Arquitetura
Apartamento SBC / Studio Papaya

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- Área:
50 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Labmobili

Descrição enviada pela equipe de projeto. Ao entrar no duplex de cerca de 50 m², um verde profundo o recebe com a calma que lhe é atribuída no universo das cores. O piso em granilite, no mesmo tom, guia o percurso até a escada, marcando a passagem entre chegada e estar. À direita, um painel perfurado folheado em freijó acolhe bolsas, chapéus e pequenos objetos; do outro lado, a sapateira convida a sentar, enquanto nichos em laminado verde abrem espaço para livros e discos. Acima, o painel se torna forro perfurado, ilumina e desenha um caminho que acompanha a circulação. Adiante, uma visão ampla, pois a antiga varanda foi incorporada ao interior e as divisões do térreo deram lugar a um espaço único.


Desenhada para o espaço, a mesa ocupa o centro e se adapta aos usos: um módulo em madeira e inox desliza e vira apoio quando é hora de cozinhar ou receber. A cozinha combina frentes brancas com topos de compensado aparente; a extensa bancada e as prateleiras em aço inox deixam tudo à mão, claras e funcionais, como numa oficina. No chão, um “tapete” de cimento delimita jantar e estar, enquanto o granilite branco assinala a cozinha: uma demarcação desenhada ao nível dos pés. A hierarquia de materiais ajuda a ler o espaço: branco para a cozinha, madeira natural nas áreas de convívio, verde no hall e na circulação.



A marcenaria costura o projeto. No térreo, estantes moduladas e o painel perfurado organizam entrada e estar; o sofá em estrutura metálica, com futons em bordô, somado a baús com rodízios, apoiam a rotina; a mesa, em folha de freijó, se estende para encontros. Na cozinha, armários superiores e inferiores com nichos abertos e prateleiras contínuas em inox alinham preparo e armazenamento. A grande janela do vão duplo traz as copas das árvores para dentro e transforma a fachada em varanda habitada, com bancos e vasos. Trilhos com spots e pendentes discretos pontuam a cena, sem competir com a luz do dia.


Pelo vazio do pé-direito duplo, o olhar alcança o mezanino. Ao fim da escada há um guarda-corpo branco com painel laminado verde. No andar superior, a parede terracota e o piso de madeira amendoim criam uma atmosfera adequada para uma sala de TV; uma divisória ripada substitui a antiga parede e, com prateleiras metálicas delicadas, cria separação visual sem bloquear a luz. Ao caminhar para o quarto, há uma estante leve com tirantes que recebe livros, objetos e plantas, enquanto um espelho em arco e volumes delgados dão certo ritmo visual.

No quarto, há uma desaceleração. O piso em madeira maciça dá continuidade; a iluminação é versátil, ora funcional, ora cenográfica. A marcenaria foi desenhada para liberar o chão: a cabeceira simples, em freijó, dá suporte às luminárias e tomadas; o guarda-roupa principal, posicionado “quase fora” do dormitório, em abertura criada para o vão de dupla altura, libera espaço para a cama e oferece amplitude antes inexistente, enquanto externamente se apresenta de uma forma um tanto quanto inusitada, flutuante. Cortinas de algodão filtram a luz exterior e silenciam o ambiente.

Ao final, fica a intenção de uma casa feita de gestos precisos: paredes que cedem lugar ao uso, materiais que orientam e móveis sob medida que dão forma e conteúdo ao cotidiano.
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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