Assim como a Atlassian, a proposta torre C6 combinará vigas de madeira laminada com um exoesqueleto de aço para suportar a estrutura.
De acordo com a Grange Development, a torre de 50 andares conterá mais de 200 apartamentos e será o primeiro edifício residencial carbono negativo da Austrália Ocidental.
“A intenção do C6 sempre foi, em sua essência, uma proposta direta”, disse o diretor da Grange Development, James Dibble, em nota à imprensa. “Nossa aspiração com o C6 é mudar o foco para uma abordagem mais consciente do clima”.
A torre utilizará 7.400 metros cúbicos de madeira colhida de 600 árvores, segundo Grange.

“Não podemos cultivar concreto”, disse Dibble em uma proposta apresentada às autoridades de Perth, chamando o plano de “um novo projeto de código aberto que utiliza metodologia de construção híbrida para compensar o carbono em nosso ambiente construído, que é o maior contribuinte para as mudanças climáticas”.
“Esta é a nossa oportunidade de afirmar que nos preocupamos genuinamente tanto com a crise imobiliária que enfrentamos como com a crise climática pela qual estamos fazendo muito pouco como indústria”, acrescentou.
Além de usar madeira, o plano de Grange também inclui recursos verdes, como um jardim na cobertura, uma fazenda urbana e acesso dos residentes a 80 novos Tesla Model 3 totalmente elétricos.
Philip Oldfield, professor associado de arquitetura e chefe da Escola de Ambiente Construído da Universidade de Nova Gales do Sul, disse à CNN que acha que, do ponto de vista ambiental, o projeto tem “fortes credenciais”.
“Normalmente construímos edifícios altos de aço e concreto. O cimento é responsável por 8% de todas as emissões de CO2. Portanto, ao substituir o concreto e o aço por um biomaterial como a madeira, o impacto ambiental do edifício será bastante reduzido”, disse Oldfield.
No entanto, ele expressou ceticismo sobre algumas das outras afirmações do desenvolvedor.
“Sou um pouco mais cínico quanto à ideia de que é carbono negativo”, disse Oldfield. “A única maneira de ser carbono negativo seria se o edifício armazenasse mais carbono na madeira do que foi liberado (pelos) outros materiais. Isso pode ser possível, mas sempre será temporário”.
Mesmo assim, Oldfield está otimista quanto ao uso crescente de madeira na construção.
“No geral, acho que é um grande avanço”, disse ele. “Precisamos construir muito mais edifícios com madeira”.
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
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*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
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