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O processo criativo é intuitivo: “Estou falando de energias muito fortes, então nunca é uma decisão racional, vem de uma conexão maior”. Por isso, nem sempre uma divindade do candomblé vai inspirar um mesmo resultado formal. Por exemplo, em sua mostra individual Ònà Irin: Caminho de Ferro, a instalação imersiva dedicada a Ogum, orixá do ferro, da tecnologia e dos caminhos, se materializa em trilhos multiplicados ao infinito por espelhos que rodeiam a sala expositiva, recebendo e desnorteando os visitantes. A exposição, com curadoria de Amanda Bonan, Ayrson Heráclito e Marcelo Campos, reúne 22 obras da carreira da baiana, e fica em cartaz até 22 de fevereiro no Sesc Belenzinho, em São Paulo, tendo passado pelo Museu de Arte do Rio e o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, em Salvador, entre 2023 e 2024.
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Fonte: Casa Vogue

