Arquitetura
12 ilhas espanholas paradisíacas e pouco conhecidas
Um barco coberto de areia na praia. Uma mulher olhando a vida passar através de uma janela azul. A brisa salgada agitando vestidos secando ao sol e penhascos em cujas cavernas sereias se refugiam. As ilhas são lugares afastados, até mesmo idealizados, mas também templos da nostalgia, filhas do continente que se retorcem para criar mundos próprios.
No entanto, não é necessário ir às Maldivas ou à mais remota das ilhas Filipinas para descobrir o encanto da vida insular. A Espanha está cheia de tesouros escondidos onde sempre podemos esquecer o mundo e brincar de ser novos náufragos com bilhete de volta. De castelos islados em pleno Atlântico até a inspiração matutina de Dalí, as seguintes (e não tão conhecidas) 12 ilhas espanholas podem ser um bom começo.
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Ilhas espanholas pouco conhecidas
1. Tabarca (Alicante)
Tabarca (Alicante)
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A oito quilômetros da cidade costeira de Santa Pola, a ilha de Tabarca se revela como um mistério que apenas suas gaivotas e moradores conhecem. Em outros tempos visitada por gregos e piratas, a única ilha habitada da Comunidade Valenciana divide seus encantos em duas zonas distintas separadas por um istmo. Na parte ocidental, encontramos uma pequena vila de casas coloridas envolta pela antiga muralha e em cujas portas seus vizinhos ainda tomam a fresca ao entardecer.
Para uma pausa, nada melhor que provar a melhor fideuá em um de seus restaurantes (nos quais será melhor reservar assim que chegar) antes de cruzar para o lado oriental, uma paisagem ocre salpicada de cactus onde convivem seu farol e enseadas secretas nas quais podemos tirar o traje de banho. Só então se confirmam as suspeitas: a província de Alicante podia caber em uma só ilha das mais agradáveis, especialmente se você evitar os meses de julho e agosto.
2. La Graciosa (Las Palmas)
La Graciosa (Las Palmas)
Getty Images
Situada perto de Lanzarote, La Graciosa sempre foi um segredo a céu aberto. Sua designação como a “oitava ilha das Canárias” em junho de 2018 reforçou seu lugar no arquipélago das Ilhas Afortunadas, mas sem sacrificar sua condição de oásis remoto. Dois povoados, Caleta de Sebo e Pedro Barba, confirmam que existe vida inteligente em uma ilha que nunca conheceu o asfalto nem a buzina dos carros. Aqui convivem apenas as texturas e as cores, as redes frente a portais azuis e paraísos como a praia de La Concha, vigiada por antigos vulcões.
3. Ilhote de Sancti Petri (Cádiz)
Ilhote de Sancti Petri (Cádiz)
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Os fenícios fundaram em um pequeno ilhote em frente ao atual canal de Sancti Petri, em Chiclana de la Frontera, um templo dedicado ao próprio Hércules que atraiu centenas de filósofos do mundo antigo. Séculos depois, o ilhote de Sancti Petri (“de São Pedro”, em homenagem ao padroeiro dos pescadores) continua sendo esse lugar onde se cruzam todos os caprichos da história, com seu castelo branco encurralado pelo mar, tão preso entre dois continentes.
4. San Juan de Gaztelugatxe (Biscaia)
San Juan de Gaztelugatxe (Biscaia)
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Se você viajar à localidade basca de Bermeo, o rastro dos dragões de Daenerys indicará o caminho. Levantar os olhos até o ilhote de San Juan de Gaztelugatxe (combinação de rocha’ e ‘castelo’) faz qualquer um entender por que a equipe de Game of Thrones chegou até aqui buscando sua própria Pedra do Dragão. Uma viagem que começa através de uma trilha de 241 degraus desafiando o terreno acidentado do Mar Cantábrico até alcançar a ermida dedicada à Degolação de São João, de possível origem templária. Após fazer um pedido ao tocar três vezes o sino da ermida, só nos resta contemplar o horizonte nos imaginando como Jon Snow antes da batalha final.
5. Ons (Pontevedra)
Ons (Pontevedra)
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O estuário de Pontevedra tem um guardião estratégico chamado Ilha de Ons. A perfeita alternativa às imponentes ilhas Cíes também está situada no Parque Nacional das Ilhas Atlânticas da Galícia e representa um refúgio de paz, imerso nos ecos de uma história que começa na própria Idade do Bronze.
Colonos e nobres viveram nesta ilha de pescadores que expulsavam o mau-olhado recitando feitiços ao mar e onde hoje se espalham nove aldeias (o Curro é a mais habitada), além de diferentes enseadas cobertas por pinheiros e carvalhos, perfeitas para fugir do mundo. Exemplo de sustentabilidade, a ilha tem como principal opção de hospedagem um camping abastecido por painéis solares, um dos grandes orgulhos deste paraíso protegido.
