Política
Zema lança pré-candidatura à Presidência sem citar Bolsonaro
(UOL/FOLHAPRESS) – O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), lançou sua pré-candidatura à Presidência da República na tarde deste sábado (16), em São Paulo, sem citar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sugerindo botar limites em supostos abusos do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes.
Governador lançou sua pré-candidatura à Presidência da República no Encontro Nacional do Novo, em São Paulo. Político de direita é um dos que tenta se cacifar para as eleições do ano que vem diante da inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro, que será julgado neste ano por tentativa de golpe de Estado. O evento fechado contou com os principais nomes da sigla, como o deputado federal Marcel Van Hatten (RS), o senador Eduardo Girão (CE) e o ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol.
Militante chegou a gritar por “anistia” durante discurso, mas foi ignorado. Zema evitou entrar no assunto durante sua fala, mas disse que iria “chegar a Brasília para acabar com abusos e perseguições do Alexandre de Moraes”.
Questionado pela imprensa se retiraria candidatura a pedido de Bolsonaro,
Zema disse que “tudo vai depender das conversas”. “Durante a campanha sempre acontecem ajustes nas candidaturas. Tudo isso vai depender das conversas, mas o nosso objetivo é seguir como candidato.”
Político entrou no palco ao som da música “Que país é este?”, da Legião Urbana. Ele também contou sua história, exaltou dados de sua gestão em Minas Gerais, atacou o PT e defendeu reforma do Estado para acabar com “privilégios”. “Reformar o Estado e liquidar os privilégios é decisivo para o Brasil avançar”, afirmou.
Zema disse que entre os objetivos de sua candidatura está “acertar as contas com lulismo” do país. “Vamos acertar as contas com os três maiores problemas do país: lulismo, parasitas do Estado e facções criminosas.” Ele também defendeu a saída do país do Brics, bloco econômico que tem, entre outras nações, China e Índia.
Ele também disse que iria chegar a Brasília para “varrer o PT do mapa” e “libertar o Brasil”.
Governador citou dados de sua gestão em Minas. Em uma indireta aos estados de São Paulo e ao Rio de Janeiro, ele afirmou que não há uma via no Estado que seja controlada por facções e na qual a polícia não consiga entrar. Também afirmou que conseguiu atrair R$ 500 bilhões em investimentos privados para o Estado e que o Brasil é competitivo “quando o governo não atrapalha”.
Evento marcado por ataques ao PT e ao STF. Houve distribuição de adesivos de “fora PT” com a mão do Lula com o dedo mindinho faltando e também exibição de imagens do presidente e do ministro Alexandre de Moraes no telão do evento. Os dois foram vaiados.
Estamos fazendo neste sábado (16) um grande trabalho na segurança publica, tanto é que Minas é um dos Estados mais seguros do Brasil, mesmo sendo vizinho de estados onde as facções criminosas dominam. Em Minas eu falo com orgulho, não tem um beco, não tem uma via pública onde a facção criminosa controla e onde a nossa polícia não entre.
Vamos chegar a Brasília para varrer o PT do mapa. Vamos chegar a Brasília para acabar com os abusos e perseguições do Alexandre de Moraes. Nós vamos chegar a Brasília para libertar o Brasil! Essas próximas eleições vão decidir o nosso futuro e nós vamos ter de acertar as contas com os três maiores inimigos desse país: o lulismo, os parasitas do Estado e as facções criminosas.Romeu Zema, governador de Minas Gerais em discurso para lançar sua pré-candidatura.
Política
Mario Frias direcionou verba pública a produtora de filme sobre Jair Bolsonaro
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A produtora do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro (PL), recebeu R$ 2 milhões em recursos públicos por meio de três CNPJs na área de tecnologia e esportes, além de ter firmado um contrato no valor de R$ 108 milhões para instalação de pontos de wi-fi com a Prefeitura de São Paulo.
As informações foram divulgadas primeiro pelo portal The Intercept Brasil e confirmadas pela reportagem.
Uma das pessoas envolvidas na produção é o deputado Mario Frias (PL-SP), ex-secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro. A reportagem teve acesso ao roteiro do filme, que contém a informação de que ele é baseado “em uma história real escrita por Mario Frias intitulada ‘Capitão do Povo'”.
Frias foi responsável pela aprovação de duas verbas de emenda parlamentar ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG de Karina Ferreira da Gama, que também é dona da GoUP Entertainment, que produz “Dark Horse”.
