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- Área:
46003 m²
Ano:
2023

“Parque de Inovação” – Este Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), estabelecido pela Toyota Motor Engineering & Manufacturing (Shanghai) Co., Ltd. no Distrito de Jiading, em Xangai, China, é dedicado ao avanço de pesquisas de ponta em áreas como a direção autônoma, com o objetivo de concretizar uma “sociedade da mobilidade” no país. O centro foi concebido como um “parque de inovação” — um ambiente com características de parque que integra natureza e sociedade, promovendo a harmonia entre as pessoas e o meio ambiente, ao mesmo tempo em que favorece a colaboração entre pesquisadores e demais profissionais.

A área circundante funciona como um polo dos setores automotivo e de tecnologia de Xangai e passa por um processo de requalificação para atrair empresas e evoluir para um distrito de inovação voltado à direção autônoma e à tecnologia de células de combustível (FC), entre outras áreas. O distrito é especialmente proativo no desenvolvimento e na atração de tecnologias de direção autônoma e conta com uma área dedicada a testes em vias públicas. A vizinha Universidade Tongji é referência no setor de células de combustível e hidrogênio na China, promovendo a colaboração entre indústria, governo e academia, além de atividades de P&D para apoiar o uso do hidrogênio no país. O edifício foi implantado com recuo em relação à via, criando uma ampla praça verde frontal que atende a rigorosos padrões de arborização e, projetada segundo princípios biofílicos, funciona como um espaço versátil para recreação e encontros, além de servir como área de evacuação em situações de emergência, acomodando também food trucks e eventos esportivos.

Espaço Universal de 60m x 60m – O edifício é uma estrutura de sete pavimentos, com área total de aproximadamente 46.000 m2. Ao distribuir as rotas de circulação vertical e as salas de trabalho ao longo de um eixo norte–sul, cria-se, no centro de cada pavimento, um espaço universal de 60m × 60m, capaz de acomodar a expansão e a evolução das atividades de pesquisa. O perímetro conta com varandas técnicas em todos os lados, permitindo futuras modificações e acréscimos. Essa estratégia minimiza o comprimento de dutos e tubulações, ao mesmo tempo em que considera as rotas de evacuação e a acessibilidade para manutenção no curto e no longo prazo. Em conjunto com as persianas, essas varandas também contribuem para o sombreamento solar.

O plano estrutural adota um sistema modular de 12m × 12m para maximizar a eficiência econômica. Vigas e lajes de concreto pré-moldado constituem os principais elementos estruturais, agilizando e racionalizando o processo construtivo. O sistema também atende aos requisitos específicos de montagem estabelecidos pela cidade de Xangai.

Persianas Light Wing refletem o ambiente — As distintas persianas Light Wing do edifício, otimizadas para a redução da carga solar com o auxílio de tecnologias avançadas de simulação, inspiram-se no design automotivo. Elas incorporam funcionalidades avançadas compatíveis com uma empresa de mobilidade, criando uma fachada icônica com desempenho ambiental ideal. Uma estratégia de design computacional foi aplicada à fachada oeste para enfrentar o desafio do intenso sol da tarde; esse método trouxe soluções ótimas a partir da análise de inúmeros padrões. Entre os fatores-chave considerados estiveram a profundidade de projeção das varandas, bem como a densidade, o ângulo e a forma das persianas verticais. As aberturas perfuradas do sistema Light Wing difundem a luz natural para o interior enquanto minimizam o ofuscamento, com forte ênfase na atratividade visual.


Vazio que Fomenta Co-criação – O espaço do átrio, que utiliza os patamares das escadas as quais conectam verticalmente cada pavimento, funciona como um espaço de co-criação (“Vazio de Inovação”), articulando os departamentos de negócios e os campos de pesquisa. Ele foi concebido como um ambiente confortável, onde as pessoas podem se reunir e encontrar seu próprio lugar — como pássaros empoleirados —, promovendo a interação dentro dos fluxos naturais de circulação. Isso é alcançado por meio da criação de áreas diversas, com linhas de visão cruzadas, resultantes de pavimentos escalonados e alturas de pé-direito diferenciadas, permitindo que os usuários compartilhem uma atmosfera acolhedora.

No que se refere aos estilos de trabalho no novo centro, foi adotado um processo ágil que integra hardware e software. Após discussões aprofundadas com os usuários sobre o ambiente de trabalho ideal, os arquitetos puderam incorporar os feedbacks ao longo do desenvolvimento do projeto. Essa abordagem reflete os diferentes padrões de uso e o desenho espacial desta instalação de Pesquisa e Desenvolvimento, ajustados à dinâmica colaborativa entre as equipes chinesas e japonesas.


Iniciativas de Hidrogênio para uma Sociedade Descarbonizada — Como empresa global, a Toyota está comprometida com uma política ambiental voltada à construção de uma sociedade livre de carbono, por meio da adoção de tecnologias de economia de energia, como o uso de fontes naturais e a geração de energia solar, contribuindo para a conservação ambiental. Especificamente, ao implementar equipamentos relacionados ao hidrogênio para a geração de energia H2, este plano busca liderar pesquisas pioneiras em seu campo e fornecer o equivalente ao consumo elétrico de um pavimento por meio da energia gerada a partir do hidrogênio. Ao incentivar projetos conjuntos com instituições universitárias de pesquisa, a instalação desenvolve tecnologias essenciais para a descarbonização — como gestão de energia e geração/cogeração por células a combustível (FC) —, ao mesmo tempo em que avança ativamente em experimentos com tecnologias relacionadas ao hidrogênio.


Essas atividades representam uma unidade de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) sustentável e inovadora, que evolui continuamente e se orienta para o futuro em benefício do meio ambiente, da sociedade e das pessoas. Ela busca concretizar a “felicidade” para todos por meio da mobilidade, em uma era marcada por eventos e desastres inesperados, como as mudanças climáticas globais e a pandemia de COVID-19.

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Fonte: Archdaily