6. Cabrera (Mallorca)
Cabrera (Mallorca)
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Frequentada por fenícios, romanos e cartagineses, Cabrera fica ao sul de Mallorca e é o típico lugar “ao qual nunca dá tempo de ir”, apesar de seus encantos: praias de água cristalina como S’Espalmador e Es Burrí, seu castelo construído no século XIV pelos franceses, ou Sa Cova Blava, o grande atalho azul ao coração da ilha. Um microcosmo envolto por suas histórias de fantasmas, mas também o antigo estigma de ter abrigado o primeiro campo de concentração da história no início do século XIX, momento em que a Espanha prendeu aqui milhares de prisioneiros franceses durante a Guerra da Independência.
7. Illa Grossa (Castellón)
Illa Grossa (Castellón)
Alamy/Reprodução Condé Nast Traveler Espanha
O arquipélago das Columbretes está a 49 km da localidade de Oropesa del Mar, em Castellón, revelando um mundo perdido. Não se deixe enganar por sua paisagem vulcânica, já que sua beleza se mede em metros de profundidade, motivo pelo qual centenas de mergulhadores chegam aos seus fundos marinhos em busca de golfinhos, moreias e peixes-lua. Dividido em quatro ilhotes, o conjunto das Columbretes encontra em l’illa Grossa o principal ponto de partida, com sua forma de meia-lua coroada por um farol. E, de fato, nunca uma conversa entre o mar e o céu foi tão evidente.
8. Ilha de Portlligat (Girona)
Ilha de Portlligat (Girona)
Getty Images
Todos os dias ao despertar, Salvador Dalí contemplava diante de sua janela a ilha de Portlligat, cenário incluído em várias de suas obras, para lembrar-se de que estava “no lugar mais bonito do mundo”. Portlligat, o povoado de Cadaqués onde Dalí comprou uma propriedade (hoje casa-museu) construída a partir de uma cabana de pescadores, orgulha-se desta ilha como uma extensão perfeita, separada da costa por uma baía de apenas 30 metros. Acessível a nado (não esqueça os sapatinhos de água), é possível fazer trilhas, explorar suas enseadas ou até participar de oficinas de conservação marinha.
9. Ilha do Carmen (Astúrias)
Ilha do Carmen (Astúrias)
Getty Images
Luanco, um dos povoados mais bonitos das Astúrias, situa-se perto de Gijón e conta com diversas praias, como Aramar, em cuja paisagem se insere a curiosa ilha do Carmen. Aramar (altar no mar) dá pistas da possível existência de um templo nesta ilha onde hoje se ergue uma ermida do século XVIII em homenagem a Nossa Senhora do Carmo, padroeira dos pescadores. Se você for paciente, pode até esperar a maré baixar, momento em que a ilha se confunde com o continente.
10. Ilha de Santa Marina (Cantábria)
Ilha de Santa Marina (Cantábria)
Alamy/Reprodução Condé Nast Traveler Espanha
Considerada como a maior das ilhas do Mar Cantábrico, Santa Marina encontra-se no município de Ribamontán al Mar, na baía de Santander. Suas grandes rochas formam uma muralha natural que encanta os surfistas que chegam até aqui em busca das melhores ondas da costa. Além disso, os amantes do mergulho com snorkel podem fazer imersões de até seis metros para descobrir um mundo secreto de ouriços coloridos, sépias, polvos e até estrelas-do-mar. Como cereja do bolo, nada melhor que avistar ao longe o Real Palácio da Magdalena enquanto acreditamos estar dançando sobre as ondas.
11. Ilha de Alborán (Almería)
Ilha de Alborán (Almería)
Wikipédia Commons/Reprodução Condé Nast Traveler Espanha
A 40 km ao sul da cidade de Adra, sussurra um dos grandes segredos da costa almeriense: a ilha vulcânica de Alborán, o ponto mais meridional da Andaluzia e situada em uma zona sísmica onde colidem a placa africana e a euro-asiática. Um cenário entre Almería e Marrocos habitado por uma fauna marrom e um farol como testemunha de inúmeras lendas e histórias, que incluem monges gregos, corsários tunisianos ou um piloto da Segunda Guerra Mundial enterrado aqui. Um mar de memórias que podemos visitar de longe através de diversas excursões, embora seja proibido desembarcar na ilha.
12. Ilhas Lobeiras (A Coruña)
Ilhas Lobeiras (A Coruña)
Ana García/La Voz de Galicia/Reprodução Condé Nast Traveler Espanha
Entre os penhascos do litoral de Carnota e no coração do estuário de Corcubión encontramo-nos com a última descoberta galega: o arquipélago formado pelas ilhas Lobeira Grande e Lobeira Chica, cujos 7 hectares evocam um ambiente selvagem que atrai dezenas de gaivotas e corvos-marinhos. Um cenário de sonhos que foi testemunha de diversos naufrágios, especialmente no início do século XX, e onde ainda sobrevivem seu farol automatizado e uma antiga fábrica de salga de peixe, diante das panorâmicas do Monte Pindo. Para visitar ambas as ilhas, você pode contratar uma excursão a partir dos portos de Fisterra ou Corcubión.
*Matéria publicada originalmente na Condé Nast Traveler Espanha.
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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