Arquitetura
Vinícola Bélair-Monange / Herzog & de Meuron

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Descrição enviada pela equipe de projeto. A vinícola Bélair-Monange, localizada em Saint-Émilion, foi projetada para atender às necessidades futuras da operação vinícola da propriedade. O programa integra-se de forma sustentável à cidade de Saint-Émilion, reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO desde 1999; o projeto funciona tanto como espaço de produção quanto de promoção. As quatro principais áreas dedicadas ao processo de vinificação são: a área de recepção da colheita, a sala de tanques e as adegas de barricas. Para o atendimento de clientes privados, o projeto inclui uma sala de degustação, além de um espaço de recepção com capacidade para aproximadamente 100 pessoas. O projeto é uma encomenda direta que dá continuidade a uma longa parceria, iniciada há cerca de vinte anos, entre a família Moueix e o escritório Herzog & de Meuron. Bélair-Monange é o quinto projeto conjunto e a segunda vinícola, após a Dominus Winery, na Califórnia, em que trabalhamos juntos.

História. O campo de Saint-Émilion é um território histórico de vinicultura e cultura, preservado em estado próximo ao do século XIV. A cidade medieval abriga diversas igrejas, capelas e mosteiros que datam do século XI. Essa longa história está também associada ao desenvolvimento da vinicultura na região, introduzida inicialmente pelos romanos. As características dos monumentos, da arquitetura e da paisagem — a combinação do construído e do não construído, o próprio terreno, os vinhedos e os parques — formam um tecido cultural e urbano único.

Características do Terreno. O terreno situa-se no planalto de argila e calcário da “Croix Gaudin”, a aproximadamente um quilômetro a sudoeste do centro histórico de Saint-Émilion. O planalto é definido pelo limite mediterrâneo e pela área circundante de encostas, cristas e vales, oferecendo vistas panorâmicas sobre o vale do Dordogne. O contexto existente é composto por três elementos característicos: a presença constante dos vinhedos, o parque vizinho Magdelaine e uma casa de pedra construída em 1845, preservada no âmbito do projeto.


Paisagem, Patrimônio e Arquitetura. O parque adjacente Magdelaine apresenta materialidade e vegetação semelhantes ao terreno da vinícola, com numerosos carvalhos, tílias e sicômoros. Vivenciado como uma ilha de frescor em uma paisagem com poucas árvores, este parque marca o início de uma sequência de espaços arquitetônicos que definem o conjunto monolítico da Bélair-Monange. O caráter escultórico da casa de pedra existente é reforçado pelo fechamento da maioria de suas aberturas, com preenchimentos levemente recuados em relação à fachada, permitindo que a sombra mantenha visível o traço das aberturas originais, como um palimpsesto de uma era passada. Três novas janelas foram cuidadosamente posicionadas na fachada principal a leste, atendendo às necessidades da nova configuração interior da casa.

As novas adegas, parcialmente enterradas para não se sobrepor à casa existente, se revelam como um monólito de concreto. Escolhido por suas qualidades térmicas, o concreto garante um ambiente interno estável e temperado ao longo do ano — condição essencial para os espaços de vinificação. A conexão entre os dois monólitos minerais — um de pedra e outro de concreto — é reforçada pelo teto de concreto da sala de recepção. Este novo teto prolonga a cobertura existente da ala sul da casa, em direção aos vinhedos e ao vale do Dordogne. O tom ocre e a textura leve do concreto reforçam a relação íntima entre as duas estruturas. O novo edifício da vinícola adapta-se à presença da casa antiga, estabelecendo um diálogo com ela em vez de dominá-la.


Na fachada, fendas horizontais e verticais subdividem o grande volume do novo edifício e introduzem luz natural na vinícola principal. As grandes portas de madeira na fachada sul, lembrando móveis soltos, evocam elementos medievais vernaculares e permitem que os espaços de trabalho se abram para o exterior durante a colheita. As vigas de concreto do teto remetem aos sulcos romanos, técnica ancestral da cultura da vinha, ainda perceptível em Saint-Émilion. Algumas dessas vigas foram parcialmente escavadas para permitir ventilação natural e resfriamento livre dos espaços no verão.

A vinícola Bélair-Monange é composta por quatro quadrantes simétricos dispostos ao longo de um corredor central, que funciona como a circulação principal do projeto e como tributo à arquitetura subterrânea de Saint-Émilion, visível nas pedreiras e igrejas monolíticas. As paredes e o teto deste corredor de concreto de textura rugosa expressam um motivo inspirado na gravura de Albrecht Dürer, de 1504, Joachim and the Angel, representado também nos rótulos do primeiro vinho produzido aqui, o Château Bélair-Monange. Uma ampla escadaria esculpida no volume conecta os quatro principais espaços de trabalho — a sala de tanques, a área de recepção e colheita e as duas adegas de barricas. A sala de recepção no nível superior abre-se completamente para a paisagem e o vale do Dordogne.

Compromisso com o Terroir. Conhecer e vivenciar a viticultura diretamente no local contribui para o desenvolvimento cultural de toda a região. A vinícola Bélair-Monange foi projetada não apenas para atender às necessidades funcionais da equipe do cliente, mas também para receber visitantes do mundo inteiro. O projeto busca criar um vinho que expresse todo o potencial do vinhedo, refletindo a mineralidade do solo local e a qualidade do vinho que será produzido nestas adegas nos anos vindouros.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Residência RDJ / Jacobsen Arquitetura

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada em um grande declive, em meio a uma reserva florestal, o projeto da Residência RDJ buscou mimetizar topograficamente o terreno no qual se insere. O objetivo era criar uma casa que, à primeira vista, parecesse térrea, mas que fosse lentamente se desdobrando através do subsolo e de outros pavilhões que compõem o percurso da sua descida.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa no Meco / DNSJ.arq

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- Área:
272 m²
Ano:
2018
Fabricantes: CIFIAL, CIN, Duravit, GRAPHISOFT, Oli, Sanitana, Velux,

Descrição enviada pela equipe de projeto. Situado num terreno praticamente plano e de forma retangular, o lote é orientado no sentido Nordeste/Sudoeste que culmina num pinhal. A Casa no Meco foi pensada a partir da regeneração de uma casa preexistente, com a ideia de dar-lhe um novo caracter, reconstruindo-a com outra qualidade. A principal característica da casa é a relação com o exterior, sendo reconstruída num único piso e dotada de uma fachada transparente que cria um panorama sobre o pinhal a Sudoeste a partir de um amplo envidraçado.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa concebida por Zanine Caldas é renovada para artista no Rio de Janeiro
“Minha intervenção atual, a convite dos moradores, tem a função de atualizar e adequar a grande casa à vida da família”, diz o arquiteto Carlos Boeschenstein, que criou o espaço artístico e a sala de ginástica, além de retrabalhar toda a iluminação para valorizar as madeiras da estrutura típica de Zanine e, ao mesmo tempo, destacar as peças da “artista residente” – neste caso, literalmente. Raquel estudou sua arte na Heatherleys School of Fine Arts, no Morley College e na University of the Arts of London, e já expôs suas obras, desde 2019, na Casa Brasil, no Centro Cultural dos Correios e no Consulado da Argentina, além de galerias diversas, sempre no Rio de Janeiro.
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