Arquitetura
Villa A / Carl Gerges Architects

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- Área:
1500 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Dornbratch, Hitachi Air Conditioning, Meljac, Mitsubishi, OLIVARI, Vitrocsa

INTRODUÇÃO – A Villa A é uma residência privada localizada nas montanhas rochosas da cidade de inverno de Faraya, no Líbano. Integrada à sua topografia, as influências modernistas do edifício se manifestam em linhas horizontais limpas e proporções clássicas que fluem em harmonia com a paisagem. Uma paleta de materiais contida, aliada a uma atenção obsessiva aos detalhes, define a identidade da casa: refinada, porém suntuosa.


Ao entrar, a propriedade se revela em três níveis: uma entrada de pedra e concreto emoldurada por imponentes portas de madeira, telhados e pátios ajardinados, e uma fachada panorâmica de vidro que se abre perfeitamente para a piscina, oferecendo vistas ininterruptas das montanhas — as verdadeiras protagonistas do cenário.


O jardim, fotografado em plena floração, traz textura e cor sazonal ao ambiente rochoso. De longe, a paisagem mantém a impressão monocromática da casa, mas na primavera —quando as flores brotam após a neve pesada— o terreno áspero se suaviza e as formas irregulares tecem uma poesia silenciosa em contraste com a materialidade contida da residência.

INTEGRAÇÃO – Vista de longe, as três massas da casa fundem-se com a estrutura de concreto frisado que forma a piscina. Grandes janelas de alumínio, finas e discretas, desaparecem nas paredes quando abertas, enquanto pesadas venezianas de madeira fecham completamente a casa durante a baixa temporada; seus painéis talhados à mão adicionam calor à paleta sóbria. A piscina espelha as colunas da casa, prolongando seu ritmo sobre a água e reforçando a cadência. Alongada em sua forma, a propriedade recua para o pano de fundo, permitindo que a paisagem seja o foco principal: um exercício de sofisticação silenciosa e um convite à contemplação ao longo das quatro estações.


LINGUAGEM DOS MATERIAIS – Os materiais do edifício são tratados com técnica e variedade: a pedra da estrutura externa reaparece em ladrilhos talhados à mão na varanda e na piscina, em mosaicos pelo piso, em pequenas tesselações no interior e como cascalho no jardim e nos telhados — ecoando a própria montanha. O concreto é frisado e acabado manualmente, suas superfícies lembrando os tetos de fôrma aparente, reforçando o ritmo linear da casa — uma cadência que coroa suas arestas com força silenciosa. Pedra e concreto são levados além do convencional; seu uso experimental enriquece a textura visual da propriedade. Uma vez reveladas as possibilidades, os proprietários abraçaram o processo e encontraram inspiração lúdica em adicionar profundidade tátil à casa.



Executados por artesãos locais, os materiais enraízam o projeto na tradição regional, mantendo uma simplicidade disciplinada. A estética minimalista atua como uma ponte entre construção e natureza — uma arquitetura que colabora com a paisagem em vez de competir com ela.

INTERIOR – No interior, a mesma paleta de materiais é explorada ainda mais, com paredes de pedra e divisórias de concreto combinadas com madeira quente. Graças à abundância de luz proveniente das portas de vidro do chão ao teto e das claraboias, a casa se banha constantemente nas tonalidades mutáveis do dia — dos tons quentes aos frios.

O interior está em diálogo contínuo com o exterior: o pátio e seus jardins sazonais, a piscina e seus reflexos líquidos, e a montanha em frente — envolta em vestes em constante mudança. Mas o verdadeiro clímax chega no inverno, quando a neve cai em silêncio e coroa a casa com sua cena mais mágica: um banquete perolado que cresce em intensidade à medida que as montanhas se elevam em altitude.

Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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