Arquitetura
Ampliação e Reforma de uma Antiga Fazenda / Martin Migeon Architecture

Descrição enviada pela equipe de projeto. Situado numa pequena aldeia de Charentes-Maritimes (FR), com vista para o estuário do Gironde, um antigo celeiro é transformado numa casa de férias. O projeto é concebido como uma sequência de volumes diferenciados, cada um com a sua própria orientação e características distintas.
O primeiro gesto consiste em propor uma extensão ampla e aberta em relação ao estuário. Os edifícios pré-existentes foram originalmente articulados em torno de um espaço partilhado com os vizinhos para responder às necessidades da agricultura e da criação de animais, ignorando assim as vistas. A ampliação reúne os principais espaços coletivos da família (cozinha, sala de estar e jantar, fogão a lenha) e dá acesso a um grande terraço coberto.
O segundo gesto consiste em retirar um telhado entre dois dos volumes existentes para criar um pátio. Este novo espaço exterior, diretamente ligado ao terraço da extensão, está bem protegido do vento e permite um ambiente e uma utilização alternativos. O resultado destas duas operações é um projeto feito de justaposições de volumes, circulações, usos e materiais. As cofragens em concreto aparente são realizadas no local para criar grandes vãos e reforçar os muros.
O novo prolongamento desenvolve o seu caráter material através da justaposição de três elementos: uma fachada de madeira, em grande parte fechada, do lado da rua; um pórtico de concreto aparente com três pilares e uma viga; e uma colunata monumental composta por cinco pilares circulares de concreto polido, sobre os quais assenta a estrutura de madeira da cobertura que define a forma do volume.
O projeto inicia um novo diálogo entre o antigo e o novo, gerando curiosas colagens de matérias-primas, volumes, coberturas e geometrias. As múltiplas aberturas permitem que os espaços exteriores e interiores se entrelacem através de uma variedade de percursos de utilização cotidiana. No inverno, o fogão a lenha arde tranquilamente e é possível relaxar a observar a água ao longe. No verão, todas as janelas estão abertas, o ar fresco e os membros da família circulam com fluidez, movendo-se entre as pedras antigas e os elementos novos, entre o abrigo e a paisagem.
Fonte: Archdaily