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Ao contrário da maioria dos esportes populares, a origem do basquete tem um ano e um criador precisos: foi inventado em 1891 nos Estados Unidos pelo instrutor de educação física canadense James Naismith como um esporte indoor para atletas da Springfield College durante o inverno, após o fim da temporada de futebol americano. O esporte rapidamente se expandiu além das fronteiras do país, sendo incluído nos Jogos Olímpicos de 1936 e alcançando popularidade internacional após a Segunda Guerra Mundial. À medida que o basquete se tornou mais difundido, ele também deixou o ambiente controlado dos ginásios e começou a ocupar uma ampla variedade de locais: playgrounds, praças públicas, pátios de escolas, calçadas e quintais se tornaram quadras informais para jogar e para a vida comunitária, reforçando o papel da atividade física como catalisadora da interação social e da regeneração dos bairros.
Parte dessa popularidade generalizada se deve à adaptabilidade do esporte e ao fato de que é preciso muito pouco para praticá-lo: apenas uma bola, uma cesta e uma superfície plana. O basquete se adapta a praticamente qualquer geometria disponível — desde quadras improvisadas pintadas no asfalto até quadras cercadas encontradas em praças públicas ou centros comunitários —, permitindo que o jogo se desenvolva além das fronteiras socioeconômicas e geográficas.
À medida que o basquete migrou para espaços urbanos ao ar livre, a quadra se tornou mais do que apenas uma infraestrutura esportiva – ela se transformou em uma superfície cívica. Hoje, a cor desempenha um papel central nessa mudança. Paletas cromáticas vibrantes ativam visualmente as quadras, sinalizando que esses são espaços destinados a serem ocupados, compartilhados e vividos coletivamente, seja como jogador ou como espectador.
A transformação do espaço público através da arte: uma entrevista com Antonio Ton
As quadras coloridas apresentadas abaixo ilustram como o esporte e estratégias de design bem pensadas podem promover a proximidade social. Elas funcionam como ímãs, atraindo crianças e adultos, moradores locais e turistas, jogadores e espectadores, levando-os a dialogar uns com os outros. A superfície cromática se torna um símbolo visível da vida pública – ajudando as comunidades a reimaginar seus arredores por meio do jogo.
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