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Política

Advogado de Heleno negocia novos clientes por Instagram após virar meme em julgamento

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CÉZAR FEITOZA E ANA POMPEU
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Matheus Milanez, 33, era o advogado mais jovem entre todas as defesas dos condenados do núcleo central da trama golpista. Agora, lida com uma caixa de mensagens no Instagram cheia de potenciais clientes, que enviam mensagens com os casos mais diversos pedindo conselhos.

“Tem umas pessoas que entram em contato comigo pelo Instagram do escritório: ‘É possível absolver de crime leve de Maria da Penha?'”, disse Milanez em entrevista à Folha. Prospectando o cliente, ele perguntou: “O que é um crime leve de Maria da Penha?”.

Milanez conta também receber mensagens sobre casos complexos. Um fazendeiro do Norte acusado de torturar e matar pessoas que invadiram sua terra; outro suspeito de ocultar cadáveres. Todos relatando seus casos pelo Instagram.

“A minha secretária, coitada, ela encaminha, a gente faz análise, marca uma reunião […]. A gente não tem muito filtro de qual caso pegar. A gente faz uma análise do caso e vê viabilidade.”

As redes sociais de Milanez estouraram após o advogado virar meme e confrontar o ministro Alexandre de Moraes na defesa do ex-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) Augusto Heleno durante o julgamento da tentativa de golpe de Estado.

Ele viu seu perfil na plataforma saltar de cerca de 2.000 seguidores no início do processo para mais de 60 mil após a conclusão do julgamento. O salto ocorreu em duas etapas.

A primeira foi mais tímida. Milanez ganhou 5.000 seguidores depois de seu pedido a Moraes para encerrar a sessão de interrogatório dos réus para ele “minimamente jantar” viralizar. A audiência havia começado às 9h e já passava das 20h quando ele abordou o tema.

“São 20h, a audiência amanhã é às 9h, e nós viemos em um carro só. Ainda preciso levar o general para casa, e eu mesmo preciso ir para a minha. Eu minimamente quero jantar. Excelência, eu só tomei café da manhã hoje, quase nada mais”, disse Milanez.

Moraes negou o pedido e disse que seria melhor terminar as audiências o quanto antes. “O senhor ainda tem quarta-feira para tomar um belo brunch, quinta é o jantar do Dia dos Namorados e sexta é dia de Santo Antônio –quem sabe o senhor comemora também numa quermesse?”, ironizou Moraes.

Milanez diz que levou uma bronca da sua noiva, a nutricionista Gabriella Cesar, por não ter aproveitado o momento de fama para impulsionar suas redes. “Eu nunca fui muito bom de rede social. Rede social para mim era meme e figurinha.”

A outra oportunidade se deu após a sustentação oral de Milanez no julgamento da ação penal. Ao defender Heleno, o advogado questionou a postura de Alexandre de Moraes no processo e fez a principal crítica ao ministro.

Os recortes de sua fala viralizaram. Milanez viu o movimento e passou a publicar vídeos falando sobre os detalhes do julgamento todos os dias. O perfil saltou de 7.200 seguidores para 61.300 em quatro dias.

“Eu acho que falo com uma linguagem mais simples. A grande maioria do meu público não é do direito. Eu vejo que são pessoas em geral, assim, população lato sensu que querem entender um pouco mais [sobre o processo] ou gostaram da minha postura no julgamento”, disse.

A popularidade trouxe novos seguidores e potenciais clientes pelo Instagram, mas também atraiu haters e críticos. Ele viu em muitos memes na internet uma tentativa de desmoralizá-lo.

“Tem duas formas de lidar com a situação: ou você se irrita, ou você surfa na brincadeira. Eu decidi surfar na brincadeira tranquilamente. Eu falo que hoje eu adoro, porque todo lugar que eu vou falar, eu vou dar aula, as pessoas comentam: ‘Ó, fica tranquilo que qualquer coisa eu trago um lanche para o senhor’.”

Milanez também contou por que esperava que Moraes concordasse com o pedido de antecipar o fim do interrogatório dos réus para “minimamente jantar”.

“Eu era estagiário na época da [operação] Greenfield, o Vallisney [de Souza Oliveira] era o juiz titular da 10ª Vara Federal de Brasília. Era audiência o dia inteiro: começava às 8h, parava para o almoço ao meio-dia e ia até umas 20h”, conta.

“O juiz mesmo falava: ‘como está tarde da noite, amanhã a gente pode começar à tarde?’. Às vezes o advogado falava para terminar mais cedo. Então, [os juízes] dão essa maleabilidade, não existe razão para a pressa.”

Augusto Heleno foi condenado pelo Supremo a 21 anos de prisão por participação na trama golpista. Milanez diz ter ficado frustrado com o resultado –esperava ao menos dois votos favoráveis à absolvição do general.

O advogado conta que vai apresentar dois tipos de recursos diferentes ao STF e diz acreditar na possibilidade de reverter a condenação. A missão é penosa e de pouca chance de êxito. Ele diz que só depois das possíveis negativas é que vai levantar discussões sobre onde Heleno deve cumprir sua pena: se num presídio comum ou em sua casa.

“Eu não acho que ele tenha condição de ir a um presídio”, disse. “Eu sei que 100% de saúde ele não está porque é um senhor de 77 anos. Mas eu não sei quais doenças ele tem, se tem um problema crônico. Como a gente estava na discussão eminentemente jurídica, esse era um ponto que a família nunca abria para mim.”

