Arquitetura
Residencial Irwell Hill / MVRDV

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Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. O design pixelado da fachada criado pela MVRDV traz variedade e identidade para torres modulares pré-fabricadas em Cingapura. Na Irwell Bank Road, duas torres residenciais de 36 pavimentos foram concluídas, apresentando uma fachada vibrante e pixelada assinada pela MVRDV. Partindo da proposta altamente eficiente, pré-fabricada e modular desenvolvida pelo escritório cingapuriano ADDP Architects, a fachada matizada da MVRDV acrescenta vivacidade à aparência externa dos edifícios e destaca os espaços verdes comunitários no 24º andar e na cobertura. O projeto é o mais recente na obra da MVRDV a demonstrar que eficiência e custo-benefício podem conviver harmoniosamente com caráter e individualidade.


Desenvolvido pela City Developments Limited (CDL), uma das principais empresas de capital aberto do setor imobiliário em Cingapura, o Irwell Hill Residences marca a estreia da MVRDV em uma colaboração na área central da cidade. O empreendimento foi projetado pelo escritório local ADDP Architects utilizando a técnica de construção volumétrica pré-fabricada e pré-finalizada (PPVC), na qual módulos inteiros — incluindo superfícies acabadas e fachadas — são produzidos em fábrica e montados no local como peças empilhadas. A PPVC é amplamente adotada em Cingapura.

Essa técnica reduz a intensidade do trabalho no canteiro, o número de operários necessários e o tempo total de obra — fatores valiosos para minimizar interferências em um ambiente urbano denso. Também diminui o desperdício e reduz as emissões de carbono associadas à construção, ao demandar menos transporte, equipamentos e operações de campo. Diante desses benefícios, a Autoridade de Construção e Edificações do país estabeleceu regulamentações, diretrizes e programas de acreditação voltados ao avanço de métodos que elevam a produtividade no setor.


No entanto, a PPVC costuma resultar em fachadas repetitivas e monótonas. Por isso, a MVRDV foi convidada a acrescentar um elemento de design que conferisse identidade e apelo visual às torres, criando a ilusão de variedade mesmo dentro de uma planta-tipo repetida. O escritório aproveitou as características do sistema PPVC para criar uma fachada “pixelada”, em que cada módulo pré-fabricado corresponde a um pixel. Alguns módulos são recuados ou avançados com o uso de estruturas metálicas, configurando diferentes tipos de sacadas e adicionando profundidade e dinamismo ao conjunto. Esse relevo, combinado a uma paleta de dourado e marrom-escuro, compõe um padrão abstrato inspirado nas formas orgânicas de plantas trepadeiras.

“Nas últimas décadas, Cingapura se mostrou uma cidade de incrível inovação em arquitetura e urbanismo”, afirma Nathalie de Vries, parceira fundadora da MVRDV. “A cidade mais uma vez demonstra liderança na construção modular, colhendo os benefícios da PPVC na redução de resíduos, de emissões de carbono e de impactos na vida urbana. Com o Irwell Hill Residences, em parceria com a ADDP Architects, buscamos dar o próximo passo nessa trajetória de inovação: um projeto PPVC que prioriza variedade e qualidade de vida.”

O padrão pixelado também destaca as áreas comunitárias do edifício, marcadas pela vegetação exuberante típica de Cingapura. No 24º andar, um jardim suspenso com cerca de quatro pavimentos de altura cria um espaço generoso de convivência; no topo das torres, o Irwell Sky oferece um ambiente mais intimista para encontros sociais. Nesses trechos, a rígida malha de pixels individuais se flexibiliza, com molduras de tamanho duplo ou triplo que revelam as árvores e plantas no interior.

Graças à construção de alta qualidade e baixo desperdício possibilitada pela produção fabril, a PPVC é, por natureza, uma técnica mais sustentável e está alinhada ao Green Plan 2030 de Cingapura. No entanto, a redução de resíduos só se traduz em sustentabilidade real quando o edifício faz uma contribuição duradoura e significativa à vizinhança — garantindo sua longevidade. O design de fachada criado pela MVRDV para o Irwell Hill Residences cumpre esse papel, demonstrando que uma abordagem pragmática também pode ser interessante, diversa e vibrante.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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