Arquitetura
Centro Ismaili Houston / Farshid Moussavi Architecture

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Um espaço para reflexão, diálogo e descoberta – Os Centros Ismailis ao redor do mundo atuam como embaixadas culturais, acolhendo pessoas de todas as origens para explorar as interseções entre fé, cultura e vida cívica. Cada um reflete o compromisso da comunidade Ismaili com o pluralismo pacífico, o engajamento intelectual e a humanidade compartilhada — oferecendo um espaço para a reflexão espiritual, o intercâmbio cultural e o diálogo público. O Ismaili Center Houston dá continuidade a essa tradição, concebido como uma morada viva para a mente e o espírito — um lugar onde programas de educação, arte, música, performance e conversa se entrelaçam para promover a compreensão entre pessoas de diferentes origens.


Dentro de seus espaços, os visitantes encontrarão exposições de arte permanentes e temporárias, um teatro black box, salas multiuso, um café, escritórios administrativos, salas de aula e um Jamatkhana (salão de oração dos muçulmanos ismailis) que ancora o conjunto na devoção e no senso de comunidade. Em consonância com a ética ismaili de serviço, o Centro é majoritariamente operado por voluntários. Ao acolher organizações dedicadas ao bem comum — da educação e das artes à saúde pública, consciência ambiental e equidade social — o Ismaili Center Houston se estabelece como um espaço de conexão, aprendizado e abertura, estimulando o intercâmbio de ideias que fortalecem o tecido da vida cívica.

“A cidade de Houston tem orgulho de receber o Ismaili Center — um espaço onde pessoas de todas as origens podem se reunir para dialogar, compreender e aprender. Quando visitei o local durante a construção, já era possível perceber o significado que este projeto teria para nossa cidade. Agora, com sua conclusão, ele se ergue como um novo marco ao longo do corredor da Allen Parkway — um farol de luz cercado por alguns dos nossos bairros e instituições culturais mais queridos. O Ismaili Center reflete verdadeiramente o melhor do espírito de Houston: nossa diversidade, nossa compaixão e nosso compromisso com a comunidade. É um lugar que convida todos os habitantes de Houston a se unirem e celebrarem aquilo que nos conecta”, declarou o prefeito Whitmire.

Diálogo arquitetônico entre tradição e modernidade – Em vez de reproduzir estilos históricos, a arquitetura do Ismaili Center Houston traduz conceitos duradouros do mundo muçulmano — como a estrutura como expressão de ordem, o ornamento como medida humana, a repetição como símbolo de unidade e a luz como matéria — por meio de uma linguagem artesanal contemporânea. A inspiração nas tradições persas domésticas e palacianas aparece nos eivans (varandas) e nas delicadas telas de pedra perfurada, que filtram a luz e garantem privacidade. Grandes gestos geométricos se resolvem em detalhes íntimos, criando espaços claros, tranquilos e atemporais, imunes a modismos. Moldado pelo clima de Houston e pela geografia do terreno, o Centro articula uma sequência porosa de eivans e átrios que combinam ambientes externos sombreados com interiores luminosos. Esses espaços de transição convidam a uma circulação contínua entre dentro e fora e permanecem acessíveis para uso informal além da programação oficial, reforçando a missão cívica do Centro como um destino diário de encontro, reflexão e troca.


Os materiais foram escolhidos por sua beleza, durabilidade e clareza, projetados para uma vida útil de um século. O exterior é revestido por pequenas placas de pedra de tons variados, que de longe formam volumes silenciosos e, de perto, revelam um refinado trabalho ornamental. No interior, uma paleta contida — com vidro laminado em seda, aço, painéis de madeira e concreto de altíssimo desempenho — valoriza a geometria mais do que o acabamento. As tramas das telas variam de aberturas triangulares a leves curvas, ampliando o campo de visão sem comprometer a estrutura. Acima, um óculo (claraboia) coroa o átrio central, em frente às portas do Jamatkhana, alinhando céu e santuário. Situado no ponto mais alto do terreno, acima da planície de inundação de 500 anos, o edifício está protegido, e o estacionamento subterrâneo foi projetado para comportar água quando necessário.