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Fonte: Notícias ao Minuto

Política

Mario Frias direcionou verba pública a produtora de filme sobre Jair Bolsonaro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A produtora do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro (PL), recebeu R$ 2 milhões em recursos públicos por meio de três CNPJs na área de tecnologia e esportes, além de ter firmado um contrato no valor de R$ 108 milhões para instalação de pontos de wi-fi com a Prefeitura de São Paulo.

As informações foram divulgadas primeiro pelo portal The Intercept Brasil e confirmadas pela reportagem.

Uma das pessoas envolvidas na produção é o deputado Mario Frias (PL-SP), ex-secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro. A reportagem teve acesso ao roteiro do filme, que contém a informação de que ele é baseado “em uma história real escrita por Mario Frias intitulada ‘Capitão do Povo'”.

Frias foi responsável pela aprovação de duas verbas de emenda parlamentar ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG de Karina Ferreira da Gama, que também é dona da GoUP Entertainment, que produz “Dark Horse”.

Procurados, Mario Frias e o Instituto Conhecer Brasil não se manifestaram até a publicação deste texto.

Os repasses de emenda parlamentar foram de R$ 2 milhões ao todo. No ano passado, o Instituto Conhecer Brasil recebeu R$ 1 milhão via Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação numa ação de letramento digital. Via Ministério dos Esportes, o ICB foi contratado por R$ 1 milhão para implantar o Projeto Lutando Pela Vida, de artes marciais.

No passado, a instituição foi autorizada a captar recursos para executar projetos ligados ao mundo evangélico, como “A Turma do Smilinguido no Teatro” e um festival itinerante da Marcha para Jesus, mas não conseguiu levantar fundos em ambos os casos.

Mas o contrato de valores mais expressivos foi com a gestão de Ricardo Nunes (MDB) na prefeitura da capital paulista. A instituição foi contratada pela prefeitura para instalação de 5.000 pontos de wi-fi no valor de R$ 108 milhões.


Procurada, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia afirma que a contratação do Instituto Conhecer Brasil foi realizada “por meio de chamamento público transparente e sem contestações”.

Segundo a prefeitura, “a organização social cumpriu todas as exigências previstas no edital, e a prestação do serviço está em andamento com 3.200 pontos de wi-fi implementados e 1.800 pontos previstos para 2026”.

O valor total da parceria é de R$ 108 milhões, mas os repasses realizados até o momento são de, aproximadamente, R$86 milhões, que correspondem aos serviços já executados.

O filme “Azarão”, ou “Dark Horse” no título original, narra os momentos do ex-presidente após ser vítima de esfaqueamento em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 2018. A primeira locação de filmagem foi no Hospital Indianópolis, na zona sul da capital paulista.

O filme é dirigido por Cyrus Nowrasteh, cineasta americano de origem iraniana. Ele tem em seu currículo filmes como “Infidel”, “O Jovem Messias” e “O Apedrejamento de Soraya M.”, segundo o Internet Movie Database. Jair Bolsonaro será vivido por Jim Caviezel, que viveu Jesus no filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, e também estrelou “Som da Liberdade”, sucesso entre o público conversador em 2023.

PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

Operação que atinge aliados de Bolsonaro investiga recursos públicos de cotas parlamentares; Jordy chama ação policial de ‘covarde’; Sóstenes é líder do PL na Câmara dos Deputados

Folhapress | 08:20 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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PF apreende R$ 430 mil em dinheiro vivo na casa de líder do PL Sóstenes Cavalcante

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A Polícia Federal (PF) apreendeu um total de R$ 430 mil em dinheiro vivo na residência do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) em uma operação realizada nesta sexta-feira, 19, para apurar desvios na cota parlamentar.

A investigação suspeita que o deputado, que é líder do PL na Câmara, fez repasses para uma locadora de veículos com o objetivo de desviar recursos da Casa. Ele ainda não se manifestou sobre o caso.

No endereço onde o parlamentar vive em Brasília, em um flat, os investigadores encontraram no armário uma sacola preta cheia de notas de R$ 100, que foram contabilizadas e apreendidas sob suspeita de serem provenientes do desvio de recursos públicos.

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo de busca e apreensão, mas não foi encontrado dinheiro vivo em seu endereço. Jordy afirmou em uma rede social que fez pagamentos à empresa suspeita de desvios com o objetivo de aluguel de carros desde o início do seu mandato e classificou a ação de “pesca probatória”.

PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

Operação que atinge aliados de Bolsonaro investiga recursos públicos de cotas parlamentares; Jordy chama ação policial de ‘covarde’; Sóstenes é líder do PL na Câmara dos Deputados

Folhapress | 08:20 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (19) mandados de busca e apreensão contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo pessoas com conhecimento da ação, a operação da PF não ocorre nos gabinetes parlamentares de Sóstenes e Jordy. Os sete mandados, autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), são cumpridos no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

O objetivo da operação é aprofundar investigações sobre desvios de recursos públicos de cotas parlamentares, de acordo com a corporação.

“De acordo com as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública”, disse a PF.

Jordy publicou um vídeo nas redes sociais e chamou a ação de “covarde”. Segundo ele, a justificativa da busca e apreensão é a de que ele teria desviado recursos da cota parlamentar para uma empresa de fechada para aluguel de carrros.

“Sendo que é a mesma empresa que eu alugo carros desde o início do meu primeiro mandato. A mesma empresa que o deputado Sóstenes, que eu acredito que também esteja sendo alvo de busca e apreensão, aluga veículos dessa mesma empresa desde o início do primeiro mandato dele. A alegação deles é tosca, eles dizem que chama muito a atenção o número de veículos desta empresa”, disse.

Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

A medida foi oficializada durante a tarde em edição do Diário Oficial da Casa

Folhapress | 05:30 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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