Procurados, Mario Frias e o Instituto Conhecer Brasil não se manifestaram até a publicação deste texto.
Os repasses de emenda parlamentar foram de R$ 2 milhões ao todo. No ano passado, o Instituto Conhecer Brasil recebeu R$ 1 milhão via Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação numa ação de letramento digital. Via Ministério dos Esportes, o ICB foi contratado por R$ 1 milhão para implantar o Projeto Lutando Pela Vida, de artes marciais.
No passado, a instituição foi autorizada a captar recursos para executar projetos ligados ao mundo evangélico, como “A Turma do Smilinguido no Teatro” e um festival itinerante da Marcha para Jesus, mas não conseguiu levantar fundos em ambos os casos.
Mas o contrato de valores mais expressivos foi com a gestão de Ricardo Nunes (MDB) na prefeitura da capital paulista. A instituição foi contratada pela prefeitura para instalação de 5.000 pontos de wi-fi no valor de R$ 108 milhões.
Procurada, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia afirma que a contratação do Instituto Conhecer Brasil foi realizada “por meio de chamamento público transparente e sem contestações”.
Segundo a prefeitura, “a organização social cumpriu todas as exigências previstas no edital, e a prestação do serviço está em andamento com 3.200 pontos de wi-fi implementados e 1.800 pontos previstos para 2026”.
O valor total da parceria é de R$ 108 milhões, mas os repasses realizados até o momento são de, aproximadamente, R$86 milhões, que correspondem aos serviços já executados.
O filme “Azarão”, ou “Dark Horse” no título original, narra os momentos do ex-presidente após ser vítima de esfaqueamento em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 2018. A primeira locação de filmagem foi no Hospital Indianópolis, na zona sul da capital paulista.
O filme é dirigido por Cyrus Nowrasteh, cineasta americano de origem iraniana. Ele tem em seu currículo filmes como “Infidel”, “O Jovem Messias” e “O Apedrejamento de Soraya M.”, segundo o Internet Movie Database. Jair Bolsonaro será vivido por Jim Caviezel, que viveu Jesus no filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, e também estrelou “Som da Liberdade”, sucesso entre o público conversador em 2023.
Fonte: Notícias ao Minuto
Política
PF apreende R$ 430 mil em dinheiro vivo na casa de líder do PL Sóstenes Cavalcante
A Polícia Federal (PF) apreendeu um total de R$ 430 mil em dinheiro vivo na residência do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) em uma operação realizada nesta sexta-feira, 19, para apurar desvios na cota parlamentar.
A investigação suspeita que o deputado, que é líder do PL na Câmara, fez repasses para uma locadora de veículos com o objetivo de desviar recursos da Casa. Ele ainda não se manifestou sobre o caso.
No endereço onde o parlamentar vive em Brasília, em um flat, os investigadores encontraram no armário uma sacola preta cheia de notas de R$ 100, que foram contabilizadas e apreendidas sob suspeita de serem provenientes do desvio de recursos públicos.
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo de busca e apreensão, mas não foi encontrado dinheiro vivo em seu endereço. Jordy afirmou em uma rede social que fez pagamentos à empresa suspeita de desvios com o objetivo de aluguel de carros desde o início do seu mandato e classificou a ação de “pesca probatória”.
Política
PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (19) mandados de busca e apreensão contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo pessoas com conhecimento da ação, a operação da PF não ocorre nos gabinetes parlamentares de Sóstenes e Jordy. Os sete mandados, autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), são cumpridos no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.
O objetivo da operação é aprofundar investigações sobre desvios de recursos públicos de cotas parlamentares, de acordo com a corporação.
“De acordo com as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública”, disse a PF.
Jordy publicou um vídeo nas redes sociais e chamou a ação de “covarde”. Segundo ele, a justificativa da busca e apreensão é a de que ele teria desviado recursos da cota parlamentar para uma empresa de fechada para aluguel de carrros.
“Sendo que é a mesma empresa que eu alugo carros desde o início do meu primeiro mandato. A mesma empresa que o deputado Sóstenes, que eu acredito que também esteja sendo alvo de busca e apreensão, aluga veículos dessa mesma empresa desde o início do primeiro mandato dele. A alegação deles é tosca, eles dizem que chama muito a atenção o número de veículos desta empresa”, disse.
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