Arquitetura
Centro Cultural e Tecnológico Kengzi / Tanghua Architect & Associates

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- Área:
72245 m²
Ano:
2024
Fabricantes: Crownhomes

Descrição enviada pela equipe de projeto. O terreno está localizado a oeste do Parque Guangzu, a leste da Guangzu South Road, ao sul da Jikang Road e ao norte da Danzi East Road, na rua Kengzi, distrito de Pingshan. A área é dividida em dois lotes — norte e sul — separados por uma distância superior a 130 metros, totalizando 21.543 m². O lote norte abriga um edifício de seis pavimentos acima do solo e dois subsolos, que concentra o Museu de Ciência e Tecnologia do Distrito de Pingshan e um Book Mall. O lote sul conta com um edifício de oito pavimentos acima do solo e dois subsolos destinados ao Centro Cultural do Distrito de Pingshan. Entre os dois lotes encontra-se o acesso oeste do Parque Guangzu e, no subsolo, um estacionamento público com função complementar de defesa civil. A área total construída é de 72.436,62 m², sendo 43.176,92 m² computáveis no coeficiente de aproveitamento (FAR) e 29.259,70 m² não computáveis.



Ao sul do terreno localizam-se numerosos parques industriais de manufatura avançada, com um planejamento urbano voltado ao transporte motorizado e à lógica da industrialização, configurando uma estrutura urbana de grande escala e bem organizada. A oeste situa-se uma vila urbana, enquanto ao norte encontram-se diversos vilarejos de crescimento orgânico, que preservam o maior número e a maior concentração de conjuntos murados Hakka em Shenzhen — ao todo, dezesseis. As ruas dessa área são densas e sinuosas, com edificações de diferentes escalas. A leste está o espaço verde público do Parque Guangzu.



A proposta de projeto parte da compreensão do padrão geral de desenvolvimento urbano, considerando o uso prático e a operação e manutenção da arquitetura e da paisagem, o que resultou em diversos destaques projetuais:
– Diante da necessidade de desenvolver os dois lotes de forma independente, em razão das condicionantes fundiárias, a faixa oeste do Parque Guangzu entre os dois terrenos foi incorporada ao escopo do projeto, criando uma conexão eficiente entre os lotes norte e sul. Essa estratégia resulta em uma frente urbana contínua, porém variada, maximizando benefícios sociais, culturais, ambientais e econômicos.



– Em resposta à escassez de terreno, foram adotados recuos em terraços nos segundo e terceiro pavimentos, criando praças em estilo de arcadas ao longo das vias urbanas. Esses espaços são cobertos por coberturas em arco escalonadas, conformando áreas públicas adequadas às características climáticas da região de Lingnan, no sul da China. Utilizados como áreas expositivas externas do museu de ciência e como espaços de apresentação do centro cultural, esses ambientes cobertos permitem a interação entre interior e exterior, ampliando a eficiência espacial. Ao mesmo tempo, configuram ruas tridimensionais adicionais, tanto para os edifícios públicos urbanos quanto para a arquitetura de pequena escala das vilas, articulando diferentes texturas e contextos urbanos.



– Como elemento mais marcante do projeto, as arcadas são construídas com madeira engenheirada contemporânea, oferecendo uma tonalidade quente coerente com a expectativa do público em relação a edifícios culturais, além de uma identidade visual forte para as duas instituições. Em comparação com materiais como metal e concreto, a madeira engenheirada se alinha melhor às políticas nacionais de economia de energia, representando práticas consolidadas no uso de novos materiais, tecnologias e métodos construtivos, e expressando uma imagem arquitetônica moderna, leve e clara.

O projeto integra atividades públicas tradicionais ao ar livre de Guangdong em espaços abertos lineares ao longo das ruas. Por meio da interação entre arquitetura e cidade, cria-se uma sequência rica de cenas que refletem a vida cotidiana dos cidadãos, formando espaços públicos abertos complementares e interativos, onde diferentes elementos culturais se potencializam mutuamente. Assim, o conjunto expressa e constrói uma vida urbana vibrante, conectada aos costumes locais e à vitalidade do lugar.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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