Paisagem de reflexão e resiliência – Para Woltz, o Ismaili Center Houston representa o ponto culminante de mais de uma década de pesquisa sobre como as paisagens do mundo muçulmano podem ganhar nova relevância no século XXI. Este é o quarto projeto do escritório Nelson Byrd Woltz concluído para a Aga Khan Development Network. Quando Sua Alteza, o falecido Príncipe Karim Aga Khan IV, contratou a equipe em 2011, propôs um estudo de um ano por sítios históricos na Espanha, Egito e Índia, a fim de explorar as dimensões espaciais, sensoriais e culturais dos jardins islâmicos — o som da água, a escala dos muros, o ritmo da geometria e o simbolismo dos recintos. Os aprendizados dessa jornada orientaram a abordagem do escritório em projetos subsequentes, incluindo o Centro Ismaili de Houston. Com base nessas lições, Woltz tratou o projeto como uma obra simultaneamente de engenharia ambiental e de expressão cultural viva.

O terreno foi escolhido por sua suave inclinação em direção ao Buffalo Bayou, uma topografia que ecoa os antigos jardins persas em patamares que descem até o rio. O projeto de Woltz transforma essa configuração em um sistema resiliente de gramados em terraços, espelhos d’água e jardins adaptáveis a enchentes, capazes de suportar as chuvas mais intensas de Houston. Em colaboração com o professor Hanif Kara, do escritório londrino de engenharia estrutural AKT II, a equipe incorporou uma grade geométrica sutil tanto no edifício quanto na paisagem, garantindo que cada caminho, fonte e árvore se alinhem em harmonia visual silenciosa, em consonância com antigas tradições orientais. Cercado por muros de jardim que reduzem o ruído urbano e serão cobertos por figueiras-trepadeiras, o Centro forma um enclave sereno — protegido da cidade, mas profundamente conectado à sua ecologia.

Para além de suas ambições estéticas e ambientais, a paisagem expressa o ethos ismaili de comunidade, cuidado e pertencimento. Woltz concebeu a vegetação como um “transecto do Texas”, iniciando-se com espécies desérticas, como cactos e agaves, e avançando pelas pradarias até a região costeira do Golfo — um espelho da adaptabilidade do povo ismaili em novas terras. Pensado não como um jardim estático, mas como um ecossistema vivo e em constante transformação, o conjunto amadurecerá com o tempo. “Não se trata apenas de beleza”, observa Woltz. “Trata-se de criar um lugar que una as pessoas em calma e reflexão — uma paisagem de conexão, resiliência e cuidado.”

Uma conquista colaborativa e um presente cívico – O Ismaili Center Houston adiciona uma nova camada à reputação da cidade como capital cultural do sul dos Estados Unidos, unindo-se a marcos vizinhos como a Menil Collection, a Rothko Chapel, a Asia Society Texas, o Cistern e o Museum of Fine Arts de Houston. Mais do que um espaço de culto ou de arte, o Centro se ergue como um símbolo de abertura — um lugar onde comunidades se encontram para aprender umas com as outras, celebrar valores compartilhados e imaginar um mundo mais conectado.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
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Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18

A imperatriz austríaca Maria Theresa (1717-1780), uma das monarcas mais amadas e com o reinado mais longo da Europa, foi homenageada com um navio de cruzeiro de luxo. Com decoração inspirada no século 18, a embarcação foi nomeada como “Melhor Novo Navio Fluvial” pelos editores do Cruise Critic em sua temporada inaugural. Os preços para viagens de uma semana variam de 2.080 a 13.849 euros (R$ 13 mil a R$ 86 mil, em valores convertidos na cotação atual), variando de acordo com o tipo de acomodação.
O SS Maria Theresa, com trajeto pelos rios Danúbio e Meno, tem a configuração de suas acomodações alterada a cada ano. A capacidade é de 150 hóspedes e 55 tripulantes. Para 2026, a embarcação conta com uma Grand Suite, 10 suítes e 64 cabines, todas com camas Savoir da Inglaterra feitas sob encomenda, lençóis de cetim de algodão personalizados e edredons europeus. Além disso, os viajantes contam com um menu de opções de travesseiros e banheiros revestidos de mármore.
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
A Grand Suite tem 38 m², conta com quarto, sala de estar espaçosa separada, banheiro com chuveiro de efeito chuva e banheira, além de área privativa para vaso sanitário e bidê. Entre as comodidades, há o serviço de mordomo, café da manhã no quarto, frigobar completo, além engraxate e serviço de lavanderia gratuito.
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
As suítes convencionais tem 28,3m², vista para o rio e varanda privativa com janelas do chão ao teto. Banheiro em mármore, aquecedor de toalhas, serviço de mordomo na suíte, café da manhã no quarto, engraxate e serviço de lavanderia gratuito estão entre as comodidades. Já as cabines clássicas têm 15 m² e janelas localizadas na linha d’água.
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
Fonte: Casa Vogue
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